Nacional

Ministério do Trabalho e Emprego aponta redução de 5,1% nas piores formas de trabalho infantil no Brasil

Publicado

Um estudo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), chamado Diagnóstico Ligeiro do Trabalho Infantil – Brasil, com base na PNADc/2024 do IBGE, mostra que houve uma redução de 5,1% no número de crianças e adolescentes envolvidos nas piores formas de trabalho infantil. Isso significa que pelo menos 30 mil jovens foram retirados dessas atividades no país.

As piores formas de trabalho infantil estão definidas no Decreto nº 6.481/2008, que regulamenta a Convenção nº 182 da Organização Internacional do Trabalho. A chamada Lista TIP (Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil) indica trabalhos que prejudicam a saúde, a segurança e a moralidade de crianças e adolescentes, com graves riscos físicos e psicológicos para menores de 18 anos.

Apesar da queda nas piores formas, o estudo também aponta um aumento de 2,1% no total de casos de trabalho infantil. Esse crescimento ocorreu principalmente em atividades para consumo próprio, que aumentaram cerca de 7%, e em atividades econômicas, com aumento de aproximadamente 1%. Entre as faixas etárias analisadas, o maior aumento foi na idade de 5 a 13 anos, em trabalhos voltados para uso dentro do próprio domicílio ou para parentes que não moram na casa.

Leia mais:  Brasil ultrapassa marca de 100 milhões de passageiros nos aeroportos do país no acumulado do ano

A situação varia conforme a região do país. Enquanto Norte e Sudeste tiveram redução, Sul, Centro-Oeste e Nordeste registraram aumento. Entre os estados, sete deles e o Distrito Federal apresentaram queda, com destaque para Minas Gerais, que reduziu em 22,4% e retirou mais de 48 mil crianças e adolescentes do trabalho infantil. Por outro lado, 19 estados tiveram aumento, especialmente São Paulo e Pernambuco.

Esses dados mostram que a diversidade econômica e social das regiões influencia diretamente o trabalho infantil. Desde 2016, o Brasil já conseguiu reduzir em 21,43% os casos desse tipo de exploração.

O coordenador Nacional de Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho do MTE, Roberto Padilha Guimarães, ressaltou a importância do estudo. “É fundamental conhecer e analisar bem os dados do trabalho infantil para identificar problemas, criar estratégias, orientar fiscalizações e políticas públicas, garantindo o enfrentamento efetivo desse problema”, destacou.

Para conferir a análise completa e acessar outros dados por estados e Distrito Federal, acesse aqui. 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

MME destaca avanços da reforma do setor elétrico durante o ENASE 2026

Publicado

Dando continuidade às discussões sobre os principais desafios e oportunidades do setor elétrico, o secretário Nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, participou do painel “Reformas Estruturantes (Lei nº 15.269) e Desdobramentos”, realizado nesta terça-feira (17/6), durante a 23ª edição do Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (ENASE), no Rio de Janeiro. O debate teve como foco a modernização do setor elétrico e a construção de um ambiente mais competitivo, eficiente e sustentável, reunindo representantes do governo, especialistas e agentes de mercado para discutir os avanços e os desdobramentos da reforma setorial conduzida pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Durante o painel, foram abordados os principais elementos da reforma do setor elétrico, com destaque para a transformação do papel das distribuidoras, a racionalização dos subsídios, a modernização da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a regulamentação de novas tecnologias, como sistemas de armazenamento de usinas híbridas. O secretário ressaltou que a reforma foi desenvolvida com uma visão de longo prazo, visando fortalecer a segurança jurídica, ampliar a liberdade de escolha do consumidor e criar condições para que a expansão do mercado aconteça de forma sustentável e alinhada às transformações tecnológicas em curso.

Leia mais:  Recife recebe R$ 86 milhões para obras de estabilização de 17 encostas na BR-101/PE

“A reforma do setor elétrico é uma etapa importante na modernização do nosso sistema, preparando o país para os desafios das próximas décadas com mais eficiência, competitividade e segurança. Estamos avançando na abertura do mercado, ampliando a liberdade de escolha dos consumidores, aperfeiçoando os sinais econômicos, racionalizando subsídios e criando condições para a integração de novas tecnologias. Esse processo fortalece o ambiente de investimentos, preserva o papel estratégico das distribuidoras e garante uma transição equilibrada para todos os agentes, garantindo a segurança energética, a modicidade tarifária e um setor cada vez mais moderno, sustentável”, afirmou.

Outro tema de destaque foi a abertura do mercado de energia, considerada uma das principais mudanças estruturais da reforma. O modelo busca ampliar a concorrência e estimular a inovação comercial, preservando a segurança do suprimento e evitando a transferência inadequada de custos entre consumidores.

Os participantes ainda discutiram a importância de aperfeiçoar os sinais econômicos do setor, por meio da revisão de subsídios e da evolução da formação de preços. A avaliação é que preços mais aderentes às condições reais do sistema, aliados à transparência na concessão de subsídios e à incorporação de novas tecnologias, contribuirão para aumentar a eficiência do mercado, estimular investimentos e fortalecer a sustentabilidade do modelo elétrico brasileiro nas próximas décadas.

Leia mais:  Brasil ultrapassa marca de 100 milhões de passageiros nos aeroportos do país no acumulado do ano

Sobre o ENASE

O Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (ENASE) é um dos principais eventos do setor elétrico no Brasil, reunindo líderes, decisores e especialistas para debater o futuro da energia, seus desafios e oportunidades. Com foco em inovação, regulação e transformação energética, o evento apresenta cases de mercado, análises técnicas e discussões político-regulatórias que impactam diretamente o desenvolvimento do setor.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: 
(61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


 Instagram ●  Twitter ●  Facebook ●  YouTube ●  Flickr ●  LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana