Política Nacional

CAE analisa na terça proposta que limita dívida consolidada da União

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado se reúne na terça-feira (30), às 10h, para votar uma pauta com cinco itens. Entre eles está o projeto de resolução que estabelece um limite global para o montante da dívida consolidada da União (PRS 8/2025).

Esse projeto foi apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da CAE. A iniciativa conta com relatório favorável do senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), que fez modificações na proposta, transformando-a em um substitutivo (texto alternativo).

O substitutivo prevê que a dívida bruta do governo geral — conceito utilizado pelo Banco Central —, excluídas as obrigações dos entes subnacionais, não poderá exceder 80% do Produto Interno Bruto e nem ser superior a 6,5 vezes o valor da receita corrente líquida da União acumulada nos 12 meses anteriores à sua apuração.

Saneamento

Também está na pauta da comissão o PL 1.087/2024, projeto de lei do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR). Essa proposta prevê que uma parcela dos repasses do Fundo de Amparo ao Trabalhador ao BNDES será obrigatoriamente destinada a programas de saneamento básico em áreas rurais.

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Uma das principais fontes de financiamento do Fundo de Amparo ao Trabalhador — embora não seja a única — é o PIS/Pasep.

Relator da matéria, o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) explica que, na prática, “a proposição determina que, no mínimo, 0,84% dos recursos anualmente arrecadados pelo Pis/Pasep sejam direcionados [pelo BNDES] a investimentos em saneamento em áreas rurais do país”.

Petecão acrescenta que esse percentual, se aplicado à arrecadação do Pis/Pasep do ano passado, representa cerca de R$ 870 milhões.

Inpi

Outro projeto de lei que pode ser votado pela CAE é o PLP 143/2019, que proíbe a limitação de empenho e movimentação financeira das despesas relacionadas ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

A proposta altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para incluir os gastos relativos ao Inpi na lista daqueles que não podem ser limitados.

O autor dessa proposta é o deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP). O senador Mecias de Jesus, relator da matéria, apresentou voto favorável à iniciativa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Comissão de Educação aprova proposta que exige noções de Libras de gestores escolares

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que torna obrigatória a comprovação de noções básicas de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para gestores da educação básica. A exigência valerá para cargos de administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional.

A proposta foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pela relatora, deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), para o Projeto de Lei 480/26, do deputado licenciado Murilo Galdino (PB).

Conforme a nova redação, a equipe de gestão da escola deverá contar com profissional que conheça Libras, selecionado entre os professores da unidade ou contratado especificamente para a função. O projeto inicial priorizava pessoas surdas nas contratações.

“Um gestor escolar ou um profissional de apoio deverá ter condições de se comunicar com grande número de pessoas – colegas e demais funcionários, alunos e pais – os quais, na imensa maioria, não sabem se comunicar em Libras”, justificou Franciane Bayer.

Ela ressaltou ainda que a medida amplia o acolhimento e os serviços educativos prestados aos alunos surdos, ao incluir a mudança na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

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“Até que tenhamos na Libras uma segunda língua dos brasileiros, é mais factível dispor do apoio de profissional conhecedor que já trabalhe na escola ou que venha a ser contratado para integrar a equipe pedagógica”, afirmou a relatora.

De acordo com o substitutivo, a comprovação do conhecimento básico em Libras deverá ser feita antes da contratação ou designação para o cargo, respeitando-se também os demais critérios técnicos e pedagógicos.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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