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Operação Piratas do Caribe desarticula rede de contrabando de migrantes no Amapá

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Macapá, 29/09/2025 – Uma organização criminosa especializada no contrabando de migrantes foi desarticulada pela Polícia Federal (PF), nesta segunda-feira (29/9), durante a Operação Piratas do Caribe, no estado do Amapá. A maior parte das vítimas eram migrantes de nacionalidades cubana e haitiana.

As investigações apontaram que os migrantes eram obrigados a pagar valores abusivos para garantir o deslocamento terrestre no trecho de Oiapoque a Macapá, sob constante ameaça dos criminosos. Quem se recusasse a cumprir as exigências sofriam intimidações, incluindo advertências de expulsão do Brasil, além de pressão psicológica e risco de violência. Essas pessoas eram submetidas a coerção por parte da organização criminosa.

A coordenadora-geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Marina Bernardes, explica que o contrabando se dá por intermediários, conhecidos como “coiotes”, que facilitam a travessia ilegal e cobram quantias exorbitantes para oferecer um percurso repleto de riscos. “Eles operam em redes organizadas, utilizam rotas clandestinas e submetem os migrantes a condições desumanas, extorsões e exploração ao longo da jornada”.

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Marina Bernardes alerta que a falta de informações sobre o contrabando é um grande desafio. “Muitos desconhecem essa realidade, em que migrantes acabam em situação de extrema vulnerabilidade. A situação de contrabando pode evoluir para tráfico de pessoas, quando os migrantes contratam contrabandistas e passam a ser explorados por dívidas ou condições abusivas”, explica.

Denúncias – Para fazer denúncias, o público pode acessar alguns canais, como: o Disque 100 (para denúncias anônimas), o Ligue 180 (para violações contra mulheres e meninas) e a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Para enfrentar esse crime, que muitas vezes é subnotificado, o MJSP implementa o 1º Plano de Ação em Enfrentamento ao Contrabando de Migrantes. Além disso, em julho deste ano, o Governo Federal lançou também o 4º Plano de Ação em Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que visa fortalecer a articulação entre órgãos de segurança e agências de cooperação internacional.

Os crimes de contrabando de migrantes e de tráfico de pessoas comprometem os direitos humanos. Além disso, fragilizam os esforços do Estado para promover uma migração segura, ordenada e regular e requer políticas públicas específicas. A atuação coordenada entre os órgãos do Governo Federal, a Polícia Federal e os parceiros internacionais é fundamental para desmobilizar essas redes criminosas e proteger vidas.

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Operação Piratas do Caribe

Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Tartarugalzinho, Oiapoque, Santana e Macapá, além de 17 medidas cautelares de monitoramento eletrônico. As investigações tiveram início a partir de denúncia recebida na Delegacia da Polícia Federal em Oiapoque, que apontava extorsão de migrantes durante a viagem terrestre.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

MME apresenta versão preliminar do Plano de Ação Nacional para o garimpo de ouro e amplia diálogo para construção participativa

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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, na quarta-feira (28/5), da 1ª Reunião Extraordinária do Grupo de Trabalho (GT) da Convenção de Minamata, criado no âmbito da Comissão Nacional de Segurança Química (CONASQ). Durante o encontro, o Ministério apresentou a versão preliminar do Plano de Ação Nacional para a Mineração Artesanal e em Pequena Escala (PAN MAPE) de ouro, documento que estabelece estratégias, ações e metas para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil.

A iniciativa integra a estratégia do MME de ampliar a participação de representantes do Governo, da sociedade civil e de outras instituições envolvidas no tema na construção do plano. O GT constitui um importante espaço de articulação entre os diversos atores que acompanham a implementação da Convenção de Minamata sobre Mercúrio no Brasil. Entre suas atribuições está o acompanhamento das ações relacionadas à mineração artesanal e em pequena escala de ouro, atividade que tem no garimpo de ouro sua principal expressão no contexto brasileiro.

Representando o MME, a diretora do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração, Julevânia Olegário, apresentou a versão preliminar do PAN MAPE, que visa estabelecer ações e diretrizes para eliminar, no menor tempo possível, o uso de mercúrio na mineração artesanal e em pequena escala de ouro no Brasil, promovendo práticas mais seguras e sustentáveis para a atividade.

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Segundo ela, o plano busca conciliar a importância socioeconômica do garimpo legal com a adoção de medidas que reduzam impactos ambientais e riscos à saúde das populações envolvidas.

“O papel do MME é promover políticas públicas que ofereçam alternativas viáveis para que essa atividade seja realizada de forma responsável, ambientalmente sustentável e socialmente justa. O PAN MAPE representa um importante avanço nesse processo e reforça o compromisso do Brasil com a eliminação do uso do mercúrio no garimpo de ouro”, destacou a diretora.

A próxima etapa prevê a disponibilização do documento para consulta pública, ampliando a participação da sociedade civil, do setor produtivo, da academia e dos demais interessados na construção das ações que irão compor a versão final do plano.

A iniciativa reforça o compromisso do MME com o desenvolvimento sustentável da atividade mineral, alinhando a produção de ouro às melhores práticas ambientais e às diretrizes internacionais de proteção à saúde e ao meio ambiente.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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