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Oferta maior de animais pressiona preços do boi gordo em setembro, aponta Cepea

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Os preços do boi gordo registraram retração ao final de setembro, movimento considerado atípico para o período. De acordo com pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o mês costuma ser marcado por menor oferta de animais para abate e, consequentemente, por altas nas cotações.

Confinamento sustentou escalas de abate

Em 2025, no entanto, os confinadores reforçaram a engorda dos lotes desde o início do ano, garantindo volume expressivo de animais prontos para entrega em setembro. Essa estratégia atendeu tanto à demanda doméstica quanto à internacional, que segue aquecida, e resultou no alongamento das escalas de abate em todas as regiões.

Mato Grosso lidera queda nos preços

Segundo levantamento do Cepea, a maior desvalorização foi registrada em Cuiabá (MT), principal polo pecuário do país, com queda de 4,5% no valor da arroba ao longo de setembro. O estado concentra o maior rebanho brasileiro, tanto a pasto quanto confinado, e foi o mais afetado pela pressão da oferta.

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Indicador em São Paulo também recua

Em São Paulo, referência nacional para o mercado do boi gordo, o Indicador CEPEA/ESALQ apresentou baixa de 2,1% no mês, encerrando setembro cotado a R$ 304,10 por arroba.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de cana no Centro-Sul atinge 9,17 milhões de hectares

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A área de cana-de-açúcar disponível para colheita no Centro-Sul do Brasil atingiu 9,17 milhões de hectares na safra 2026/27. O número representa uma expansão de 3,1% em comparação aos 8,9 milhões de hectares do ciclo anterior, consolidando um movimento de crescimento monitorado por imagens de satélite e geotecnologia. O dado é acompanhado por uma reconfiguração na lista dos principais polos produtores, influenciada diretamente pelo cronograma de renovação dos canaviais.

A mudança no ranking dos municípios que mais ofertam cana para colheita é reflexo direto do manejo das lavouras. Áreas que passam por reforma ficam temporariamente indisponíveis para o corte e retornam ao sistema após ganharem novo potencial produtivo. Esse ciclo de rotatividade explica a ascensão de Nova Alvorada do Sul (MS) à primeira colocação nacional e a entrada de Nova Andradina (MS) no grupo dos 12 maiores produtores da região, deslocando Guaíra (SP).

Apesar dessas variações locais, a concentração da atividade agrícola permanece estável. O bloco dos 12 municípios com maior extensão de cana disponível responde por cerca de 10,4% de toda a área mapeada no Centro-Sul, um patamar praticamente idêntico ao observado na temporada passada.

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Geografia da produção

A estrutura produtiva mantém uma forte centralização em quatro estados, que juntos somam 91% da área total:

  • São Paulo: 57,1% (5,24 milhões de hectares).

  • Goiás: 12,4%.

  • Minas Gerais: 12,2%.

  • Mato Grosso do Sul: 9,3%.

Embora São Paulo sustente a dominância no setor, Mato Grosso do Sul foi o estado com o maior incremento proporcional na área cultivada entre os dois ciclos, com alta de 0,3%. O desempenho reflete a força de polos como Rio Brilhante, Costa Rica e Ivinhema.

O monitoramento contínuo das áreas, segundo analistas do agronegócio, é essencial para compreender não apenas o volume disponível, mas as tendências de longo prazo na oferta de matéria-prima para o setor de biocombustíveis. A precisão na identificação de áreas em reforma versus áreas prontas para colheita permite antecipar oscilações de produtividade que impactam diretamente a cadeia de etanol e açúcar no país.

Fonte: Pensar Agro

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