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VLI e Tereos realizam primeira operação ferroviária de açúcar com compensação de carbono no Brasil

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Operação histórica de transporte de açúcar com compensação de carbono

A VLI, empresa que atua em ferrovias, portos e terminais, e a Tereos, líder na produção de açúcar, etanol e energia, realizaram em setembro a primeira operação ferroviária de açúcar com compensação de carbono do país. A carga foi transportada entre o Terminal Integrador Guará (SP) e o Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), na Baixada Santista.

Segundo Danny Marchesi, gerente-geral de Sustentabilidade e Comunicação da VLI, o modal ferroviário é naturalmente sustentável, emitindo cerca de um sexto do carbono por tonelada transportada em comparação ao transporte rodoviário. “A operação reforça nossa estratégia de cocriação de soluções com clientes, gerando impacto positivo para a sociedade e para o planeta”, afirma.

Compromisso da Tereos com sustentabilidade e inovação

Para Gustavo Segantini, diretor comercial da Tereos, a iniciativa representa um marco no setor sucroenergético. “Essa operação alia eficiência operacional à responsabilidade ambiental e reforça nosso compromisso com soluções logísticas inovadoras e sustentáveis. Continuaremos investindo em ações que contribuam para um futuro mais verde”, ressalta.

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As empresas agora avaliarão os resultados da operação para definir próximos passos e potencial expansão do projeto.

Projeto SemC: VLI entra no mercado de créditos de carbono

O transporte de açúcar com compensação de carbono foi possível graças ao SemC (Sem Carbono), programa da VLI lançado em 2023 para operar no mercado de créditos de carbono. A iniciativa permite que empresas adquiram créditos de carbono baseados em informações de emissões fornecidas pelas concessionárias para cada transporte.

“Começamos com operações de compensação no transporte de combustíveis e agora ampliamos para o setor de açúcar, um segmento estratégico para a VLI”, explica João Carlos Apolônio de Souza, gerente Comercial de Açúcar da VLI e idealizador do SemC.

Histórico da parceria VLI e Tereos

A parceria entre VLI e Tereos começou a se fortalecer em novembro de 2020, com a inauguração de dois armazéns de açúcar no Tiplam e no Terminal Integrador de Guará, com investimento conjunto de R$ 205 milhões e capacidade de 240 mil toneladas.

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O transporte do açúcar ocorre pelo Corredor Sudeste da VLI, que liga o Centro-Oeste brasileiro ao Porto de Santos via Ferrovia Centro-Atlântica. Em 2025, as empresas alcançaram um novo recorde operacional, embarcando 70 mil toneladas de açúcar VHP em um único navio com destino à China.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro brasileiro busca expansão internacional e encontra oportunidades no mercado dos Estados Unidos

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Integração entre mercados amplia oportunidades no agronegócio

A busca por novos mercados tem levado o agronegócio brasileiro a intensificar sua presença no cenário internacional. A integração entre diferentes mercados agrícolas vem se consolidando como uma estratégia relevante para ampliar oportunidades de negócios e fortalecer a competitividade do setor.

Mesmo diante de um ambiente global marcado pela forte disputa por commodities, a troca de conhecimento, tecnologia e práticas produtivas entre países pode gerar ganhos estratégicos tanto para empresas quanto para produtores rurais.

Brasil e Estados Unidos apresentam modelos complementares

Nesse cenário, Brasil e Estados Unidos se destacam como duas das principais potências agrícolas do mundo, com características produtivas que se complementam.

Enquanto o modelo norte-americano é reconhecido pela alta eficiência e uso intensivo de tecnologia, o Brasil se diferencia pela diversidade de culturas e pela capacidade de realizar múltiplas safras ao longo do ano. Essa combinação abre espaço para inovação e expansão de negócios entre os dois países.

Planejamento é essencial para entrada no mercado americano

A entrada no mercado dos Estados Unidos exige planejamento detalhado e compreensão das particularidades locais. De acordo com especialistas, é fundamental conhecer as especificidades produtivas de cada região e adaptar as estratégias comerciais às demandas locais.

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Além disso, entender a cultura de negócios e as práticas agrícolas adotadas no país é um passo essencial para reduzir barreiras de entrada e aumentar as chances de sucesso.

Diferenças regionais exigem estratégias específicas

O mercado norte-americano apresenta grande diversidade regional, o que exige abordagens distintas por parte das empresas interessadas em atuar no país.

Estados como a Califórnia, por exemplo, possuem forte vocação para a fruticultura, enquanto regiões tradicionais produtoras de grãos demandam estratégias mais consolidadas e competitivas. Essa segmentação reforça a importância de um planejamento direcionado para cada nicho de atuação.

Estrutura local e suporte técnico são diferenciais competitivos

Outro fator determinante para o sucesso no mercado americano é a construção de uma estrutura local sólida. A presença de parceiros comerciais ou estoques dentro dos Estados Unidos contribui para aumentar a confiança nas negociações.

O mercado valoriza fortemente o suporte técnico eficiente e a capacidade de reposição rápida de produtos, o que torna a logística um ponto estratégico para empresas estrangeiras.

Domínio do idioma e conhecimento regulatório são fundamentais

O domínio do idioma inglês e o entendimento das exigências regulatórias e logísticas também são considerados requisitos básicos para atuar no país.

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Esses fatores influenciam diretamente a capacidade de negociação, adaptação e conformidade com as normas locais, elementos essenciais para consolidar a presença no mercado.

Mercado competitivo exige maturidade operacional

Apesar das oportunidades, o mercado norte-americano é altamente competitivo e consolidado. Por isso, especialistas recomendam que a entrada seja feita por empresas que já possuem operações estruturadas e experiência no setor.

Nesse contexto, a internacionalização para os Estados Unidos tende a ser mais indicada para negócios que buscam expansão após consolidação no mercado interno, com capacidade de competir em um ambiente exigente e dinâmico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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