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Piauí realiza etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho

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O Piauí sediou, nesta segunda-feira (7/10), a etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), realizada no auditório do Sesc Cajuína, em Teresina. O evento reuniu representantes de trabalhadores, empregadores e do poder público em um amplo debate sobre os desafios e as perspectivas do mundo do trabalho no estado.

Ao final das discussões, foram aprovadas 14 propostas que serão encaminhadas à etapa nacional da Conferência, marcada para março de 2026, em São Paulo.

A abertura contou com a presença do superintendente regional do Trabalho no Piauí, Ítalo do Rêgo Barros, que destacou a importância do diálogo social para a construção de políticas públicas voltadas à promoção do trabalho decente.

“O Piauí tem avançado na formalização e no fortalecimento do emprego digno, e esta Conferência é o espaço para consolidar esses avanços, ouvir a sociedade e transformar as demandas locais em propostas que contribuam para um mercado de trabalho mais justo e inclusivo”, afirmou.

Também participaram o secretário estadual do Trabalho e Emprego (SETRE), José Ribamar Noleto de Santana; o chefe da Assessoria Especial de Promoção à Igualdade no Trabalho, Ronaldo Barros; o desembargador Francisco Meton Marques de Lima, do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-PI); o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI), Marcos Duane Barbosa de Almeida; e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Piauí (OAB-PI), Raimundo de Araújo Silva Júnior.

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Entre as demais autoridades presentes estiveram a coordenadora da Área de Cooperação Sul-Sul e Parcerias Estratégicas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fernanda Barreto; a auditora-fiscal do Trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT), Paula do Nascimento Mazullo; o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Teresina (SEMDEC) e vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Piauí, Sávio Normando; o presidente em exercício do Sistema Fecomércio Sesc Senac no Piauí, Dênis Cavalcante; e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PI), Odaly Medeiros.

A II Conferência Nacional do Trabalho é um espaço tripartite, paritário e democrático, coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com o objetivo de construir, de forma coletiva, diretrizes voltadas à promoção do trabalho decente e ao fortalecimento das relações laborais no Brasil.

As etapas estaduais estão sendo realizadas em todo o país até dezembro de 2025.

As 14 propostas aprovadas no Piauí serão consolidadas com as demais contribuições estaduais e debatidas durante a etapa nacional, em 2026, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas voltadas ao mundo do trabalho.

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Mais informações sobre a II Conferência Nacional do Trabalho aqui

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Nacional

Política Nacional de Proteção de Dados avança com participação social

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Brasília, 15/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), realizou, na sexta-feira (12), audiência pública para discutir a construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade (PNPD).

O evento ocorreu em formato híbrido, no Palácio da Justiça, com transmissão ao vivo pelo YouTube, e reuniu representantes do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD), da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), da sociedade civil, da academia e do setor privado.

O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, ressaltou o caráter estratégico da primeira audiência pública após dois mandatos do CNPD.

“A construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade representa um passo fundamental. Trata-se de um instrumento que orientará a atuação do Estado brasileiro, fortalecerá os mecanismos de cooperação e ampliará o diálogo interinstitucional em torno dos direitos digitais, promovendo maior coerência, efetividade e participação na formulação de políticas públicas.”

Fernandes também destacou a centralidade do tema para a cidadania digital. “O direito à proteção de dados pessoais e à privacidade é hoje um dos pilares da cidadania digital. Em um contexto de transformação tecnológica acelerada, assegurar esses direitos significa garantir autonomia, dignidade e confiança nas interações digitais.”

A audiência integrou um processo mais amplo de elaboração participativa da política, que tem como referência os subsídios elaborados pelos seis Grupos de Trabalho Temáticos (GTTs) do CNPD, além das diretrizes encaminhadas pela ANPD ao MJSP. Ao todo, foram registradas 22 inscrições de fala da sociedade civil, além das contribuições dos coordenadores dos GTTs.

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Eixos e propostas

Os grupos de trabalho apresentaram recomendações organizadas em seis eixos estruturantes: educação e capacitação em proteção de dados (GTT 1); mecanismos e práticas de conformidade (GTT 2); governança de dados no setor privado (GTT 3) e no setor público (GTT 4); dados pessoais para o desenvolvimento econômico, tecnológico e a inovação (GTT 5); e harmonização entre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação (LAI) (GTT 6).

Entre as propostas apresentadas pelos coordenadores dos GTTs, destacaram-se a criação de uma Escola Nacional de Proteção de Dados, a institucionalização de uma Semana da Privacidade no calendário nacional, o estabelecimento de parcerias com o Ministério da Educação para integrar a temática aos currículos escolares e o desenvolvimento de ferramentas de autoavaliação para órgãos públicos. O GTT 5 propôs 36 subsídios voltados ao equilíbrio entre proteção de direitos e geração de valor econômico a partir do tratamento responsável de dados pessoais.

Representantes da sociedade civil apresentaram contribuições sobre temas como a necessidade de indicadores de monitoramento da política, a harmonização entre a LGPD e o direito de acesso à informação, a regulação do uso de tecnologias de reconhecimento facial e dados biométricos, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e a inclusão de diretrizes específicas para a segurança pública.

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Organizações como o Instituto Alana, a Transparência Brasil, a Open Knowledge Brasil, a Fiquem Sabendo, o Idec, o iFood e o Instituto Sigilo, entre outras, também participaram da audiência.

A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, que participou ao lado do também diretor Iagê Miola, enfatizou a importância de compreender os diferentes anseios e perspectivas da sociedade.

“O CNPD trabalhou diligentemente, constituindo diferentes grupos de trabalho dedicados à abordagem dos diversos temas relacionados à política nacional. Tive a oportunidade de participar de vários desses encontros, nos quais pudemos trocar impressões, compartilhar experiências e acompanhar um trabalho muito sério e competente de construção dessas diretrizes”, disse.

O MJSP informou que as contribuições recebidas durante a audiência, bem como as manifestações escritas que poderão ser encaminhadas posteriormente, serão analisadas e incorporadas ao processo de elaboração da política. A expectativa, reforçada por múltiplos participantes, é que o decreto seja publicado ainda em 2026 — mais de oito anos após a aprovação da LGPD.

“Essa diversidade de perspectivas é fundamental para qualificar a escuta do Governo Federal e contribuir para a elaboração de uma política pública consistente, legítima e representativa”, concluiu Victor Fernandes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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