Tribunal de Justiça de MT

Trabalho integrado busca reduzir tempo de resposta em casos de violência contra mulheres

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) está atuando em parceria com outras instituições públicas para reduzir o tempo de resposta em casos de agressão contra mulheres. A medida faz parte de um protocolo de implementação de políticas de monitoração eletrônica para proteção de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O documento foi assinado em setembro, em conjunto com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e o Governo do Estado.
Ao TJMT está fixada a execução de diversas ações, como manter atualizado o Banco Nacional de Medidas Protetivas (BNMP), garantir a comunicação célere com os demais órgãos envolvidos e capacitar os magistrados e servidores quanto ao uso do sistema e fluxograma estabelecido. Somado a isso, o Judiciário de Mato Grosso deve priorizar a análise rápida das representações policiais com pedido de medida protetiva, após manifestação do MPMT.
A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, defende a importância do trabalho em rede. Em recente entrevista ao podcast Prosa Legal, produzido pela rádio TJMT, ela apontou ainda a necessidade da sociedade como um todo se engajar cada vez mais nas pautas de proteção à mulher e combate ao feminicídio.
“Os órgãos precisam trabalhar em conjunto, saber o que cada um faz, com investimento, estruturação da Patrulha Maria da Penha, fazer com que o botão do pânico seja fornecido para mais cidades. Mas é preciso lembrar sempre que a rede primária é a família, é o colega de trabalho, é o vizinho. Então, vamos prestar atenção nas nossas mulheres. Ao ver a vizinha gritar, a colega do trabalho chorando ou machucada, precisamos fazer alguma coisa”, disse.
O protocolo estabelece uma atuação integrada entre os órgãos, visando fortalecer as ações de prevenção e enfrentamento deste tipo de crime em todo o estado. Entre as medidas que devem ser implantadas a partir da parceria está o aprimoramento do fluxo de informações entre as instituições signatárias, além da expansão do uso de tecnologias para monitoração eletrônica do agressor, junto com a medida protetiva de urgência.
Além do TJMT, Ministério Público e Governo do Estado também têm atribuições definidas. Por meio das secretarias de Segurança Pública (Sesp) e Justiça (Sejus), o Estado integrará os sistemas de monitoramento eletrônico ao atendimento de ocorrências via chamadas telefônicas pelo número 190, estimulará o uso de tecnologias para resposta rápida e comunicará o Judiciário sobre violações. Já o MPMT acompanhará a execução das medidas e fiscalizará o cumprimento das obrigações impostas aos agressores.
Ouça a participação completa da juíza Ana Graziela no podcast Prosa Legal clicando aqui

Autor: Bruno Vicente

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Canal e registro garante sigilo e proteção à vítima de assédio e discriminação

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Arte gráfica roxa aborda assédio e não violência, com ilustração de pessoas e informações institucionais.Possíveis casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação ocorridos no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso devem ser informados e são apurados por uma das Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, que tem como premissa básica de sua atuação o acolhimento e o apoio à vítima.

O respeito integral à pessoa noticiante começa com o acatamento à sua vontade quanto a quaisquer encaminhamentos ou decisões. E tudo tramita de modo seguro e confidencial, por meio de escuta humanizada e ética, com o compromisso de manutenção do sigilo dos dados das vítimas e das informações por elas apresentadas. Essa conduta visa minimizar os riscos psicossociais e promover a saúde mental no trabalho.

A Instrução Normativa TJMT/PRES n. 4/2024 do TJMT, que regulamenta o processo de trabalho da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, garante que a escuta e o acompanhamento da pessoa que noticia caso de assédio ou discriminação observem métodos e técnicas profissionais, propiciando atenção humanizada e centrada na necessidade da pessoa noticiante, respeitando seu tempo de reflexão e decisão e fortalecendo sua integridade psíquica, autonomia e liberdade de escolha.

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O serviço de acolhimento, escuta, acompanhamento e orientação é prestado à pessoa que queira recebê-lo, independentemente se decidiu formalizar ou não a notícia do caso para as providencias cabíveis, ou seja, nada é feito sem o consentimento da vítima.

Vale destacar que a Resolução CNJ n. 351/2020 proíbe qualquer forma de retaliação contra a pessoa noticiante, seja a vítima, a testemunha ou qualquer indivíduo que, de boa-fé, relate, testemunhe ou colabore na apuração de condutas de assédio ou discriminação. A pessoa que pratica retaliação pode ser responsabilizada disciplinar ou funcionalmente, conforme a legislação aplicável.

Magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) credenciados(as) e quaisquer outros prestadores(as) de serviços, independentemente do vínculo jurídico mantido, podem registrar casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação por meio de um formulário on-line, disponível na página da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação. Para acessá-lo, basta clicar no banner da Comissão, localizada na página inicial do portal do TJMT. Depois, clicar em “Canal de Manifestação”.

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Saiba mais sobre o assédio moral, assédio sexual e a discriminação no ambiente de trabalho no Guia de Combate ao Assédio, também disponível na página da Comissão, no portal do TJMT.

Autor: Celly Silva

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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