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Mercados asiáticos encerram semana em queda com tensões entre EUA e China

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As bolsas asiáticas encerraram a sexta-feira (10) em queda, com destaque para o recuo das ações chinesas após atingirem máximas históricas e para a sequência de perdas em Hong Kong, influenciadas por novas tensões comerciais entre China e Estados Unidos.

Bolsas da China e Hong Kong recuam com tensões geopolíticas

Em Xangai, o índice SSEC caiu 0,94%, após alcançar na quinta-feira seu maior patamar desde 2015. Já o CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve retração de 1,97%, registrando a maior queda diária em quase cinco semanas.

Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,73%, marcando sua quinta sessão consecutiva de perdas — a mais longa sequência negativa desde março deste ano. O movimento reflete o aumento da aversão ao risco e a realização de lucros por parte dos investidores.

Controles chineses sobre exportações elevam cautela do mercado

O clima de otimismo recente foi abalado após o governo chinês ampliar restrições à exportação de terras raras, elementos essenciais para a indústria de tecnologia. A decisão veio após legisladores norte-americanos proporem novas proibições à exportação de equipamentos de fabricação de chips para a China.

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Além disso, Pequim intensificou o controle sobre a entrada de processadores de inteligência artificial da Nvidia em seus principais portos, segundo informações publicadas pelo Financial Times.

Analistas apontam estratégia antes de possível encontro entre líderes

De acordo com analistas do Citi, tanto China quanto Estados Unidos estariam reforçando suas posições estratégicas nas negociações comerciais, antes de uma possível reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para ocorrer ainda este mês na Coreia do Sul.

Desempenho das demais bolsas asiáticas
  • Tóquio (Nikkei): queda de 1,01%, aos 48.088 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): retração de 1,73%, aos 26.290 pontos
  • Xangai (SSEC): baixa de 0,94%, aos 3.897 pontos
  • Shenzhen (CSI300): queda de 1,97%, aos 4.616 pontos
  • Seul (Kospi): alta de 1,73%, aos 3.610 pontos
  • Taiwan (Taiex): não houve pregão
  • Cingapura (Straits Times): queda de 0,24%, aos 4.429 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): recuo de 0,13%, aos 8.958 pontos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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