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Cevada gaúcha mantém qualidade e produtividade para indústria cervejeira, aponta Emater/RS-Ascar

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Crescimento e desenvolvimento das lavouras

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado em 9 de outubro, as lavouras de cevada no Rio Grande do Sul seguem em bom estado, com a maior parte das plantações em estádios reprodutivos: 21% em espigamento, 70% em enchimento de grãos e 5% no início da maturação.

O clima, marcado pela alternância de chuvas e períodos secos, tem favorecido o desenvolvimento da cultura. No entanto, a alta umidade em algumas regiões pode aumentar a pressão de doenças da espiga.

Qualidade dos grãos e produtividade esperada

A expectativa de produtividade segue elevada, e os grãos apresentam qualidade industrial adequada. Em certas áreas, há registro de infestação de azevém, planta de difícil controle nessa fase, que compete por nutrientes e pode afetar a colheita.

Desempenho por regiões
  • Erechim: Lavouras entre espigamento e maturação. O boletim destaca desenvolvimento uniforme e boa conformação das espigas, com produtividade estimada em 3.900 kg/ha.
  • Ijuí: 50% das lavouras em enchimento de grãos e 20% em maturação. Estado fitossanitário satisfatório, com baixa incidência de doenças foliares.
  • Passo Fundo: 50% das lavouras em floração e 50% em enchimento de grãos. Potencial produtivo ligado ao bom desenvolvimento e nutrição nitrogenada. Excesso de chuvas pode favorecer doenças de espiga, dificultando pulverizações no momento ideal.
  • Soledade: Lavouras com bom estado nutricional e fitossanitário. Cultura 20% em espigamento e florescimento e 80% em enchimento de grãos. Grãos com expectativa de germinação superior a 95%, atendendo aos padrões da indústria cervejeira, desde que o clima firme se mantenha até a colheita.
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Comercialização

Na região de Erechim, o preço médio pago ao produtor para cevada destinada à indústria de malte foi de R$ 85,00 por saca de 60 kg, refletindo boa valorização do produto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa identifica novos genótipos de pastagens e abre caminho para maior produtividade na pecuária brasileira

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Avanço científico amplia potencial produtivo das pastagens

Um estudo desenvolvido ao longo de quase 15 anos identificou genótipos promissores para o desenvolvimento de novas cultivares de pastagens tropicais, trazendo perspectivas relevantes para o aumento da produtividade da pecuária brasileira.

A pesquisa, conduzida pela engenheira agrônoma Estela Gonçalves Danelon, demonstra que o ganho em variabilidade genética pode resultar em maior produção de forragem, aumento na oferta de carne e melhor desempenho econômico das propriedades rurais.

Mutagênese se mostra eficiente no melhoramento genético

De acordo com a pesquisadora, a técnica de multigênese — com destaque para a mutagênese induzida — se mostrou eficaz para superar limitações reprodutivas comuns em forrageiras tropicais.

“Os genótipos identificados apresentam elevado potencial para o desenvolvimento de novas cultivares, contribuindo para a sustentabilidade e competitividade da pecuária nacional baseada em pastagens”, afirma.

O orientador do estudo, Dr. Nelson Barbosa Machado Neto, ressalta que os resultados obtidos ao longo dos anos validam a estratégia utilizada.

“Conseguimos não apenas desenvolver novos materiais, inclusive em espécies ainda pouco exploradas, como também avançar na indução de sexualidade nas plantas, o que facilita significativamente os programas de melhoramento genético”, explica.

Novas cultivares podem revolucionar o manejo no campo

Um dos principais avanços do estudo foi a identificação de materiais com reprodução sexual — característica rara em forrageiras tropicais.

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Essa condição permite cruzamentos controlados e o desenvolvimento de novas cultivares com características superiores.

“Isso amplia a variabilidade genética disponível, algo que antes era um grande limitador. Para o produtor, significa maior produtividade de forragem, mais carne por hectare e melhor rentabilidade”, destaca o pesquisador.

Forrageiras tropicais são base da pecuária nacional

O estudo reforça que a pecuária brasileira é majoritariamente baseada em sistemas a pasto, nos quais as forrageiras tropicais desempenham papel central na nutrição animal.

Espécies do gênero Urochloa — como braquiárias amplamente utilizadas — se destacam pela adaptação a solos ácidos, baixa fertilidade e condições de estresse hídrico.

No entanto, o melhoramento dessas gramíneas enfrenta desafios importantes, como:

  • Apomixia (reprodução assexuada predominante)
  • Poliploidia
  • Baixa recombinação genética

Esses fatores limitam a evolução genética e dificultam a obtenção de novas variedades mais produtivas.

Metodologia combina mutação induzida e análise molecular

Para superar essas barreiras, a pesquisa utilizou indução de mutações por agente químico (metilmetanosulfonato), associada à caracterização morfológica, fisiológica e molecular dos materiais.

Foram avaliados mutantes derivados de cultivares como Tully, Llanero e Conda, incluindo espécies como Urochloa humidicola e Urochloa brizantha.

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Os resultados mostraram ampla variabilidade genética, com diferenças relevantes em características agronômicas como:

  • Hábito de crescimento
  • Morfologia foliar
  • Capacidade de perfilhamento
  • Tolerância ao pisoteio
  • Resistência ao déficit hídrico

Materiais promissores apresentam alta adaptabilidade e produtividade

Entre os destaques:

  • Mutantes da cultivar Tully apresentaram grande plasticidade, com diferentes padrões de crescimento
  • Linhagens derivadas de Llanero mostraram alta capacidade de rebrota e resistência ao pisoteio
  • Genótipos de Conda indicaram elevado potencial produtivo e tolerância à seca

A análise molecular também identificou polimorfismos significativos, evidenciando variações genéticas importantes entre os materiais avaliados.

Inovação fortalece sustentabilidade da pecuária

Os resultados confirmam que a mutagênese é uma ferramenta eficiente para ampliar a base genética de forrageiras tropicais, historicamente limitada.

A pesquisa reforça o papel da ciência no avanço da pecuária brasileira, especialmente em um cenário que exige maior eficiência produtiva e sustentabilidade.

Com novas cultivares mais adaptadas e produtivas, o setor tende a ganhar competitividade, reduzindo custos e aumentando a produção de proteína animal em sistemas a pasto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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