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Dólar sobe a R$ 5,51 com tensão internacional; Ibovespa recua no início do pregão

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O dólar iniciou a terça-feira (14) em alta frente ao real, impulsionado por tensões entre Estados Unidos e China e pela expectativa pelo discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.

Por volta das 10h45, a moeda norte-americana avançava 0,92%, cotada a R$ 5,5121. Na segunda-feira, o dólar recuou 0,75%, sendo negociado a R$ 5,4617 ao final do pregão.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrava ligeira queda de 0,08%, aos 141.676 pontos, após ter encerrado a véspera com alta de 0,78%, atingindo 141.783 pontos.

Fatores internacionais afetam a aversão ao risco

O mercado global segue em alerta com o aumento das tensões comerciais entre EUA e China, cenário que impacta moedas e ativos emergentes. Além disso, investidores monitoram atentamente o discurso de Jerome Powell, que pode sinalizar novas diretrizes sobre a política monetária americana e influenciar fluxos de capitais.

Outro ponto de atenção é o encontro diplomático entre Donald Trump e Javier Milei, que adiciona incerteza sobre a política econômica na América Latina.

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Cenário interno também movimenta o mercado

No Brasil, a atenção do mercado se concentra na divulgação de indicadores econômicos e na discussão sobre a reforma tributária, que podem afetar setores estratégicos da economia. As falas de autoridades monetárias e possíveis ajustes na política de juros também contribuem para a volatilidade no pregão.

Desempenho acumulado do mercado
  • Dólar:
    • Semana: -0,75%
    • Mês: +2,62%
    • Ano: -11,62%
  • Ibovespa:
    • Semana: +0,78%
    • Mês: -3,05%
    • Ano: +17,87%

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de laranja ganha ritmo com avanço das negociações, enquanto chuvas atrasam colheita em São Paulo

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As negociações entre citricultores e a indústria de processamento da safra de laranja 2026/27 ganharam força nos últimos dias, impulsionando o mercado de citros no Brasil. De acordo com levantamentos do Cepea, as renegociações de contratos avançaram de forma mais consistente, acompanhadas pelas primeiras compras mais frequentes de frutas destinadas ao processamento industrial.

O movimento sinaliza maior dinamismo nas relações comerciais entre produtores e indústrias, em um momento estratégico para o planejamento da nova temporada.

Indústria amplia contratos e operações no mercado spot

Segundo pesquisadores do Cepea, a indústria ampliou tanto a formalização de contratos de curto prazo para a safra atual quanto as aquisições no mercado spot. Apesar do crescimento das negociações imediatas, os preços praticados nesse segmento continuam inferiores aos valores estabelecidos nos contratos previamente firmados.

Esse cenário demonstra que as indústrias buscam garantir matéria-prima para o processamento, enquanto produtores acompanham atentamente as condições de oferta antes de definir novos negócios.

Chuvas reduzem ritmo da colheita

Enquanto as negociações evoluem, as condições climáticas passaram a representar um importante desafio para a colheita da laranja.

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As chuvas registradas ao longo da semana nas principais regiões citrícolas do estado de São Paulo reduziram significativamente o ritmo das operações no campo. Além de dificultarem o acesso às áreas de produção, as precipitações podem continuar impactando os trabalhos nos próximos dias, especialmente nas localidades que receberam maiores volumes de chuva.

Oferta limitada faz produtores adiarem entregas

Outro fator que influencia o mercado é a disponibilidade restrita de frutas em condições ideais para a colheita. Conforme o Cepea, muitos produtores ainda avaliam que a parcela de laranjas aptas à colheita permanece limitada.

Diante desse cenário, parte dos citricultores tem optado por adiar tanto a colheita quanto a definição das entregas para a indústria, aguardando melhores condições climáticas e maior disponibilidade de frutos.

Perspectiva para o mercado de citros

A combinação entre avanço das negociações comerciais e limitações impostas pelo clima mantém o mercado da laranja em um momento de atenção. Caso as chuvas persistam nas principais regiões produtoras, a oferta de frutas poderá continuar restrita no curto prazo, influenciando o ritmo de abastecimento das indústrias e a evolução das negociações ao longo da safra 2026/27.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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