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Brasil e Indonésia firmam acordo para fortalecer cooperação em medidas sanitárias e fitossanitárias

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visitas oficiais à Indonésia e à Malásia, realizadas entre os dias 23 e 28 de outubro. As agendas têm como foco o fortalecimento das parcerias estratégicas com os países do Sudeste Asiático e a ampliação da presença do Brasil na região.

Dando início às atividades oficiais nesta quinta-feira (23), em Jacarta, capital da Indonésia, o ministro Fávaro assinou, junto com o chefe da Autoridade de Quarentena da Indonésia (IQA), Sahat Manaor Panggabean, um Memorando de Entendimento (MoU) sobre cooperação em medidas sanitárias e fitossanitárias e em questões de certificação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa) e a Autoridade de Quarentena da Indonésia.

O MoU tem como objetivo criar e consolidar a cooperação entre o Brasil e a Indonésia em temas de sanidade animal, vegetal e certificação, especialmente no que se refere ao comércio de produtos agropecuários entre os dois países. O documento abrange ainda a troca de informações sobre políticas sanitárias e fitossanitárias, a cooperação em processos de certificação eletrônica e inspeção pré-fronteira, investigações conjuntas em casos de fraude ou questões sanitárias, além de ações em análise de risco, rastreabilidade, vigilância e resposta a emergências.

Entre as áreas previstas de colaboração estão também o reconhecimento de equivalência de medidas sanitárias, a capacitação técnica, o intercâmbio de experiências e a realização de atividades conjuntas de facilitação do comércio.

Para o ministro Carlos Fávaro, a missão oficial representa uma oportunidade de aprofundar a cooperação em setores estratégicos e diversificar o comércio e os investimentos bilaterais. “Grandes oportunidades se abrem para o agro brasileiro. O Brasil já tem uma boa relação comercial com a Indonésia e busca avançar ainda mais, incluindo o encerramento do contencioso sobre a exportação de carnes de frango brasileiras para o país. A abertura desse mercado, além da ampliação das exportações de café e algodão, reforça o papel do agronegócio como pilar da relação entre Brasil e Indonésia”, afirmou o ministro.

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ENCONTROS

Durante a agenda, o ministro Fávaro também realizou uma reunião com empresários e representantes do agronegócio brasileiro para discutir estratégias de ampliação das exportações e fortalecer as relações comerciais entre o Brasil e a Indonésia, reafirmando o compromisso do país com a diversificação de mercados e a promoção de parcerias sustentáveis na região.

O ministro ainda se reuniu com o ministro Coordenador de Assuntos Alimentares, Zulkifli Hasan, e com o ministro do Comércio, Budi Santoso, ambos da Indonésia. As autoridades apresentaram o programa nacional de merenda escolar, voltado à ampliação do acesso a alimentos de qualidade para crianças em idade escolar. Fávaro destacou que a solução do contencioso entre Brasil e Indonésia na Organização Mundial do Comércio (OMC), referente às barreiras comerciais impostas à entrada do frango brasileiro, representa uma oportunidade concreta para o Brasil iniciar as exportações de carne de frango ao país asiático, medida que poderá contribuir diretamente para o fortalecimento e a expansão do programa de alimentação escolar indonésio.

Também foi realizado o Fórum Empresarial Brasil–Indonésia, ocasião em que o presidente Lula e o presidente da República da Indonésia, Prabowo Subianto, reconheceram o expressivo potencial da cooperação econômica para ampliar e diversificar o comércio e os investimentos bilaterais. Ambos destacaram as sinergias entre as economias dos dois países e encorajaram o fortalecimento contínuo dos vínculos empresariais, com vistas à promoção do comércio e dos investimentos em setores mutuamente benéficos.

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COMÉRCIO BRASIL-INDONÉSIA

A Indonésia é um dos principais parceiros comerciais do Brasil na Ásia, sendo o 16º maior destino das exportações brasileiras e o 5º no setor do agronegócio. Em 2024, o fluxo comercial entre os dois países atingiu o recorde de US$ 6,3 bilhões, com superávit de US$ 2,6 bilhões para o Brasil.

Entre os principais produtos brasileiros exportados estão farelo de soja, óleos brutos de petróleo, açúcares e melaço, enquanto o Brasil importa gorduras e óleos vegetais, calçados e peças automotivas. Há ainda investimentos recíprocos em setores como mineração, sucroalcooleiro, papel e celulose, tabaco e têxteis.

A comitiva brasileira continuará as agendas no Sudeste Asiático até o dia 28 de outubro. Após compromissos na Indonésia, a delegação seguirá para a Malásia, onde o presidente Lula e os demais membros da comitiva participarão da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e de reuniões correlatas, em Kuala Lumpur.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportações do setor de árvores cultivadas somam US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026 apesar de cenário global adverso

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O setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração ambiental exportou US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mesmo diante de um cenário internacional marcado pelo avanço de medidas protecionistas, desaceleração econômica em importantes mercados e pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os dados constam na mais recente edição do Boletim Mosaico, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Árvores (Ibá), que apresenta um panorama do desempenho econômico e produtivo da cadeia florestal brasileira entre janeiro e março deste ano.

Setor mantém relevância na balança comercial brasileira

Nos três primeiros meses de 2026, a indústria de árvores cultivadas respondeu por 4,4% das exportações totais do Brasil e representou 9,6% das vendas externas do agronegócio nacional.

O saldo da balança comercial do setor alcançou US$ 3,3 bilhões, reforçando a importância estratégica da atividade para a geração de divisas, empregos e desenvolvimento sustentável.

Celulose segue como principal produto exportado

A celulose permaneceu como o principal item da pauta exportadora do segmento florestal brasileiro. A produção atingiu 6,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre, registrando retração de 3,8% em comparação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram 4,8 milhões de toneladas, volume 10,2% inferior ao observado um ano antes. Em valor, as vendas externas da commodity somaram US$ 2,6 bilhões, uma queda de 6,3% na comparação anual.

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Apesar da redução nos embarques, a celulose continua sendo o principal motor das exportações do setor, sustentada pela demanda internacional e pela competitividade da produção brasileira.

Produção de papel apresenta estabilidade

O segmento de papel registrou desempenho estável no período. A produção alcançou 2,8 milhões de toneladas, com leve crescimento de 0,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

No mercado interno, as vendas avançaram 1,8%, demonstrando resiliência do consumo doméstico. Já as exportações apresentaram pequena retração de 0,6%.

Em termos financeiros, as vendas externas de papel movimentaram US$ 566,6 milhões entre janeiro e março, resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Mercado de painéis de madeira cresce no Brasil, mas exportações recuam

Os painéis de madeira apresentaram desempenho positivo no mercado interno. As vendas domésticas cresceram 7,4% no primeiro trimestre, atingindo 2,1 milhões de metros cúbicos.

No entanto, o segmento enfrentou dificuldades no comércio exterior. As exportações recuaram 27,9% em volume, refletindo a menor demanda internacional e os desafios enfrentados pelos principais mercados consumidores.

Em valor, as vendas externas de painéis de madeira somaram US$ 74,4 milhões, uma queda expressiva de 34,3% na comparação anual.

China lidera demanda pelos produtos florestais brasileiros

A China manteve sua posição como principal destino das exportações do setor brasileiro de árvores cultivadas. Entre janeiro e março, o país asiático importou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em produtos florestais brasileiros.

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Europa e América do Norte aparecem na sequência entre os maiores mercados compradores, embora o ambiente econômico global continue marcado por crescimento moderado e incertezas comerciais.

Competitividade e sustentabilidade sustentam o setor

Segundo o presidente da Ibá, Paulo Hartung, o desempenho registrado no primeiro trimestre demonstra a capacidade de adaptação e a força competitiva da indústria florestal brasileira diante de um ambiente global desafiador.

De acordo com Hartung, mesmo diante das incertezas que afetam o comércio internacional, o setor segue ampliando sua presença nos mercados externos, apoiado pela eficiência produtiva, pela oferta de produtos renováveis e pelo compromisso com práticas sustentáveis.

A expectativa é que a indústria continue buscando novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, fortalecendo sua contribuição para a economia brasileira e para a transição global rumo a uma economia de baixo carbono.

Perspectivas para 2026

Com a demanda internacional ainda sujeita aos efeitos das tensões geopolíticas, das políticas comerciais e do ritmo de crescimento das principais economias globais, o setor de árvores cultivadas deverá manter atenção redobrada aos movimentos do mercado externo.

Ainda assim, a combinação entre produtividade florestal, competitividade industrial e crescente demanda por produtos de origem renovável posiciona o Brasil como um dos principais protagonistas globais da bioeconomia e da indústria florestal sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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