Agro News

Governo federal divulga taxa oficial de desmatamento na Amazônia e no Cerrado

Publicado

O governo federal divulga nesta quinta-feira (30/10), às 18h, a taxa oficial de desmatamento da Amazônia e do Cerrado referente ao período de 1º de agosto de 2024 a 31 de julho de 2025. O levantamento é produzido pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). 

Criado em 1988, o Prodes é o sistema oficial de monitoramento da perda de cobertura florestal no país. Utilizando imagens de satélite de alta resolução, o programa calcula anualmente a taxa de desmatamento por corte raso e por degradação florestal que resulta na remoção completa da vegetação nativa. Os dados são consolidados e servem de referência nacional e internacional para políticas ambientais e climáticas.

O sistema é essencial para subsidiar ações de fiscalização e controle do desmatamento e da degradação florestal, conduzidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Participam da coletiva:

  • Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima;
  • Luciana Santos, ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • João Paulo Capobianco, secretário-executivo do MMA;
  • André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA;
  • Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama;
  • Mauro Pires, presidente do ICMBio;
  • Osvaldo Moraes, diretor do Departamento de Clima e Sustentabilidade do MCTI;
  • Cláudio Almeida, coordenador do Programa BiomasBR (INPE); e
  • Silvana Amaral, coordenadora substituta do Programa BiomasBR (INPE).
Leia mais:  Reposição e vaca gorda registram alta acima do boi gordo, aponta Cepea

 🎥 Transmissão pelo YouTube

📰 CREDENCIAMENTO: Para participar, é necessário preencher o formulário disponível aqui

SERVIÇO: 

Governo federal divulga taxa oficial de desmatamento na Amazônia e no Cerrado

🗓️ Data: Quinta-feira, 30 de outubro
Horário: 18h (Horário de Brasília)
📍 Local: Sala de Situação, Térreo – Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Bloco B – Esplanada dos Ministérios, Brasília (DF)

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o 
Flickr do MMA


Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

Publicado

O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
Leia mais:  Governo marca leilão para comprar 300 mil toneladas de arroz em meio a protestos de produtores

Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

Leia mais:  Colheita abundante pressiona preços do trigo no Sul do Brasil

A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana