Avicultura paulista registra o melhor poder de compra em duas décadas
O poder de compra dos avicultores de São Paulo em relação ao farelo de soja — um dos principais insumos da produção de frango — alcançou em outubro o maior patamar já registrado desde o início da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), iniciada em julho de 2004.
De acordo com o Cepea, o resultado reflete o bom momento do setor avícola nacional, que mesmo após os desafios enfrentados em maio, com o registro de um caso de gripe aviária em uma granja comercial do Rio Grande do Sul, conseguiu se recuperar rapidamente. O segmento demonstrou eficiência no cumprimento dos protocolos sanitários, o que contribuiu para a retomada da confiança no mercado interno.
Recuperação do setor após a gripe aviária
O levantamento aponta que o setor respondeu de forma eficaz à crise sanitária, mantendo a produtividade e garantindo o abastecimento interno. A adoção rigorosa das medidas de biosseguridade permitiu que o mercado retomasse os níveis anteriores ao surto de gripe aviária em um curto período.
Essa estabilidade trouxe reflexos positivos para os preços e para a relação de troca entre o frango vivo e o farelo de soja, favorecendo o produtor.
Frango vivo valorizado e insumo em queda impulsionam resultado
Segundo cálculos do Cepea, em outubro, a venda de um quilo de frango vivo em São Paulo possibilitou a compra de 3,85 quilos de farelo de soja, um aumento de 10% em relação a setembro e expressivos 49,3% acima do observado em outubro de 2024, considerando os valores reais deflacionados pelo IGP-DI de setembro de 2025.
Os pesquisadores explicam que esse avanço no poder de compra dos avicultores está diretamente ligado à forte valorização do frango vivo no mercado interno, que voltou a operar em patamares pré-gripe aviária, além da desvalorização do farelo de soja, que reduziu os custos de produção.
Perspectivas para os próximos meses
Com o equilíbrio entre preços e custos de insumos, o cenário para o setor avícola segue otimista. A manutenção da demanda interna aquecida e a tendência de estabilidade nos preços do milho e do farelo podem contribuir para a continuidade desse bom desempenho no final de 2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio