Agro News

Café tem queda nas bolsas de Nova York e Londres com realização de lucros e atenção ao clima no Vietnã

Publicado

Cotações do café recuam após sequência de altas

Os preços do café voltaram a cair nas principais bolsas internacionais nesta quinta-feira (6), em meio a um movimento de realização de lucros por parte dos investidores.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato de arábica para dezembro recuava pouco mais de 2%, cotado a 405,80 cents de dólar por libra-peso, enquanto o vencimento março/2026 era negociado a 386,30 cents/lb.

A semana tem sido marcada por forte volatilidade no mercado, após sucessivas altas nos últimos dias. Embora os fundamentos permaneçam positivos, o mercado ainda reflete incertezas relacionadas ao clima nas áreas produtoras brasileiras e à demanda global, além do cenário geopolítico.

Clima no Brasil traz instabilidade às cotações

De acordo com o Escritório Carvalhaes, o comportamento do clima nas regiões produtoras brasileiras é um dos principais fatores de oscilação dos preços neste período.

Segundo previsão da Climatempo, as temperaturas devem ficar mais amenas sobre grande parte das áreas cafeeiras nos próximos dias, devido à formação de um período mais instável.

Leia mais:  Brasil lança a maior trilha sinalizada da América Latina na COP30

Na próxima semana, um corredor de umidade deve se estabelecer sobre a metade norte do Brasil, provocando chuvas mais significativas entre o Norte de Minas Gerais, Espírito Santo e interior da Bahia. Já no Centro-Sul, o ar seco voltará a predominar temporariamente, mas a trégua das chuvas será curta, com novas precipitações previstas para a segunda metade da semana.

O analista Eduardo Carvalhaes ressalta que, apesar da volatilidade recente, os fundamentos do mercado permanecem estáveis e devem continuar assim “por um tempo considerável”.

Mercado de Londres acompanha queda e monitora tufão no Vietnã

Na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), os contratos do café robusta também registram queda, acompanhando o movimento de baixa em Nova York.

Apesar disso, analistas internacionais observam o mercado com cautela diante da chegada de um tufão ao Vietnã, prevista para as próximas horas. O fenômeno pode afetar áreas produtoras de café e impactar o volume exportado nas próximas semanas.

Entretanto, o movimento de baixa foi sustentado por um dado relevante: as exportações de café vietnamita cresceram 55% em outubro, em relação ao mesmo mês do ano passado, conforme informações divulgadas pela Alfândega do Vietnã. O aumento na oferta pressiona os preços do robusta, reduzindo a força dos ganhos recentes.

Leia mais:  Maçãs da França chegam ao Brasil com temporada 2025 e crescimento de produção de 4%
Perspectivas seguem positivas para o mercado de café

Mesmo com as quedas pontuais, analistas mantêm uma visão positiva para o mercado de café no médio prazo. A combinação entre estoques globais reduzidos, condições climáticas irregulares e demanda firme nos principais mercados consumidores deve sustentar os preços nas próximas semanas.

O setor acompanha com atenção os desdobramentos climáticos no Vietnã e no Brasil, que poderão definir o comportamento das cotações até o fim do ano-safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Banana do Vale do Ribeira conquista Indicação Geográfica e fortalece sustentabilidade em São Paulo

Publicado

O estado de São Paulo acaba de conquistar mais um importante avanço no reconhecimento de produtos regionais. A banana produzida no Vale do Ribeira recebeu a Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência, reforçando a relevância econômica, social e ambiental da região.

O registro foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e formalizado na última terça-feira (14), marcando um novo capítulo para a cadeia produtiva da banana no estado.

Mapa e instituições apoiam conquista da Indicação Geográfica

O processo de reconhecimento contou com acompanhamento técnico do governo federal desde 2020, por meio da Divisão de Desenvolvimento Rural em São Paulo, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

Durante o período, foram realizadas ações de orientação, eventos itinerantes e capacitações voltadas aos produtores, com foco em esclarecer os benefícios da Indicação Geográfica e estimular a organização da cadeia produtiva.

Também participaram da iniciativa instituições estratégicas como:

  • Sebrae
  • Instituto Federal de São Paulo
  • Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI)
Leia mais:  CMN impõe novas regras ambientais para crédito rural

Além disso, a articulação dos produtores foi conduzida pela Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar) e pela CooperCentral do Vale do Ribeira.

Vale do Ribeira se consolida como referência em produção sustentável

Localizado a cerca de 200 quilômetros da capital paulista, o Vale do Ribeira reúne um dos maiores polos de produção de banana do país, com forte integração entre agricultura e preservação ambiental.

A região se destaca por práticas produtivas alinhadas à conservação da Mata Atlântica e pela expressiva participação da agricultura familiar, que sustenta grande parte da produção local.

A área delimitada pela IG abrange 17 municípios paulistas, incluindo:

  • Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Iporanga, Itaoca, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí.
IG fortalece valor agregado e abre novas oportunidades de mercado

A Indicação Geográfica é um selo oficial que comprova a relação entre um produto e seu território de origem, garantindo reconhecimento de qualidade, tradição e características únicas.

Com a certificação, a banana do Vale do Ribeira passa a ter maior potencial de valorização no mercado, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo a identidade regional.

Leia mais:  Austrália projeta safra de trigo acima da média histórica em 2025, aponta governo

Segundo representantes da cadeia produtiva, o próximo passo será organizar o uso da marca coletiva e intensificar ações de promoção junto aos consumidores, ampliando a visibilidade do produto certificado.

Agricultura familiar e sustentabilidade são pilares da nova fase

A conquista da IG reforça o papel da agricultura familiar na região e destaca o modelo produtivo sustentável como diferencial competitivo.

O reconhecimento também consolida o Vale do Ribeira como referência nacional em produção agrícola associada à conservação ambiental, fortalecendo a imagem da banana paulista no mercado interno e externo.

A Indicação Geográfica da banana do Vale do Ribeira representa um avanço estratégico para a agricultura paulista, ao unir sustentabilidade, valorização territorial e fortalecimento da cadeia produtiva. O reconhecimento oficial deve impulsionar a competitividade do setor e ampliar a visibilidade do produto brasileiro nos mercados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana