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Brasil mantém ritmo forte e volta a superar 5 milhões de toneladas em entregas de fertilizantes em agosto, aponta Anda

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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,25 milhões de toneladas em agosto de 2025, registrando alta de 2,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O volume representa o segundo mês seguido acima da marca de 5 milhões de toneladas, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda).

De acordo com a entidade, o resultado de agosto só fica atrás do recorde histórico de 5,5 milhões de toneladas, alcançado em agosto de 2023 — período tradicionalmente marcado pelo aumento da demanda, impulsionado pela proximidade do plantio da safra de grãos.

Setor acumula alta de 9,3% no ano

No acumulado de janeiro a agosto de 2025, as entregas de fertilizantes atingiram 30,55 milhões de toneladas, crescimento de 9,3% frente ao mesmo período de 2024.

A Anda, que reúne as principais empresas do setor — entre elas Mosaic e Yara —, destacou que o ritmo de entregas reflete o forte preparo do agronegócio brasileiro para a nova safra, com produtores antecipando compras e logística para o plantio.

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Mato Grosso segue como maior consumidor de fertilizantes

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança nacional no consumo, respondendo por 22,3% do total entregue no país. Ao todo, o estado consumiu 6,81 milhões de toneladas de adubos entre janeiro e agosto, segundo o levantamento da Anda.

O desempenho reforça a posição do Mato Grosso como principal produtor de grãos e algodão no Brasil, sendo o estado que mais influencia o volume de vendas do setor.

Importações avançam 6,5% em agosto

As importações de fertilizantes também apresentaram crescimento. Em agosto, o país importou 4,60 milhões de toneladas, alta de 6,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.

De janeiro a agosto, o volume total importado chegou a 27,58 milhões de toneladas, representando expansão de 11,1% sobre igual período de 2024. O Brasil continua sendo fortemente dependente das compras externas para suprir sua demanda por adubos.

Produção nacional mantém trajetória de crescimento

A produção doméstica de fertilizantes intermediários fechou agosto com 699 mil toneladas, o que representa aumento de 7,1% frente ao mesmo mês de 2024.

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No acumulado dos primeiros oito meses de 2025, a produção nacional atingiu 4,86 milhões de toneladas, avanço de 6,7% em comparação ao ano anterior.

O desempenho positivo indica esforços do setor para reduzir a dependência externa e fortalecer a produção interna, ainda que em ritmo mais moderado do que o crescimento das importações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uva Merlot de Monte Belo do Sul conquista prêmios internacionais e reforça excelência da vitivinicultura da Serra Gaúcha

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A uva Merlot, uma das castas mais emblemáticas da vitivinicultura mundial, tem consolidado no Brasil um desempenho de alto nível, especialmente na região de Monte Belo do Sul (RS), na Serra Gaúcha. O município, reconhecido como o maior produtor per capita de uvas viníferas da América Latina, vem ampliando sua presença no cenário nacional e internacional por meio da qualidade crescente de seus vinhos premiados.

Originária de Bordeaux, na França, a variedade encontrou no Sul do Brasil condições ideais de adaptação, tornando-se uma das principais bases da produção de vinhos finos nacionais. No país, a Merlot se destaca pelo equilíbrio entre fruta, acidez, maciez de taninos e potencial de guarda, atributos que contribuíram para sua consolidação como uma das castas mais importantes do setor.

Monte Belo do Sul se consolida como terroir de excelência para a Merlot

A adaptação da Merlot em Monte Belo do Sul está diretamente ligada às condições naturais da região. O município integra a Indicação de Procedência Monte Belo e parte da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, reunindo fatores como altitude, boa drenagem do solo e elevada amplitude térmica, que favorecem a maturação lenta e equilibrada das uvas.

Essas características são fundamentais para a qualidade da variedade, que é sensível ao excesso de umidade e ao vigor vegetativo, especialmente no período próximo à colheita. Em regiões com alta incidência de chuvas, a uva pode perder concentração e comprometer a maturação fenólica, o que reforça a importância de terroirs bem estruturados.

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Casa Marques Pereira se destaca com vinhos premiados

Nesse cenário, a vinícola Casa Marques Pereira vem ganhando destaque no mercado nacional e em premiações do setor. Localizada na propriedade Quinta da Orada, no coração da Indicação de Procedência Monte Belo, a área conta com 15 hectares de vinhedos situados entre 466 e 543 metros de altitude.

O relevo da região favorece a produção de uvas de alta qualidade, com encostas bem definidas, solos pedregosos e constante circulação de ar, fatores que contribuem para melhor drenagem e redução da umidade nos vinhedos.

Segundo o vinhateiro e proprietário da vinícola, Felipe Marques Pereira, as características do solo e do clima são determinantes para o desempenho da Merlot na região.

“O solo basáltico e semi argiloso propicia melhor absorção de nutrientes e maior profundidade das raízes. Somado à altitude e à brisa constante, conseguimos conduzir o amadurecimento das uvas com alta qualidade e baixo risco climático”, afirma.

Microterroirs e condições climáticas favorecem alta concentração da uva

Um dos destaques da propriedade é a parcela conhecida como “Cru Jerivás”, localizada na parte mais elevada do vinhedo. A área apresenta maior exposição solar, ventilação constante e subsolo rico em minerais como ágatas, ametistas e cristais de quartzo, que afloram naturalmente no terreno.

Essas condições contribuem para a formação de microterroirs diferenciados, refletidos diretamente na concentração e complexidade das uvas produzidas.

A safra de 2026 reforçou esse potencial, com registros de até 27 °Brix em algumas parcelas, um nível considerado elevado para a maturação da Merlot no Brasil.

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Segundo especialistas, o resultado é consequência de um ciclo climático favorável, com inverno mais frio — essencial para a dormência das videiras — seguido por período de chuvas regulares na fase inicial e baixa precipitação durante a maturação, condição ideal para a sanidade e concentração das uvas.

Premiações reforçam qualidade dos vinhos da Serra Gaúcha

O reconhecimento da qualidade da Merlot de Monte Belo do Sul também vem sendo confirmado em concursos especializados. Na edição de 2026 da Grande Prova Vinhos do Brasil, uma das principais avaliações às cegas do país, a Casa Marques Pereira conquistou oito medalhas de ouro.

Entre os destaques está o rótulo Casa Marques Pereira Merlot Reserva 2022, premiado com medalha de ouro, reforçando o avanço técnico da produção local e o posicionamento da Serra Gaúcha como referência na produção de vinhos finos no Brasil.

Vitivinicultura brasileira avança com valorização de terroir e tecnologia

O desempenho da Merlot em Monte Belo do Sul evidencia a evolução da vitivinicultura brasileira, que vem combinando conhecimento técnico, manejo especializado e valorização do terroir para alcançar padrões cada vez mais elevados de qualidade.

Com resultados consistentes em safras recentes e crescente reconhecimento em premiações nacionais, a região reforça sua posição como um dos principais polos produtores de vinhos finos do país, ampliando a presença do Brasil no mercado vitivinícola de alta qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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