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MCTI e Cidades vão desenvolver plataforma com dados climáticos e territoriais para embasar políticas públicas

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Um acordo de cooperação técnica assinado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério das Cidades inicia o desenvolvimento de uma plataforma que viabilizará a reunião de dados territoriais, socioeconômicos e ambientais para melhorar o planejamento urbano e apoiar políticas públicas mais sustentáveis. O sistema apoiará gestores públicos estaduais, distritais e municipais na elaboração de iniciativas voltadas à resiliência climática e qualidade de vida nas cidades.

O acordo para a criação do Sistema Nacional de Informações para Desenvolvimento Urbano e Planejamento Climático (Sinidu+Clima) foi assinado na segunda-feira (10) pela ministra do MCTI, Luciana Santos, e pelo ministro das Cidades, Jader Filho. O ato ocorreu em Belém (PA), durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que segue até o dia 21.

O Sinidu+Clima será uma plataforma nacional de integração de informações sobre desenvolvimento urbano e planejamento climático. A iniciativa marca um passo estratégico importante para integrar dados, ciência e tecnologia à formulação de políticas públicas urbanas sustentáveis.

Segundo a ministra Luciana Santos, a nova ferramenta trará subsídios mais precisos para apoiar as ações dos governos, aumentando a assertividade das iniciativas federais. “Sinidu+Clima vai aumentar a nossa eficiência, vai integrar os municípios com dados de diferentes fontes. As informações não serão genéricas, teremos dados territorializados, contextualizados, vamos ter ferramentas para fazer a intervenção correta no momento correto”, destacou.

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A participação de todos os entes federados é fundamental para o sucesso das ações. O ministro Jader Filho ressaltou que os dados coletados e organizados em parceria com o MCTI não ficarão restritos ao Governo do Brasil. “Além dos ministérios, a ferramenta vai ser disponibilizada aos estados e aos municípios para que eles também possam fazer a sua parte nas tomadas de decisões”, frisou.

Objetivos

O acordo visa consolidar informações estratégicas em um ambiente único, permitindo análises integradas que apoiem a formulação e o monitoramento de políticas públicas sustentáveis, a estruturação de projetos urbanos baseados em evidências científicas, a identificação de vulnerabilidades e áreas prioritárias e a articulação entre desenvolvimento urbano e metas climáticas nacionais. A cooperação também reforça o papel da ciência e da tecnologia na gestão urbana, promovendo inovação, eficiência e transparência nas ações do Governo do Brasil.

O projeto se concentra em três regiões metropolitanas do País, que são representativas no Brasil e na replicação e ampliação de boas práticas em nível nacional. As três regiões metropolitanas pilotos são a de Belém (PA), a região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina (PI), e no Maranhão (MA).

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Cooperação

Pelo acordo, o MCTI será responsável pelo desenvolvimento técnico dos módulos do sistema, pela integração com o DataClima+, pelo apoio técnico em inteligência de dados e pela disponibilização de recursos via Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDC) para execução das etapas previstas. Já o Ministério das Cidades coordenará a articulação institucional, integrará bases de dados urbanos e territoriais à plataforma e apoiará a manutenção e expansão do sistema.

O plano de trabalho prevê a implementação do Sinidu+Clima até 2030, dividida em três fases:

  • Desenho do sistema – oficinas de cocriação, levantamento de requisitos e concepção técnica (2025–2026)
  • Desenvolvimento – criação de módulos, inteligência de dados e capacitação de usuários (2026–2027)
  • Operacionalização e ampliação – governança compartilhada e expansão de funcionalidades (a partir de 2028)

O Sinidu+Clima será desenvolvido em parceria com o projeto CITinova II, coordenado pelo MCTI com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). A execução técnica ficará sob responsabilidade da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), no âmbito do contrato de gestão com o MCTI.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Tecnologia

MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc). 

O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial. 

Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. 

Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.  

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A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.  

Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou. 

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O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação.  Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.  

Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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