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Inauguração do Pavilhão do Balanço Ético Global na COP30

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Nesta quarta-feira (12/11), às 17h, o governo brasileiro inaugura o Pavilhão do Balanço Ético Global (BEG) na Zona Azul da COP30 em Belém (PA). O espaço é uma das etapas de conclusão da iniciativa, que representa um dos quatro círculos de liderança da COP30, focados em mobilizar diferentes setores que podem contribuir em temas chave para a conferência.

O BEG busca, a partir da ética e da cultura, provocar a reflexão sobre até onde avançamos e as ações que ainda precisamos executar para que o planeta não ultrapasse a marca de 1,5ºC de aquecimento médio em relação aos níveis anteriores à Revolução Industrial, principal meta do Acordo de Paris. Liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo secretário-geral da ONU, António Gutérres, foi operacionalizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

É inspirado no modelo do primeiro Balanço Global do Acordo de Paris, concluído na COP28, realizada em Dubai em 2023. Esse processo resultou na decisão, pactuada entre quase 200 países, de triplicar as energias renováveis, duplicar sua eficiência, interromper o desmatamento e traçar o caminho para o fim do uso dos combustíveis fósseis de maneira justa, ordenada e equitativa.

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Ao longo dos últimos meses, o BEG reuniu autoridades, lideranças indígenas e de comunidades tradicionais, políticas, religiosas, espirituais e da sociedade civil, cientistas, ativistas e artistas, entre outros segmentos, em seis diálogos regionais, promovidos em todos os continentes do mundo e que debateram os caminhos para realizar a transformação ecológica, uma vez que as soluções técnicas já existem – o que falta é o compromisso ético para implementá-las.

No evento de inauguração, estão previstas as seguintes autoridades:

•⁠ ⁠Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva;
•⁠ ⁠Presidente da COP30, André Corrêa do Lago;
•⁠ ⁠CEO da COP30, Ana Toni;
•⁠ ⁠Assessor Especial do Secretário-Geral da ONU para Ação Climática e Transição Justa, Selwin Hart;
•⁠ ⁠Ex-presidente do Chile e co-líder do Diálogo Regional da América do Sul, América Central e Caribe, Michele Bachelet;
•⁠ ⁠Diretora regional para África no World Resources Institute e co-líder do Diálogo Regional da África, Wanjira Mathai; e
•⁠ ⁠Diretora do Center for Earth Ethics e co-líder do Diálogo Regional da América do Norte, Karenna Gore.

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SERVIÇO:

Inauguração do Pavilhão do Balanço Ético Global na COP30

🗓️ Data: Quarta-feira, 12 de novembro
Horário: 17h (Horário de Brasília)
🟦 Local: Zona Azul — Pavilhão do Balanço Ético Global

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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