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Combustíveis do futuro: painel debate transição energética na aviação em evento na Casa da Ciência

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A transição energética e o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis e de baixa emissão de carbono foram tema de um painel promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) nesta quinta-feira (13), na Casa da Ciência, em Belém (PA). O encontro, que ocorre paralelamente à 30º Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30), reuniu especialistas do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Petrobras para discutir caminhos e inovações na descarbonização do setor aéreo. 

Um dos pontos discutidos foi a ampliação da produção e a implementação do combustível sustentável de aviação (SAF, em inglês). Produzido a partir de matérias-primas renováveis, como óleos vegetais, resíduos gordurosos e etanol, o SAF é uma opção que pode reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa. Por ter química compatível ao querosene de aviação convencional, a nova opção pode ser utilizada sem a necessidade de adaptação de motores. O Brasil já iniciou a produção do novo combustível, ainda em escala limitada, com apoio de pesquisas e iniciativas coordenadas pelo MCTI e seus parceiros institucionais. 

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O painel também abordou o potencial do hidrogênio de baixa emissão de carbono, considerado um dos principais ativos da transição energética. Além de servir como combustível limpo, o hidrogênio tem aplicações em setores como siderurgia, transporte, fertilizantes e cimento. Em outubro, o MCTI, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), destinou cerca de R$ 60 milhões para a criação de um novo Centro de Competência em Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, voltado à pesquisa, desenvolvimento e inovação. 

Transição energética  

O MCTI reafirma o papel estratégico da ciência, da tecnologia e da inovação na construção de uma transição energética justa, sustentável e soberana no Brasil. A pasta atua de forma integrada a outras políticas públicas nacionais para promover o desenvolvimento de soluções inovadoras que conciliem crescimento econômico, sustentabilidade ambiental e inclusão social. 

Por meio de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, o ministério apoia a consolidação de cadeias produtivas sustentáveis baseadas em biomassa, etanol e outros recursos renováveis, ampliando a participação de energias limpas na matriz nacional. Essas ações reforçam o compromisso do MCTI com a descarbonização da economia, o fortalecimento da bioeconomia e a promoção de um futuro energético mais verde e competitivo para o País. 

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Casa da Ciência  

A Casa da Ciência do MCTI, no Museu Paraense Emílio Goeldi, é um espaço de divulgação científica, com foco em soluções climáticas e sustentabilidade, além de ser um ponto de encontro de pesquisadores, gestores públicos, estudantes e sociedade. Até o dia 21, ela será a sede simbólica do ministério e terá exposições, rodas de conversa, oficinas, lançamentos e atividades interativas voltadas ao público geral. Veja a programação completa. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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