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MME abre consulta pública sobre Referencial Básico para Mineração Brasileira Sustentável: das Boas Práticas à Promoção do Trabalho Digno e Decente

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O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta sexta-feira (14/11), consulta pública sobre a minuta de portaria que institui o Referencial Básico para a Mineração Brasileira Sustentável, com o fim orientativo de princípios e parâmetros para o desenvolvimento de uma mineração mais sustentável, justa, segura, inovadora e alinhada aos compromissos ambientais, sociais e de governança do País.

O propósito é estabelecer um conjunto de diretrizes estruturadas nos eixos Ambiental, Social e de Governança (ESG), que servirão de referência para políticas públicas, programas e instrumentos de fomento à mineração sustentável. A consulta pública também inclui a proposta de criação do Programa Nacional da Mineração Sustentável, para induzir, apoiar e monitorar a implementação das novas práticas para a atividade mineral.

“O Brasil é uma potência mineral e tem a oportunidade de ser também uma referência global em mineração sustentável. Esse referencial básico reforça o compromisso do Governo do Brasil com a geração de valor econômico, a proteção ambiental e o respeito às comunidades que vivem nos territórios envolvidos na mineração”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

O Referencial Básico para Mineração Brasileira Sustentável: das Boas Práticas à Promoção do Trabalho Digno e Decente, em consulta pública, representa o primeiro marco institucional para o setor a dar ênfase estruturada ao componente social, ampliando a participação das comunidades e promovendo maior engajamento de todos os atores envolvidos, como empreendedor, governo local e sociedade civil. O documento propõe, entre outras medidas, o enfrentamento às mudanças climáticas, o incentivo à educação ambiental, à equidade, à transparência na gestão dos recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), à economia circular, ao trabalho digno e decente, à oitiva de povos indígenas e comunidades quilombolas afetadas e à adoção de tecnologias de baixo carbono.

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Liderança

O MME identificou a necessidade de consolidar orientações nacionais que promovessem maior responsabilidade na mineração e, por isso, decidiu liderar a elaboração do Referencial Básico, como forma de atender à crescente demanda por um modelo de mineração mais transparente e alinhado aos compromissos socioambientais contemporâneos.

Esse movimento partiu de uma constatação central: o Brasil precisa de um referencial básico do Governo Federal capaz de orientar políticas públicas e iniciativas setoriais em direção a uma mineração mais responsável. A complexidade e os impactos inerentes à atividade mineral exigem um referencial que reflita os desafios nacionais, mas que também esteja em sintonia com os compromissos internacionais em matéria ambiental, social e de governança.

Além de alinhar a política mineral brasileira às melhores práticas nacionais e internacionais, como os padrões IRMA, TSM, ICMM e ABNT PR 2030, o MME, contando com a colaboração da ABNT nesse processo, identificou para quais os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU o Referencial Básico contribuiria diretamente, reafirmando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a transição energética justa, especialmente no cenário de aumento da demanda por minerais estratégicos. Possibilitando que a união de esforços se reflita em desenvolvimento econômico e social, resultando num legado da mineração para a sociedade.

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A minuta inclui ainda um capítulo específico dedicado à Mineração Artesanal e de Pequena Escala (MAPE), com propostas para ampliar o acesso ao crédito; fomentar o cooperativismo; reduzir, e, se possível, eliminar o uso de mercúrio; e fomentar a formalização da atividade, garantindo respeito ao meio ambiente, à inclusão produtiva e à segurança operacional.

As contribuições poderão ser enviadas pelo prazo de 30 dias, contados a partir da publicação da portaria, por meio do Portal de Consultas Públicas do MME e do Participa + Brasil.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.

Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.

Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.

No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.

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O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.

Parcerias estratégicas

O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.

Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.

Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.

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A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.

Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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