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Assistência técnica ganha destaque em debate sobre produção sustentável na AgriZone

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A adoção de práticas sustentáveis no campo depende de orientação qualificada e da presença constante de técnicos junto aos produtores. Essa foi a mensagem do painel “Produção Sustentável: a Experiência de ATER no Programa Rural Sustentável (PRS) – Cerrado e Amazônia”, promovido pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) na AgriZone nesta sexta-feira (15).

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o auditor fiscal federal agropecuário Sidney Medeiros mediou o encontro, que reuniu os coordenadores dos projetos PRS Cerrado e PRS Amazônia, além de representantes de empresas responsáveis pela assistência técnica nas duas regiões, entre elas a Emater de Minas Gerais.

Os participantes apresentaram as estratégias de ATER desenvolvidas no âmbito do programa, evidenciando como as diferenças entre os biomas moldam o modelo de trabalho. De acordo com os painelistas, a realidade do produtor amazônico difere significativamente da vivida no Cerrado, o que exige leitura cuidadosa do território antes de propor qualquer intervenção. Essa compreensão do contexto local foi apontada como etapa indispensável para que a assistência técnica seja efetiva e capaz de gerar resultados duradouros.

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Sidney Medeiros ressaltou que esse esforço está diretamente ligado às políticas do Mapa voltadas à agricultura de baixa emissão de carbono. O Plano ABC+ tem como foco ampliar a adoção de tecnologias sustentáveis que tragam ganhos econômicos, promovam adaptação climática e reduzam emissões. Para isso, a assistência técnica foi apontada como elemento decisivo.

“O nosso papel é convencer o produtor rural a adotar práticas que fazem sentido para a propriedade e para o clima. A melhor forma de convencer é ter um técnico ao lado do produtor, mostrando benefícios, ensinando e construindo soluções juntos”, afirmou Medeiros.

O painel reforçou que a assistência técnica qualificada continua sendo o caminho mais eficaz para estimular a transição produtiva em larga escala no país, especialmente em regiões com desafios tão distintos quanto o Cerrado e a Amazônia. A experiência do PRS demonstra que investir em ATER fortalece o desenvolvimento rural sustentável e amplia a capacidade dos produtores de incorporar tecnologias de baixa emissão com segurança e autonomia.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Arroba do boi gordo recua em parte do Brasil com pressão de oferta e mercado atento às exportações

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O mercado físico do boi gordo voltou a registrar pressão negativa sobre os preços da arroba em importantes praças pecuárias do país ao longo desta semana. O movimento é resultado do aumento da oferta de animais terminados e do comportamento mais cauteloso da indústria frigorífica, especialmente em um período de consumo doméstico menos aquecido.

Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, a tendência de queda, que anteriormente ainda não havia atingido estados como Mato Grosso, começou a ganhar força também na região Centro-Oeste.

O analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, destaca que mercados que sofreram maior pressão de baixa em abril agora demonstram sinais de acomodação. A exceção é Minas Gerais, onde voltou a ocorrer maior volume de negociações abaixo da referência média.

Mercado acompanha cenário internacional das exportações

Além da oferta doméstica, o setor pecuário segue atento às movimentações internacionais envolvendo os principais compradores da carne bovina brasileira.

Entre os fatores monitorados estão a suspensão temporária das tarifas de importação de carnes pelos Estados Unidos, a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países habilitados a exportar proteínas animais a partir de setembro e as salvaguardas impostas pela China.

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O mercado também acompanha a limitação da cota chinesa para importação de carne bovina brasileira em 2026, fixada em 1,106 milhão de toneladas, volume que pode ser totalmente preenchido ainda no primeiro semestre.

Arroba registra queda em Goiás e Minas Gerais

Nas principais praças pecuárias do país, os preços da arroba apresentaram estabilidade em alguns estados e recuos em outros.

Em São Paulo, a arroba do boi gordo permaneceu em R$ 350,00 na modalidade a prazo. Já em Goiás, o valor caiu para R$ 330,00, retração de 2,94% frente à semana anterior.

Em Minas Gerais, a arroba recuou para R$ 335,00, baixa de 1,47% no comparativo semanal.

Mato Grosso do Sul manteve estabilidade em R$ 350,00 por arroba, enquanto Mato Grosso permaneceu em R$ 360,00. Em Rondônia, os preços seguiram estáveis em R$ 330,00.

Carne bovina perde competitividade no atacado

No mercado atacadista, a carne bovina também voltou a operar em baixa durante a semana, refletindo a desaceleração do consumo na segunda quinzena do mês.

Segundo Fernando Iglesias, o ambiente de negócios aponta para menor espaço para reajustes no curto prazo, principalmente diante da concorrência mais agressiva das proteínas substitutas, em especial a carne de frango.

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O quarto dianteiro bovino foi negociado a R$ 21,50 por quilo, queda de 6,52% frente aos R$ 23,00 registrados anteriormente.

Já o traseiro bovino caiu para R$ 27,50 por quilo, recuo de 1,79% na comparação semanal.

Exportações brasileiras seguem em ritmo forte

Apesar da pressão no mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina seguem apresentando forte desempenho em maio.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 85,883 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada e congelada nos primeiros cinco dias úteis do mês.

A receita obtida chegou a US$ 545,327 milhões, com média diária de US$ 109,065 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.349,60.

Na comparação com maio de 2025, o desempenho mostra crescimento expressivo. O valor médio diário exportado avançou 102%, enquanto o volume médio diário embarcado aumentou 65,5%. Já o preço médio da tonelada teve alta de 22,1%.

O cenário reforça a relevância do mercado externo para a sustentação da pecuária brasileira, mesmo diante da pressão observada no consumo doméstico e no mercado físico da arroba.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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