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Efeitos da reforma tributária são tema de audiência no MTE

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu, nesta segunda-feira (17), representantes do Sindicato Intermunicipal de Lavanderias do Estado de São Paulo (SindLav) para uma conversa sobre os possíveis impactos da regulamentação da reforma tributária no segmento de lavanderias que atendem hospitais, unidades de saúde públicas e privadas. no federal.

O presidente do SindLav, Everth Bonavolontá, destacou ao ministro que o setor integra de forma direta a cadeia de saúde e desempenha função essencial na segurança sanitária. “As lavanderias hospitalares são parte fundamental do cuidado, e isso ficou evidente durante a pandemia, quando fomos reconhecidos como serviço essencial. Qualquer mudança que aumente nossos custos acaba impactando toda a cadeia de saúde”, afirmou.

Segundo Bonavolontá, mudanças previstas na legislação complementar da reforma tributária poderão elevar custos operacionais e comprometer a sustentabilidade das empresas, especialmente aquelas que atendem o sistema público, que não tem direito a créditos tributários. A entidade alertou que, sem um enquadramento adequado, os hospitais poderão enfrentar aumento de despesas, o que contrariaria o objetivo da reforma de reduzir custos na saúde. “O setor precisa ser compreendido pelas autoridades. Não estamos falando apenas de lavagem de roupas, mas de um serviço que garante higiene, proteção e segurança aos pacientes e profissionais”, explicou Bonavolontá.

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Um dos pontos abordados na audiência foi o caráter social da atividade, marcada pela alta geração de empregos e pela presença significativa de mulheres em situação de vulnerabilidade. “Mesmo com modernização, o nosso setor continua empregando muita gente. É uma porta de entrada importante para trabalhadores que dependem desse emprego para sustentar suas famílias”, afirmou o presidente do sindicato.

O ministro Luiz Marinho afirmou que o governo está disposto a considerar as preocupações apresentadas. “O ministério vai analisar com atenção cada ponto trazido por vocês. O diálogo é fundamental para que a regulamentação avance de forma equilibrada e reconhecendo as especificidades de cada setor”, afirmou.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Nacional

Operação Brasil Contra o Crime Organizado prende 76 pessoas e provoca prejuízo superior a R$ 45 milhões às facções

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Brasília, 22/5/2026 – A Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), divulgou, nesta sexta-feira (22), o balanço operacional consolidado das atividades realizadas entre 17 e 22 de maio nas regiões de fronteira e divisas do País. O prejuízo estimado ao crime organizado ultrapassa R$ 45,7 milhões.

As ações foram coordenadas pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), por meio da Coordenação-Geral de Fronteiras e Amazônia (CGFRON), e ocorreram de forma integrada nas 27 unidades da Federação. A iniciativa ampliou significativamente o alcance da operação em relação a 2025, quando as atividades foram realizadas em sete estados.

Balanço parcial da semana

• 76 prisões e apreensões, sendo 51 prisões em flagrante, 19 por mandado judicial e 6 apreensões de adolescentes;
• cumprimento de 8 mandados de busca e apreensão;
• instauração de 12 inquéritos e conclusão de 2;
• realização de 32 operações com resultado de inteligência;
• realização de 70 bloqueios, barreiras e blitz policiais.

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As operações também impactaram a logística do crime organizado, principalmente no tráfico de drogas, armas e contrabando. Entre os materiais apreendidos no período, estão:

• 8,3 toneladas de maconha;
• mais de 613 kg de cocaína e pasta base;
• 373 kg de skunk;
• 2 metralhadoras, 3 fuzis, 14 espingardas, 4 pistolas e 3 revólveres;
• mais de 89 mil munições;
• cigarros contrabandeados, agrotóxicos ilegais e veículos utilizados pelas organizações criminosas.

Brasil Contra o Crime Organizado
Operação Brasil Contra o Crime Organizado prende 76 pessoas e provoca prejuízo superior a R$ 45 milhões às facções. foto: Divulgação

Os resultados consolidados entre 11 e 22 de maio demonstram o impacto da atuação integrada das forças de segurança pública em todo o Brasil, com prejuízo superior a R$ 213 milhões ao crime organizado. Até o momento, as ações contabilizam 242 prisões, mais de 60 toneladas de drogas apreendidas, armamentos de grosso calibre — incluindo fuzis e metralhadoras — e mais de 89 mil munições retiradas de circulação.

Segundo o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, a ampliação nacional da operação fortalece o enfrentamento qualificado às organizações criminosas. “A expansão da operação para todas as unidades federativas representa um avanço importante na integração das forças de segurança pública. Estamos ampliando o compartilhamento de inteligência, fortalecendo a atuação nas fronteiras e atingindo diretamente a estrutura financeira e logística das facções criminosas em todo o território nacional”, afirmou.

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Além das medidas repressivas, a operação também intensificou a presença do Estado em áreas estratégicas de fronteira e divisas, com fiscalizações, visitas preventivas e abordagens policiais. Durante a semana, mais de 2,4 mil pessoas e mais de mil veículos foram abordados pelas equipes policiais.

A Operação Brasil Contra o Crime Organizado integra a estratégia nacional do Governo Federal voltada ao enfrentamento qualificado das organizações criminosas, ao combate aos crimes transfronteiriços e à descapitalização financeira das facções.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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