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São Martinho registra queda de lucro no 2º trimestre da safra 2025/26 e reduz investimentos

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A São Martinho, uma das principais empresas do setor sucroalcooleiro, divulgou nesta segunda-feira à noite os resultados do 2º trimestre da safra 2025/26, registrando redução no lucro e ajustes na previsão de investimentos devido a condições climáticas adversas.

Lucro líquido e Ebitda registram queda

O lucro líquido da São Martinho caiu 5,9% em relação ao mesmo período da safra anterior, totalizando R$176,4 milhões.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$816,9 milhões, uma retração de 13,4% na comparação anual. A receita líquida da companhia também apresentou queda, de 11,3%, totalizando R$1,74 bilhão no período.

Redução de investimentos e ajustes na produção

A empresa anunciou redução de pouco mais de 5% na projeção de investimentos, que passam a R$2,84 bilhões para a safra 2025/26.

Na operação de cana-de-açúcar, a previsão de produção total de açúcar total recuperável (ATR) caiu para 3,03 milhões de toneladas, uma retração de 4,2% em relação à estimativa anterior. A São Martinho atribuiu o ajuste às condições climáticas desfavoráveis, principalmente à menor incidência de chuvas entre janeiro e maio.

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Emissão de debêntures para reforço financeiro

Além dos resultados, a São Martinho comunicou que o conselho de administração aprovou a 8ª emissão de debêntures simples, em série única, no valor total de R$500 milhões, reforçando a estrutura de capital da companhia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Oferta restrita impulsiona preço do café e mantém cotações em alta no mercado internacional

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A oferta limitada de café no mercado físico voltou a sustentar a valorização dos contratos futuros na última semana, reforçando o cenário de firmeza para as cotações internacionais. Mesmo diante da expectativa de uma safra recorde no Brasil, a menor disponibilidade imediata do produto, aliada a fatores técnicos e à atuação dos investidores, manteve o mercado aquecido.

De acordo com análise da StoneX, o café arábica alcançou as maiores cotações das últimas seis semanas, refletindo a combinação entre a leve deterioração das condições de colheita no Brasil e o movimento de recompra de posições vendidas por fundos de investimento.

O contrato de setembro de 2026 do café arábica encerrou a semana cotado a 273,2 centavos de dólar por libra-peso, acumulando valorização de 2,0% no período.

O desempenho reforça que, apesar da perspectiva de uma produção brasileira robusta em 2026, o mercado segue atento à disponibilidade de café no curto prazo. A restrição na oferta física continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços, evidenciando a sensibilidade das bolsas às condições imediatas de abastecimento.

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Robusta também registra valorização

O mercado do café robusta acompanhou o movimento de alta, sustentado pelas preocupações relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a produção mundial e pelo ritmo ainda moderado de comercialização no Brasil.

O contrato de setembro de 2026 fechou a semana cotado a US$ 3.627 por tonelada, avanço de 1,0% em relação à semana anterior. Durante o pregão de quinta-feira (25), a cotação chegou a US$ 3.692 por tonelada, o maior patamar registrado desde o fim de março.

Cenário externo influencia, mas fundamentos do café predominam

No ambiente macroeconômico, os investidores também monitoraram os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã. A queda dos preços internacionais do petróleo ao longo do fim de semana ajudou a melhorar o sentimento dos mercados financeiros.

Apesar desse contexto, os fundamentos específicos do mercado cafeeiro continuaram sendo o principal direcionador das cotações. A evolução da colheita brasileira, a oferta disponível de grãos e a atuação dos fundos de investimento permaneceram no centro das atenções, sustentando tanto o café arábica quanto o robusta no mercado internacional.

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Com estoques ainda ajustados e comercialização cautelosa por parte dos produtores, o mercado segue acompanhando de perto o avanço da safra brasileira, fator que deverá continuar determinando o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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