Saúde

Brasil sedia debate sobre futuro das vacinas e proteção contra novas doenças

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O Brasil se tornou mais uma vez referência regional ao sediar, em Brasília, a Segunda Reunião Regional de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em mRNA nas Américas. Realizado nesta terça-feira (17), o encontro reuniu representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Medicines Patent Pool (MPP) e do Ministério da Saúde, marcando um passo estratégico para o avanço científico e tecnológico na área de imunizantes.

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, destacou que sediar o encontro reforça o papel do país como articulador regional em inovação aplicada à saúde pública. “O Brasil receber esta segunda reunião consolida nosso país como um polo estratégico de pesquisa e de desenvolvimento em saúde nas Américas”, afirmou.

Durante o evento, foram apresentados avanços, desafios e oportunidades de colaboração para fortalecer plataformas de RNA mensageiro — tecnologias consideradas essenciais para uma resposta rápida e eficaz a novas ameaças sanitárias. O Brasil, por meio de instituições como Fiocruz, Instituto Butantan, universidades públicas e redes de vigilância, vem ampliando sua capacidade de pesquisa, produção e inovação em imunizantes, reforçando o compromisso com a preparação e resposta a futuras emergências de saúde.

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Parcerias entre governos, organismos multilaterais e centros de pesquisa têm sido fundamentais para viabilizar transferência de tecnologia, fortalecer capacidades regionais e ampliar o acesso a plataformas avançadas de produção de vacinas. Nesse sentido, OMS, OPAS e MPP desempenham papéis centrais na coordenação de esforços conjuntos e na promoção de soluções que reduzam desigualdades entre países.

Outro ponto enfatizado foi a necessidade de garantir que os avanços tecnológicos beneficiem toda a população das Américas. O fortalecimento das capacidades regionais em mRNA amplia autonomia, reduz vulnerabilidades e contribui para uma preparação coletiva mais robusta diante de futuras crises sanitárias.

Esta segunda edição do encontro permitiu o aprofundamento das discussões sobre boas práticas de fabricação, regulação, vigilância e sustentabilidade produtiva. O compartilhamento de informações e o alinhamento entre países da região são essenciais para a consolidação de um ecossistema de inovação em mRNA, capaz de responder de forma rápida, acessível e equitativa a novos desafios em saúde pública.

Para Mariângela Simão, a inovação precisa estar sempre conectada ao compromisso social. “O desenvolvimento de novas tecnologias só tem sentido quando resulta em soluções justas, acessíveis e guiadas pela equidade, garantindo que ninguém seja deixado para trás”, concluiu. 

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João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Chamada pública seleciona pesquisas avaliativas de políticas de saúde

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O Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) informam que estão abertas as inscrições para a chamada pública que financiará pesquisas avaliativas que apoiem a qualificação de políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS). As propostas devem ser encaminhadas na página da iniciativa, onde também consta o edital completo, até o dia 29 de julho de 2026.

Com o investimento de R$ 1,7 milhão da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), a chamada tem o objetivo de subsidiar pesquisas capazes de produzir evidências, gerar informações técnico-científicas e apresentar estratégias de tradução do conhecimento para que os resultados possam orientar decisões de gestores do SUS.

Podem submeter propostas pesquisadores que possuam doutorado, vínculo formal com uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) e currículo na Plataforma Lattes. Pesquisadores aposentados também podem participar, mediante anuência formal da instituição executora para condução de projeto em suas dependências.

Serão aceitas pesquisas que contemplam uma das 11 linhas temáticas, que incluem vigilância em saúde; saúde do trabalhador; inovação em equipamentos e materiais de uso em saúde; morbimortalidade por acidentes e violências; saúde da mulher, dos homens e das crianças; transplantes de órgãos e tecidos; atenção domiciliar; imunização, entre outras. Os projetos selecionados terão prazo de 12 meses para execução.

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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