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Inscrições para projetos de inovação em programa do Brics se encerram no dia 3

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Termina em 3 de dezembro o período de inscrições para submissão de projetos de inovação ao programa STI Framework Programme Coordinated Call for Brics Multilateral Projects – 1st Innovation Call. A iniciativa em cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação vai fomentar e financiar trabalhos apresentados por consórcios formados por organizações de pelo menos dois países do bloco econômico.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), apoiará empresas brasileiras integrantes dos consórcios. O fomento à parte nacional dos projetos somente será possível para as propostas que tiverem sido submetidas à plataforma internacional. Para isso, é preciso acessar o portal dos Brics.

A chamada pública e o formulário para apresentação de propostas para a submissão da parte nacional do projeto que será financiada estão disponíveis no site da Finep.

Segundo o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais (Assin) do MCTI, Carlos Matsumoto, a chamada de Inovação é uma das prioridades da cooperação em ciência, tecnologia e inovação da presidência brasileira do Brics em 2025.  “O MCTI teve uma dupla tarefa em relação ao Brics em 2025: dar continuidade a uma cooperação sólida e, ao mesmo tempo, revigorar sua pauta. É certo que a chamada de inovação cumpre esse papel e demonstra uma compreensão clara do momento atual, em que o avanço tecnológico e a necessidade de reindustrialização são forças indissociáveis”, afirma. 

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Acesse a chamada.

Para mais informações, acesse o portal oficial dos Brics.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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