Tecnologia

Grupo de trabalho do Pbia lança painel de monitoramento de ações

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Até novembro, das 54 ações estruturantes previstas no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia), 25 delas já haviam apresentado entregas e 15 sido iniciadas. Entre o que já foi executado, estão a atualização do supercomputador Santos Dummont e o edital de institutos nacionais de ciência e tecnologia. As informações sobre o andamento da iniciativa estão disponíveis no painel de monitoramento, apresentado durante a 4ª reunião do grupo de trabalho do Pbia. O encontro ocorreu na terça-feira (25), na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília (DF). 

“O site contém informações sobre inteligência artificial no Brasil, mas, essencialmente, informações sobre o plano fornecidas pelos órgãos que participam do grupo de trabalho sobre o que está sendo executado e o que ainda deve ser executado”, explica o secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital (Setad), Henrique Miguel. 

Durante o encontro, também ficou estabelecido que as reuniões serão a cada 60 dias, e não mais mensais. O próximo será em janeiro, quando serão apresentados o relatório sobre o primeiro ano do Pbia e os boletins trimestrais sobre a evolução das ações. 

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O grupo, responsável pelo monitoramento e acompanhamento da implementação do plano, é composto por 18 órgãos e instituições do Governo do Brasil. São eles: Casa Civil da Presidência da República; Secretaria de Comunicação Social; Ministério da Fazenda; Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Ministério da Educação; Ministério da Justiça e Segurança Pública; Ministério das Relações Exteriores; Ministério da Saúde; e Ministério da Defesa. Também integram o grupo de trabalho a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); a Telecomunicações Brasileiras S.A.; a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e social (BNDES); a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii); o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). 

Pbia 

Lançado na 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em julho de 2024, o Plano IA para o Bem de Todos — Plano Brasileiro de Inteligência Artificial — foi desenvolvido pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT). O investimento previsto é de R$ 23 bilhões, a serem aplicados ao longo de quatro anos. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Tecnologia

MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

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O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

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Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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