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Estudantes do DF transformam ciência em soluções para o uso da água

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O que os estudantes das escolas públicas do Distrito Federal têm a dizer sobre o futuro da água? As respostas estão no 14º Circuito de Ciências, que chega a sua etapa distrital durante a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).

Ao longo do ano, milhares de alunos colocaram a mão na massa para pesquisar, investigar e criar soluções sobre o tema Água Para Quê?, escolhido em sintonia com a SNCT — Planeta Água: Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território. Foram meses de experimentos, pesquisas e descobertas que agora ganham vida no evento mais importante de popularização da ciência.

O circuito começou em fevereiro, dentro das escolas, com feiras locais. Depois, os projetos escolhidos seguiram para as fases regionais e, por fim, para etapa distrital, que é o grande momento da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

A atividade envolve desde a educação infantil até o ensino médio e a educação de jovens e adultos (EJA), e, neste ano, trouxe uma novidade, a participação dos estudantes do sistema prisional em caráter competitivo. Pela primeira vez, dois projetos desenvolvidos por alunos da educação carcerária participaram da competição científica.

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As apresentações foram avaliadas dentro do próprio sistema prisional. Como os estudantes não puderam comparecer presencialmente à etapa regional, as professoras os representaram na apresentação.

“Foi emocionante ver o quanto eles se dedicaram, mesmo com pouco recurso. Os alunos mostraram que a ciência pode nascer em qualquer lugar”, enfatizou a gerente de Programas e Ações Transversais da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, Raquel Vila Nova Lins

A etapa distrital do circuito, que tem o apoio do Sebrae-DF, reúne os melhores projetos das 14 regionais de ensino, avaliados por mais de 120 especialistas. Cada trabalho passa por três rodadas de avaliação e os vencedores serão premiados.

Mais que uma competição, o circuito é uma celebração do conhecimento e da curiosidade científica. Para muitos, participar da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é a primeira oportunidade de apresentar seus trabalhos ao público e conhecer mais inovações cientificas de todo o País.

“A Semana Nacional é o ápice do circuito. É quando os nossos alunos percebem que também fazem parte desse grande movimento científico que transforma o Brasil”, comemora Raquel Lins.

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A SNCT é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, sob a coordenação da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), e conta com o patrocínio de Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Huawei do Brasil Telecomunicações Ltda; Caixa Econômica Federal; Positivo Tecnologia S.A.; Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT); Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB); Conselho Federal de Química (CFQ); Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur); Comitê Gestor da Internet no Brasil / Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (CGI.br e NIC.br) e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab).

Saiba mais sobre o circuito: https://circuitocienciasedf.com.br/

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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