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Programa Município Mais Seguro é implementado pela primeira vez no Brasil

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Recife, 27/11/2025 – Nessa quarta-feira (26), o Programa Município Mais Seguro, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) voltada ao fortalecimento institucional das Guardas Civis Municipais e à ampliação de políticas locais de prevenção à violência, foi formalmente adotado em Recife (PE), tornando a capital pernambucana o primeiro município do País a integrar o programa.

A assinatura ocorreu em ato que reuniu o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo; a diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), Isabel Seixas; a diretora de Ensino e Pesquisa (DEP), Michele dos Ramos; o coordenador da Diretoria do SUSP, Márcio Mattos; e o coordenador de Prevenção à Violência e Criminalidade, Leandro Arbogast.

Participaram da solenidade o prefeito de Recife, João Campos; o vice-prefeito, Victor Marques; o presidente da Câmara Municipal, Romerinho Jatobá; o deputado federal Pedro Campos; e o secretário municipal de Ordem Pública e Segurança Cidadã, Alexandre Rebelo.

Durante a cerimônia, Sarrubbo destacou a importância simbólica e estratégica de a capital de Pernambuco inaugurar a fase prática do programa. “Estamos dando os passos iniciais de uma ação que coloca o município como ator central da segurança pública do Brasil. As Guardas Civis deixam de ser apenas forças patrimoniais e passam a ter papel fundamental na proteção da vida e na prevenção da violência”, afirmou o secretário.

O prefeito João Campos reforçou que a parceria marca uma mudança de patamar para a Guarda Municipal local. “É um dia especial, porque mostramos que a segurança pública se faz com técnica, formação e responsabilidade. Não é um debate ideológico, é uma agenda que exige preparo, organização e clareza sobre as competências de cada ente. O Recife está fazendo o dever de casa e se orgulha de ser o primeiro município a aderir ao programa”, comemorou.

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De acordo com Campos, a cooperação federativa é decisiva para ampliar a capacidade de resposta no território. “Ninguém faz nada sozinho. É fundamental construir pontes entre governos e trabalhar de forma alinhada para fortalecer a Guarda Municipal e garantir que o Estado esteja presente onde as pessoas mais precisam”, disse o prefeito.

Sarrubbo reiterou o compromisso do Estado com políticas orientadas à preservação da vida. “O Governo Federal não trabalha com a morte; trabalha com a vida. Queremos guardas municipais capacitados, profissionais valorizados e ações de prevenção fortalecidas”.

Diretrizes da ação

Paralelamente à cerimônia, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) promoveu o Seminário Município Mais Seguro – edição Pernambuco, realizado na sede da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). O encontro apresentou os eixos do programa, os projetos de qualificação profissional, os investimentos previstos e as orientações sobre governança municipal da segurança.

Na abertura do seminário, Sarrubbo ressaltou o caráter estruturante da iniciativa.

“Este seminário é o passo inicial de uma grande mudança. É o momento de consolidar o município como ator fundamental da segurança pública e de reforçar que as guardas precisam ser formadas de maneira absolutamente profissional, com gestão qualificada, controle, protocolos e prioridade para o uso de armamentos não letais”, afirmou.

O evento reuniu gestores, comandantes de guardas e equipes técnicas de 12 municípios pernambucanos. Os integrantes discutiram temas relacionados ao uso diferenciado da força; à polícia comunitária; às tecnologias do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) para gestão municipal; à capacitação da DEP; ao enfrentamento da violência contra mulheres; e ao atendimento em saúde mental.

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Programa Município Mais Seguro

Lançado recentemente pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o Programa Município Mais Seguro prevê cerca de R$ 171 milhões em investimentos para fortalecer a gestão municipal da segurança pública, ampliar projetos de prevenção, modernizar equipamentos, qualificar o uso da força e valorizar as Guardas Civis. A adesão pioneira de Recife inaugura a implementação territorial do programa, que será expandido a municípios de todo o País.

O projeto reúne quatro iniciativas complementares, voltadas à qualificação das Guardas Municipais e das gestões locais de segurança pública:

• Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força;
• Diagnóstico Nacional das Guardas Civis Municipais;
• Chamada pública para seleção de projetos de fortalecimento da segurança municipal e das Guardas Municipais;
• Escuta Susp, com foco na saúde mental dos profissionais.

Os recursos previstos serão investidos em ferramentas de menor potencial ofensivo, equipamentos de proteção individual, capacitação e estruturação da gestão da segurança pública nos municípios.

A atividade busca valorizar e oferecer suporte aos profissionais da carreira, com atenção especial à saúde mental, e à integração e cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios no âmbito do Susp.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Política Nacional de Proteção de Dados avança com participação social

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Brasília, 15/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), realizou, na sexta-feira (12), audiência pública para discutir a construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade (PNPD).

O evento ocorreu em formato híbrido, no Palácio da Justiça, com transmissão ao vivo pelo YouTube, e reuniu representantes do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD), da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), da sociedade civil, da academia e do setor privado.

O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, ressaltou o caráter estratégico da primeira audiência pública após dois mandatos do CNPD.

“A construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade representa um passo fundamental. Trata-se de um instrumento que orientará a atuação do Estado brasileiro, fortalecerá os mecanismos de cooperação e ampliará o diálogo interinstitucional em torno dos direitos digitais, promovendo maior coerência, efetividade e participação na formulação de políticas públicas.”

Fernandes também destacou a centralidade do tema para a cidadania digital. “O direito à proteção de dados pessoais e à privacidade é hoje um dos pilares da cidadania digital. Em um contexto de transformação tecnológica acelerada, assegurar esses direitos significa garantir autonomia, dignidade e confiança nas interações digitais.”

A audiência integrou um processo mais amplo de elaboração participativa da política, que tem como referência os subsídios elaborados pelos seis Grupos de Trabalho Temáticos (GTTs) do CNPD, além das diretrizes encaminhadas pela ANPD ao MJSP. Ao todo, foram registradas 22 inscrições de fala da sociedade civil, além das contribuições dos coordenadores dos GTTs.

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Eixos e propostas

Os grupos de trabalho apresentaram recomendações organizadas em seis eixos estruturantes: educação e capacitação em proteção de dados (GTT 1); mecanismos e práticas de conformidade (GTT 2); governança de dados no setor privado (GTT 3) e no setor público (GTT 4); dados pessoais para o desenvolvimento econômico, tecnológico e a inovação (GTT 5); e harmonização entre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação (LAI) (GTT 6).

Entre as propostas apresentadas pelos coordenadores dos GTTs, destacaram-se a criação de uma Escola Nacional de Proteção de Dados, a institucionalização de uma Semana da Privacidade no calendário nacional, o estabelecimento de parcerias com o Ministério da Educação para integrar a temática aos currículos escolares e o desenvolvimento de ferramentas de autoavaliação para órgãos públicos. O GTT 5 propôs 36 subsídios voltados ao equilíbrio entre proteção de direitos e geração de valor econômico a partir do tratamento responsável de dados pessoais.

Representantes da sociedade civil apresentaram contribuições sobre temas como a necessidade de indicadores de monitoramento da política, a harmonização entre a LGPD e o direito de acesso à informação, a regulação do uso de tecnologias de reconhecimento facial e dados biométricos, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e a inclusão de diretrizes específicas para a segurança pública.

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Organizações como o Instituto Alana, a Transparência Brasil, a Open Knowledge Brasil, a Fiquem Sabendo, o Idec, o iFood e o Instituto Sigilo, entre outras, também participaram da audiência.

A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, que participou ao lado do também diretor Iagê Miola, enfatizou a importância de compreender os diferentes anseios e perspectivas da sociedade.

“O CNPD trabalhou diligentemente, constituindo diferentes grupos de trabalho dedicados à abordagem dos diversos temas relacionados à política nacional. Tive a oportunidade de participar de vários desses encontros, nos quais pudemos trocar impressões, compartilhar experiências e acompanhar um trabalho muito sério e competente de construção dessas diretrizes”, disse.

O MJSP informou que as contribuições recebidas durante a audiência, bem como as manifestações escritas que poderão ser encaminhadas posteriormente, serão analisadas e incorporadas ao processo de elaboração da política. A expectativa, reforçada por múltiplos participantes, é que o decreto seja publicado ainda em 2026 — mais de oito anos após a aprovação da LGPD.

“Essa diversidade de perspectivas é fundamental para qualificar a escuta do Governo Federal e contribuir para a elaboração de uma política pública consistente, legítima e representativa”, concluiu Victor Fernandes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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