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Leilão do AmpliAR garante R$ 731 milhões em investimentos para aeroportos do Nordeste e da Amazônia Legal

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O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a B3 realizaram, nesta quinta-feira (27), em São Paulo, o leilão da primeira rodada do programa AmpliAR. A iniciativa, criada para estender os benefícios das concessões federais à aviação regional, garantiu novos operadores e um total de R$ 731,6 milhões em investimentos privados para 13 aeroportos estratégicos na região Nordeste e na Amazônia Legal.

A disputa validou a estratégia do governo federal de incluir aeroportos regionais em contratos de concessão já vigentes, por meio de reequilíbrios econômico-financeiros. A concorrência ocorreu pelo critério de maior deságio (desconto) sobre os parâmetros de receita e custos calculados pelo governo.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, classificou o leilão como um momento histórico para a aviação do Brasil e acrescentou que, a partir de 2026, novas oportunidades vão surgir. “Esse é um marco histórico para a agenda do desenvolvimento do Brasil. Estamos saindo de 59 aeroportos concedidos para 72 concessões, e a nossa meta para os próximos dois anos é de chegarmos a mais de 100 aeroportos concedidos”.

“Esse é um marco histórico para a agenda do desenvolvimento do Brasil. Estamos saindo de 59 aeroportos concedidos para 72 concessões” Silvio Costa Filho

Costa Filho destacou ainda os números da aviação nos três anos do governo Lula, em que foram incluídos mais de 30 milhões de passageiros na aviação brasileira. “O turismo internacional também cresceu e estamos fechando o ano com quase 10 milhões de estrangeiros vindo para o Brasil. E, à medida que o turismo e os negócios crescem, nós temos um crescimento nos aeroportos do país. E agora damos um passo importante com o Programa AmpliAr, que, com muito foco, trabalho, diálogo, estamos fazendo pela primeira vez na história do Brasil o primeiro leilão da aviação regional. Nada disso seria possível sem o trabalho coletivo do Ministério, da Anac, das concessionárias e do Tribunal de Conta da União (TCU), destacou.

O secretário executivo do MPor, Tomé Franca, também celebrou a iniciativa como um marco para o país. “Hoje é, de fato, um dia muito importante para todos nós. Quando falamos de concessão, não falamos apenas de limitação orçamentária do Estado, falamos de uma solução que traz eficiência, melhora a logística do país e gera oportunidades e empregos em todas as regiões”, afirmou.

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Investimentos previstos

Os contratos preveem obras de modernização em pistas, terminais de passageiros e pátios, elevando o nível de serviço e segurança. O Aeroporto de Paulo Afonso (BA) será o contemplado com o maior volume individual de investimentos, estimados em R$ 106,2 milhões, seguido de perto pelo Aeroporto de Jericoacoara (CE), um dos principais destinos turísticos do país, com aporte previsto de R$ 101,1 milhões.

Outros destaques incluem o Aeroporto de Lençóis (BA), porta de entrada da Chapada Diamantina, com R$ 80,2 milhões, e o Aeroporto de Vilhena (RO), que receberá R$ 74,6 milhões.

Destaques do leilão
Destaques do leilão

“O Programa AmpliAR é um modelo inovador e disruptivo, que coloca esses aeroportos sob gestão de operadoras de expertise, reputação e capacidade de trazer melhoria para a infraestrutura aeroportuária brasileira. Hoje é um marco, mas continuamos firmes no trabalho até que tenhamos todos os investimentos realizados e os aeroportos regionais com a infraestrutura que o nosso país merece”, afirmou o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, destacou a relevância do leilão como uma política pública. “Este não é simplesmente um leilão, é uma política pública. O leilão foi apenas um mecanismo para se validar e se concretizar uma política de governo capitaneada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, cujo objetivo é o mais nobre que temos nesse país, que é desenvolver nossa aviação regional”, disse.

Próximas etapas

Com a definição dos vencedores no leilão de hoje, o cronograma do Programa AmpliAR entra agora na fase de formalização. A previsão é que a celebração dos termos aditivos com as concessionárias, etapa que oficializa a incorporação dos novos aeroportos aos contratos e consolida os cálculos de reequilíbrio, ocorra entre dezembro de 2025 e março de 2026, sob supervisão da Anac. Na sequência, terá início a execução dos investimentos e a transferência da gestão operacional.

O leilão desta quinta-feira cumpre o cronograma estabelecido pelo MPor, que teve início com a consulta pública realizada entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, e o lançamento do edital em agosto deste ano.

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Veja os aeroportos arrematados e os investimentos previstos no terminais:

  • Paulo Afonso (BA): arrematado pela concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Previsão de investimentos de R$ 106,2 milhões;
  • Jericoacoara (CE): arrematado pela concessionária Fraport Brasil. Previsão de investimentos de R$ 101,1 milhões;
  • Lençóis (BA): arrematado pela concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Previsão de investimentos de R$ 80,2 milhões;
  • Vilhena (RO): arrematado pela concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Previsão de investimentos de R$ 74,6 milhões;
  • Barreirinhas (MA): arrematado pela concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Previsão de investimentos de R$ 58,1 milhões;
  • Araguaína (TO): arrematado pela concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Previsão de investimentos de R$ 55,5 milhões;
  • São Raimundo Nonato (PI): arrematado pela concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Previsão de investimentos de R$ 55,5 milhões;
  • Cacoal (RO): arrematado pela concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Previsão de investimentos de R$ 49,8 milhões;
  • Canoa Quebrada (CE): arrematado pela concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Previsão de investimentos de R$ 43,1 milhões;
  • Serra Talhada (PE): arrematado pela concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Previsão de investimentos de R$ 40,5 milhões;
  • Porto Alegre do Norte (MT): arrematado pela concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Previsão de investimentos de R$ 25,3 milhões;
  • Garanhuns (PE): arrematado pela concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Previsão de investimentos de R$ 22,1 milhões;
  • Araripina (PE): arrematado pela concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Previsão de investimentos de R$ 19,6 milhões.

Confira aqui as informações sobre investimentos e obras de melhoria em cada aeroporto arrematado.

Nesta primeira etapa, os terminais de Itaituba (PA), Tarauacá (AC), Guanambi (BA), além dos terminais amazonenses de Barcelos, Itacoatiara e Parintins não receberam propostas e permanecerão sob a gestão atual.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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MME destaca avanços da reforma do setor elétrico durante o ENASE 2026

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Dando continuidade às discussões sobre os principais desafios e oportunidades do setor elétrico, o secretário Nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, participou do painel “Reformas Estruturantes (Lei nº 15.269) e Desdobramentos”, realizado nesta terça-feira (17/6), durante a 23ª edição do Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (ENASE), no Rio de Janeiro. O debate teve como foco a modernização do setor elétrico e a construção de um ambiente mais competitivo, eficiente e sustentável, reunindo representantes do governo, especialistas e agentes de mercado para discutir os avanços e os desdobramentos da reforma setorial conduzida pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Durante o painel, foram abordados os principais elementos da reforma do setor elétrico, com destaque para a transformação do papel das distribuidoras, a racionalização dos subsídios, a modernização da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a regulamentação de novas tecnologias, como sistemas de armazenamento de usinas híbridas. O secretário ressaltou que a reforma foi desenvolvida com uma visão de longo prazo, visando fortalecer a segurança jurídica, ampliar a liberdade de escolha do consumidor e criar condições para que a expansão do mercado aconteça de forma sustentável e alinhada às transformações tecnológicas em curso.

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“A reforma do setor elétrico é uma etapa importante na modernização do nosso sistema, preparando o país para os desafios das próximas décadas com mais eficiência, competitividade e segurança. Estamos avançando na abertura do mercado, ampliando a liberdade de escolha dos consumidores, aperfeiçoando os sinais econômicos, racionalizando subsídios e criando condições para a integração de novas tecnologias. Esse processo fortalece o ambiente de investimentos, preserva o papel estratégico das distribuidoras e garante uma transição equilibrada para todos os agentes, garantindo a segurança energética, a modicidade tarifária e um setor cada vez mais moderno, sustentável”, afirmou.

Outro tema de destaque foi a abertura do mercado de energia, considerada uma das principais mudanças estruturais da reforma. O modelo busca ampliar a concorrência e estimular a inovação comercial, preservando a segurança do suprimento e evitando a transferência inadequada de custos entre consumidores.

Os participantes ainda discutiram a importância de aperfeiçoar os sinais econômicos do setor, por meio da revisão de subsídios e da evolução da formação de preços. A avaliação é que preços mais aderentes às condições reais do sistema, aliados à transparência na concessão de subsídios e à incorporação de novas tecnologias, contribuirão para aumentar a eficiência do mercado, estimular investimentos e fortalecer a sustentabilidade do modelo elétrico brasileiro nas próximas décadas.

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Sobre o ENASE

O Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (ENASE) é um dos principais eventos do setor elétrico no Brasil, reunindo líderes, decisores e especialistas para debater o futuro da energia, seus desafios e oportunidades. Com foco em inovação, regulação e transformação energética, o evento apresenta cases de mercado, análises técnicas e discussões político-regulatórias que impactam diretamente o desenvolvimento do setor.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: 
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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