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MCTI define Antonio Miguel Viera Monteiro como novo diretor do INPE

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, anuncia o servidor de carreira, Antonio Miguel Viera Monteiro, como novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Tecnologista Sênior e coordenador do Laboratório de Investigação em Sistemas Socioambientais (LISS) da Divisão de Observação da Terra e Geoinformação (DIOTG), Antonio Miguel terá um mandato de quatros anos à frente do Instituto. 

“As mudanças climáticas impõem desafios urgentes e o Brasil precisa de instituições fortes. O Inpe é referência mundial em monitoramento ambiental e climático, com Antonio Monteiro reforçamos o compromisso do governo com uma ciência forte, transparente e capaz de responder aos grandes desafios. O Inpe continuará sendo um centro de excelência e de inovação e seguirá liderando grandes programas, como o CBERS”, enfatiza a ministra Luciana Santos. 

Com formação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Antonio Miguel Vieira Monteiro possui mestrado em Computação Aplicada pelo INPE e doutorado em Engenharia Eletrônica e Controle/Ciência da Computação pelo Centro de Ciência Espacial da Escola de Engenharia Aplicada da Universidade de Sussex em Brighton, Reino Unido. 

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Comissão de Busca 

A escolha do novo diretor teve origem em uma lista tríplice encaminhada à ministra de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação pelo presidente da Comissão de Busca, que buscou identificar, nas comunidades científica, tecnológica e/ou empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para o INPE. 

A seleção de candidatos foi composta por análise dos currículos e memoriais descritos dos candidatos, além de projeto de gestão, exposições orais públicas dos projetos de gestão e entrevistas individuais com a Comissão de Busca.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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