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Paraná alcança safra recorde de 46,8 milhões de toneladas em 2024/25, com milho liderando a produção

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O Paraná registrou a maior safra de grãos de sua história, com 46,8 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab). O Valor Bruto de Produção (VBP) estimado para o período é de R$ 68 bilhões. A colheita da safra de inverno se encerra neste mês, consolidando o recorde histórico.

O milho se destacou individualmente, com 21 milhões de toneladas, seguido por soja, feijão, cevada, trigo e aveia, que também contribuíram para o crescimento do volume total.

Trigo e aveia apresentam desempenho expressivo

O trigo teve a maior área plantada na safra de inverno, com 816,6 mil hectares, dos quais 99% já foram colhidos. A aveia também se destacou, com produção de 470 mil toneladas, o maior volume em dez anos, representando um crescimento de 33% frente a 2024.

Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Hugo Godinho, a produção de aveia branca, voltada à indústria, e aveia preta, usada para pastagens e cobertura de solo, reforça a importância da cultura na rotação de inverno e diversificação do agronegócio paranaense.

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Milho e soja com boas perspectivas na safra 2025/26

A primeira safra de milho 2025/26 já está totalmente plantada, somando 339,8 mil hectares, com expansão de 21% em relação ao ano anterior. A qualidade das lavouras é considerada ótima, com 93% das áreas classificadas como boas.

A soja atingiu 97% da área prevista plantada (5,58 milhões de hectares), com 92% das lavouras em boas condições, favorecidas por clima estável, temperaturas elevadas e redução de chuvas excessivas. O cenário positivo aumenta o potencial produtivo das culturas e reduz custos para a cadeia pecuária.

Impacto positivo na pecuária e produção de ovos

O aumento da oferta de milho e farelo de soja contribuiu para a redução dos custos de produção na pecuária. A suinocultura paranaense registrou um dos menores custos do ano, de R$ 5,77/kg vivo em outubro, enquanto a avicultura de postura também se beneficiou, melhorando a relação de troca para produtores de ovos.

Exportações de carnes e liderança nacional

Mesmo com queda nas exportações brasileiras de frango em 2025, o Paraná manteve a liderança nacional, respondendo por 40,9% do volume exportado e 39,2% da receita cambial.

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No setor de carne bovina, a retirada de tarifa adicional pelos EUA deve ampliar a competitividade da carne paranaense. A exportação de carne de peru também cresce em volume e valor, com o Paraná na terceira posição nacional, somando US$ 38,7 milhões e 12.269 toneladas exportadas.

Olerícolas e frutas: estabilidade e crescimento da goiaba

No setor de olerícolas, culturas como batata, cebola e tomate apresentaram variações discretas em relação às estimativas anteriores, apesar de um inverno longo e dias nublados, que impactaram o metabolismo das plantas.

Já a goiaba segue em expansão, com 54 mil toneladas colhidas e VBP de R$ 268,5 milhões, consolidando o Paraná como terceiro maior produtor nacional. Nos últimos dez anos, o setor registrou crescimento de 147,5% na área cultivada, 205,5% na produção e 264% no VBP real.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café no Brasil perde força frente às bolsas com chegada da safra e pressão sobre preços internos

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Mercado de café apresenta descolamento entre bolsas internacionais e físico no Brasil

O mercado de café vive um momento de descompasso entre os preços internacionais e o mercado físico brasileiro. Entre os dias 16 e 23 de abril, as cotações do café arábica avançaram na Bolsa de Nova York, enquanto o robusta também registrou alta em Londres. No entanto, esse movimento não foi acompanhado na mesma intensidade pelo mercado interno.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário reflete principalmente a pressão sazonal com a chegada da safra, que influencia diretamente a formação de preços no Brasil.

Chegada da safra pressiona mercado físico e altera comportamento dos compradores

De acordo com o analista Gil Barabach, o avanço da colheita de conilon (robusta) e a proximidade da safra de arábica aumentam a oferta disponível, o que tende a pressionar os preços internos.

Esse movimento leva os compradores a adotarem uma postura mais cautelosa, com expectativa de preços mais baixos no curto prazo.

Enquanto isso, as bolsas internacionais seguem mais voláteis, influenciadas por fatores macroeconômicos e geopolíticos, como variações no dólar, petróleo e tensões no Oriente Médio.

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Geopolítica e petróleo sustentam alta nas cotações internacionais

No cenário externo, os preços do café têm sido sustentados por preocupações com a oferta global. De acordo com análises do mercado internacional, tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, além de conflitos no Oriente Médio, elevam os custos logísticos e trazem incertezas ao comércio global.

O possível impacto sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte internacional, aumenta custos de frete, seguros e insumos, fatores que acabam sustentando as cotações nas bolsas.

Revisão da safra brasileira reforça viés de baixa no médio prazo

Apesar do suporte externo, a perspectiva interna segue pressionada. A revisão para cima da safra brasileira, combinada com estoques mais elevados ao final da temporada 2025/26, deve ampliar a oferta disponível a partir do segundo semestre.

Outro ponto relevante é o desempenho das exportações. Segundo o Cecafé, os embarques brasileiros acumulam queda de cerca de 21% nos primeiros nove meses da temporada 2025/26 em comparação ao mesmo período da safra anterior, apesar da recuperação recente do conilon.

Preços sobem nas bolsas, mas avanço é limitado no mercado interno

No fechamento de 23 de abril, o contrato julho do café arábica na Bolsa de Nova York atingiu 300,35 centavos de dólar por libra-peso, acumulando alta de 3,4% na semana. Em Londres, o robusta registrou valorização de 4,8% no mesmo período.

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Já no mercado físico brasileiro, os ganhos foram mais modestos. No sul de Minas Gerais, o café arábica foi negociado a R$ 1.910,00 por saca, frente a R$ 1.890,00 na semana anterior, avanço de 1,1%.

Para o conilon tipo 7, em Vitória (ES), os preços passaram de R$ 900,00 para R$ 930,00 por saca, alta de 3,3%.

Tendência aponta maior oferta e pressão nos preços internos

O cenário atual indica que o mercado brasileiro tende a continuar sob pressão no curto e médio prazo, especialmente com o avanço da colheita e aumento da disponibilidade do produto.

Com isso, o comportamento dos preços deve seguir condicionado ao ritmo da safra, à demanda externa e às oscilações do mercado internacional, mantendo um ambiente de cautela para produtores e agentes da cadeia cafeeira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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