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“Café do Brasil” ganha destaque em mais de 30 mil lojas da China com campanha inédita da Luckin Coffee

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A maior rede de cafeterias da China, a Luckin Coffee, lançou uma campanha nacional para promover o “Café do Brasil” em mais de 30 mil unidades espalhadas pelo país. A ação, intitulada “Brazil Season”, é resultado de uma parceria entre a empresa chinesa e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), e deve alcançar 400 milhões de copos vendidos com a identidade brasileira ao longo de dezembro.

Campanha promove imagem do Brasil e reforça presença no mercado chinês

De acordo com o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, a iniciativa representa uma oportunidade inédita para posicionar o café brasileiro como um produto premium no competitivo mercado chinês, que reúne quase meio bilhão de consumidores.

“Durante um mês inteiro, o Brasil será o protagonista nos copos da Luckin Coffee em toda a China. Serão cerca de 14 milhões de copos vendidos por dia com a marca brasileira, fortalecendo a imagem do Brasil como origem de cafés de alta qualidade”, destacou Viana.

Além da identidade visual nos copos, a campanha inclui ações promocionais nas lojas, com a distribuição de chaveiros e mini capivaras de pelúcia — animal símbolo do Brasil e bastante popular entre os chineses — para clientes que adquirirem cafés brasileiros. Segundo o gerente-geral do escritório Ásia-Pacífico da ApexBrasil, Victor Queiroz, a previsão é de que sejam distribuídas até 2 mil unidades por loja.

“Depois de meses de negociação, é gratificante ver a marca Brasil estampando os copos da maior rede de cafés da China. Estamos falando de milhões de consumidores experimentando, literalmente, o sabor e a identidade do nosso país”, destacou Queiroz.

Parceria consolidada entre Brasil e Luckin Coffee

A relação entre a ApexBrasil e a Luckin Coffee teve início em 2023, com o programa Exporta Mais Brasil. Na época, representantes da rede chinesa visitaram Cacoal (RO) para conhecer a produção de cafés amazônicos, resultando na venda de 4 mil sacas em um único evento.

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Esse primeiro contato abriu caminho para um acordo firmado em junho de 2024, que previu o fornecimento de até 120 mil toneladas de café brasileiro, avaliadas em US$ 500 milhões. A parceria contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Agricultura Carlos Fávaro e de Jorge Viana, durante missão oficial à China.

Poucos meses depois, em novembro de 2024, a ApexBrasil, em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), negociou um novo contrato com a Luckin Coffee para a compra de 240 mil toneladas adicionais do grão entre 2025 e 2029, com valor estimado em US$ 2,5 bilhões — o maior já registrado entre os dois países no setor cafeeiro.

Em maio de 2025, mais um marco da parceria foi anunciado: a abertura de 34 lojas temáticas da Luckin Coffee com identidade brasileira, reforçando a presença do país no varejo chinês e promovendo a cultura e os sabores nacionais.

Do chá ao café: China amplia consumo do grão brasileiro

A China, tradicionalmente conhecida por seu consumo milenar de chá, vem mostrando crescente interesse pelo café brasileiro. A campanha “Brazil Season” simboliza essa mudança de comportamento e reforça o potencial de expansão do produto nacional no país asiático.

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Os números comprovam essa tendência: entre janeiro e outubro de 2025, o Brasil exportou US$ 335,1 milhões em café não torrado para a China, valor que já supera 50% de todo o volume comercializado em 2024, quando as exportações somaram US$ 213,6 milhões.

Durante a China International Import Expo (CIIE), realizada em novembro de 2024 em Xangai — evento que reuniu mais de 3,4 mil empresas de 128 países —, o Pavilhão do Brasil distribuiu 2 mil copos de café premium por dia, apresentando aos visitantes o sabor e a qualidade do grão nacional.

Brasil consolida imagem de origem de cafés premium

A presença da marca “Café do Brasil” em milhões de copos na China reforça o papel do país como maior produtor e exportador mundial de café e fortalece sua imagem como referência global em qualidade e sustentabilidade.

Para a ApexBrasil, a ação conjunta com a Luckin Coffee vai muito além do marketing: trata-se de um movimento estratégico de longo prazo, que une promoção comercial, valorização do produto brasileiro e conquista de novos mercados.

“A China está se tornando uma parceira fundamental para o café brasileiro. Essa campanha é um marco na história do agronegócio e mostra como o Brasil vem ganhando espaço nas xícaras de todo o mundo”, concluiu Jorge Viana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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