Tribunal de Justiça de MT

Magistrados de Mato Grosso são reconhecidos no Prêmio de Produtividade e Eficiência 2025

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Magistrados de Primeiro e Segundo graus do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) receberam, nesta sexta-feira (5), o reconhecimento pelo desempenho apresentado em 2025. Por meio do Prêmio de Produtividade e Eficiência, desembargadores, desembargadoras, juízes e juízas foram agraciados (as) com os selos Diamante, Ouro e Prata durante o Encontro Anual da Magistratura, realizado no Auditório Gervásio Leite do TJMT.
O prêmio foi instituído pelas Portarias TJMT 1741/2025 e 1742/2025 para homenagear magistrados (as) com maior produtividade e as unidades que se destacaram durante o ano. A solenidade contou com a presença do presidente do Judiciário de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Pôssas de Carvalho, do corregedora-geral da Justiça, José Luiz Leite Lindote, de desembargadores, juízes auxiliares da Presidência, Vice-Presidência, Corregedoria, juízes, juízas, servidores e servidoras do Tribunal e das comarcas do interior, além da presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados, juíza Jaqueline Cherulli.
“Este é um momento comemorativo para todos nós. Na condição de gestor, eu só tenho a agradecer de coração a todos. Ver essa premiação acontecendo só aumenta o nosso compromisso para o próximo ano. O TJMT acabou de ser reconhecido com o Selo Diamante no Prêmio do CNJ e isso é fruto de uma construção diária. Para que essas conquistas continuem acontecendo, vamos trabalhar muito, com eficiência e transparência”, celebrou o presidente José Zuquim.
A desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos foi uma das premiadas com o Selo Diamante. “Foram mais de quatro mil decisões e, para alcançá-las pude contar com uma equipe muito cuidadosa, com pessoas inteligentes e dedicadas. Nenhum desembargador trabalha sozinho. É dessa forma que conseguimos colocar em prática um método de triagem que dá prioridade a casos envolvendo idosos e crianças”, comentou.
Outra que também recebeu o Selo Diamante foi a juíza convocada Tatiane Colombo, reconhecida pela atuação ao longo do ano na Câmara de Direito Privado. “É um reconhecimento pelo trabalho em conjunto de todo o gabinete, para o qual a colaboração de todos foi essencial para que pudéssemos alcançar esse resultado. A gente procura aplicar as estratégias ensinadas no TJMT e tem dado certo”, explicou.
Pela Câmara de Direito Criminal, o desembargador Rui Ramos apresentou o melhor desempenho, ficando com a primeira colocação. Ele, que acabou de completar 39 anos de magistratura, recebeu o Selo Diamante como um presente. “Eu gosto muito da magistratura e todos os dias, de forma constante, entrego minha vida a ela. Esse prêmio é o resultado dessa doação, não só minha, mas de todos os servidores”, destacou.
Responsável por mais de nove mil sentenças proferidas, o juiz Érico de Almeida Duarte, titular do Juizado Especial da Fazenda Pública, também ganhou o Selo Diamante do TJMT. “Tenho uma equipe muito boa, muito bem treinada, tanto os servidores, estagiários, quanto o gabinete. Foi um ano muito produtivo, mas espero que 2026 seja também de muito trabalho e que possamos conquistar novamente o prêmio do TJMT”, enfatizou o juiz.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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