Saúde

Ministério da Saúde publica manual para mapeamento de indígenas com deficiências

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A formulação de políticas públicas baseada em evidências dá um novo passo no atendimento à Pessoa Indígena com Deficiência (PIcD). Por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), o Ministério da Saúde publicou, um manual com instruções para o processo de sistematização dos dados destas pessoas indígenas no Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi). A partir do mapeamento facilitado pelo manual público, o Governo Federal irá otimizar o acesso equitativo e universal da pessoa indígena com deficiência aos serviços e à inclusão em programas sociais, contribuindo para a justiça social.

O objetivo é fortalecer estratégias específicas que garantam acesso justo e adequado aos serviços de saúde, considerando as especificidades socioculturais dos povos indígenas e as suas necessidades singulares no campo da saúde. Publicado na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), o “Manual para uso do módulo ‘Pessoas Indígenas com Deficiências’ no Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena” apresenta, de forma detalhada, como os profissionais de saúde do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena no SUS (SasiSUS) devem executar as funções do Módulo PIcD dentro do Painel Siasi.

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A diretora de Atenção Primária à Saúde Indígena da Sesai, Putira Sacuena, ressalta a importância dessa forma inovadora de atendimento, que leva em consideração as especificidades das necessidades dos indígenas com deficiências, que variam em decorrência da localização geográfica e meios de vida. “A gente pode citar como exemplo os indígenas que necessitam usar cadeiras de rodas. As rodas destas cadeiras, as câmaras de ar, devem ser específicas para aquele tipo de território, ou não vão atender bem às necessidades daquela pessoa. E esse é um detalhe que fará a diferença na saúde e na qualidade de vida da PIcD. Então, devemos celebrar essa grande conquista para a saúde indígena”, afirma Putira. Módulo PIcD – O Ministério da Saúde desenvolveu a primeira ferramenta do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada especificamente para a população com deficiência assistida pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Com o novo módulo, dados e informações referentes às pessoas indígenas com deficiências (física, sensorial auditiva, sensorial visual, intelectual, psicossocial, mental e múltiplas) poderão ser incluídos, possibilitando a identificação das pessoas indígenas com deficiências nos bancos de dados demográficos, de morbidades e óbitos.

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Sílvia Alves
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde debate inovação, incorporação de tecnologias e fortalecimento da indústria da saúde na Feira Hospitalar

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O secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), Eduardo Jorge, destacou a importância do fortalecimento da produção nacional e da inovação para garantir a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quinta-feira (21/05). Os apontamentos ocorreram durante debates na Feira Hospitalar 2026, reconhecida como um dos principais eventos da área da saúde na América Latina.

“O Brasil é o país com o maior sistema público de saúde do mundo e a sustentabilidade desse sistema passa pela consolidação de um ecossistema produtivo local inovador, competitivo e capaz de responder às necessidades da população”, afirmou Eduardo Jorge.

No painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed), com o tema “Instâncias de ATS no Brasil: peculiaridades e necessidades do SUS e da Saúde Suplementar e relação com o processo de registro sanitário”, foram discutidos os processos de incorporação de medicamentos, tratamentos e equipamentos no país, além dos desafios relacionados à sustentabilidade dos sistemas público e suplementar.

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Na ocasião, Eduardo Jorge ressaltou as iniciativas do Ministério da Saúde voltadas à modernização da avaliação de tecnologias em saúde e destacou o papel da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) na formulação de políticas públicas para ampliar o acesso da população a novas tecnologias no SUS.

O secretário-adjunto também ressaltou os recentes aprimoramentos na legislação da Conitec, que incluíram mecanismos relacionados à análise de impacto orçamentário, estratégias de negociação de preços e etapas de implementação das tecnologias incorporadas ao sistema público de saúde.

O debate ainda abordou as diferenças entre os modelos de avaliação utilizados pelo SUS e pela saúde suplementar, além dos desafios regulatórios e de financiamento enfrentados pelos dois setores.

Já no painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), Eduardo Jorge discutiu o papel estratégico da indústria da saúde para o desenvolvimento do país. O encontro reuniu representantes do governo, da indústria e de instituições de pesquisa para debater temas ligados à produção nacional de tecnologias em saúde, inovação e integração entre setor público, centros de pesquisa e empresas.

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A Feira Hospitalar 2026 ocorre entre os dias 19 e 22 de maio e reúne representantes de empresas, gestores públicos, pesquisadores e profissionais da saúde para discutir tendências, políticas públicas e desafios relacionados ao desenvolvimento do setor no Brasil.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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