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Secretária Nacional de Direitos Digitais vence Prêmio Todas e reforça agenda por um ambiente digital mais seguro

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Brasília, 09/12/2025 – A Secretária Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Lilian Cintra de Melo, recebeu o Prêmio Todas do Jornal Folha de S. Paulo, na categoria Inovação e Políticas para o Futuro Digital, por sua atuação na construção e defesa de políticas públicas voltadas à segurança no ambiente digital. A premiação enaltece lideranças femininas que contribuem para transformar a tecnologia e fortalecer a proteção de direitos no País.

Ao receber a premiação, Lilian reafirmou que a proteção de crianças e adolescentes na internet é prioridade de sua gestão à frente da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi). A distinção se soma aos avanços promovidos pelo MJSP, como a articulação que levou à criação do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital), sancionado em setembro pelo Governo Federal.

Durante o evento, a titular da Sedigi enfatizou seu compromisso com o futuro. “Em cada linha de código e da lei, olhamos para o futuro. Eu, uma mulher do agreste pernambucano, me pergunto o que fez parte dessa jornada, dessa caminhada. E, acima de tudo, sempre foi a coletividade”, destacou.

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ECA Digital

O ECA Digital, que entra em vigor em março de 2026, estabelece responsabilidades para plataformas digitais e obriga empresas de tecnologia a adotarem mecanismos de prevenção a conteúdos inadequados, violência e exploração on-line.

A nova lei define obrigações claras para aplicativos, jogos eletrônicos, redes sociais e serviços digitais, como:

• adoção de medidas de prevenção por desenho;
• verificação confiável da idade dos usuários;
• disponibilização de ferramentas de supervisão familiar;
• resposta rápida a conteúdos ilícitos;
• regras específicas para o tratamento de dados e publicidade dirigida a menores.

O descumprimento dessas exigências poderá gerar penalidades às plataformas.

Sedigi

A Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi) trabalha na promoção e proteção dos direitos fundamentais no ambiente digital, garantindo condições para um ecossistema on-line seguro, transparente e alinhado ao interesse público. Sua atuação abrange o fortalecimento das políticas de proteção de dados pessoais e o desenvolvimento de diretrizes voltadas à salvaguarda da infância em meios digitais, consolidando parâmetros de segurança e responsabilidade no espaço virtual.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil tem mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais em andamento, cíveis e penais

Publicado

Brasília, 27/05/2026 – O Brasil tem hoje em andamento mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais relacionados às áreas cíveis e penais, incluindo pedidos de extradição e de transferência de pessoas condenadas, somando-se os emitidos pelo país com os recebidos de outras nações.

O número foi informado, nesta quarta-feira (27), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. “Tudo isso é um sinal de que o Brasil é ator relevante e demandado no Sistema Internacional de Justiça”, afirmou Lima.

Os pedidos são operados pela Secretaria Nacional de Justiça, sob comando da secretária Maria Rosa Guimarães Loula, especificamente pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), em articulação permanente com a Polícia Federal, o Ministério das Relações Exteriores, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público e a Defensoria Pública, além do Poder Judiciário e de outros parceiros.

“Esse trabalho apoia-se numa ampla rede normativa de mais de 120 acordos multilaterais e bilaterais. Na área penal, o Brasil mantém acordo de assistência jurídica com mais de 20 países e participa das Convenções das Nações Unidas contra o Crime Organizado, a Corrupção e os Crimes Cibernéticos. Vamos somar ainda, a tudo isso, tratados de extradição com cerca de 30 países e acordos de transferência de pessoas condenadas com outros 17. Instrumentos que dão efetividade às decisões judiciais com respeito à soberania e aos direitos fundamentais”, informou o ministro.

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Ele observou que decisões como a concessão de extradição ou a validação de atos internacionais são de competência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso, e que o Ministério só pode se manifestar publicamente sobre esses temas com base em comunicações formais e dentro dos limites legais, inclusive quanto à proteção de dados e ao sigilo de investigações e recursos.

“O devido processo legal deve ser seguido em seu absoluto rigor. O esforço do Ministério da Justiça deve ser nessa direção, de manter um alto padrão de institucionalidade, que é o meu empenho”, assegurou Lima.

O ministro compareceu à Comissão para falar sobre a atuação internacional da Polícia Federal. Em sua exposição inicial, Wellington César Lima esclareceu que sua pasta não exerce função de direção da Polícia Federal, mas de supervisão finalística das atividades, sem interferência na condução técnica das investigações, atribuição exclusiva das autoridades policiais, conforme previsto na Constituição e na Lei nº 12.830/2013.

Desta forma, observou, não compete ao Ministério da Justiça determinar investigações, acelerar procedimentos ou acessar diligências sigilosas, sendo o controle da atividade policial exercido pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. Também enfatizou que a autonomia técnica das investigações decorre da especialização institucional da Polícia Federal.

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O ministro reiterou a disposição permanente da pasta em manter diálogo transparente com o Parlamento e incorporar contribuições legislativas ao debate sobre segurança pública como política de Estado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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