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Ministério de Portos e Aeroportos participa de ato em defesa da Democracia

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O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) marcou presença, neste dia 8 de janeiro, no Ato em Defesa da Democracia realizado no Palácio do Planalto. O secretário executivo e ministro em exercício, Tomé Franca, representou a pasta na cerimônia que destacou a resiliência das instituições nacionais e do Estado Democrático de Direito após os atos de vandalismo que depredaram as sedes dos três poderes neste mesmo dia em 2023.

O evento celebrou a estabilidade institucional que resistiu ao ataque, reforçando que um país democrático é fundamental para atrair investimentos e permitir que programas e ações voltadas ao desenvolvimento econômico e social sejam executados.

Durante o evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que o a memória do 8 de janeiro deve se manter ativa para que atos como os observados há três anos não se repitam. “Esta data está marcada na história como dia da vitória da nossa Democracia. Uma vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular. A tentativa do golpe veio nos lembrar que a Democracia é uma obra em permanente construção e que precisa ser zelada e defendida com unhas e dentes dia após dia”, cravou.

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Para o vice-presidente Geraldo Alckmin, um país democrático traz benefícios diretos à população. “Pessoas passam, as instituições ficam e elas ajudam o país para que ele possa avançar. A Democracia traz desenvolvimento, com o Brasil vivendo hoje um momento de baixa inflação e ao mesmo tempo de maior crescimento da renda da população. Ela permite que a população possa ser ouvida”, afirmou.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, comentou o ato em Brasília. “O Brasil dá uma demonstração de maturidade democrática ao não permitir que ataques às instituições sejam esquecidos, mais uma prova de que nosso país não irá ignorar qualquer tentativa de derrubada do regime que foi, após muita luta, constituído para preservar direitos e o livre exercício da cidadania. É o momento de reafirmar nossa posição global como uma das maiores democracias do planeta e que respeita a vontade popular”, salientou o ministro.

Representando o Ministério de Portos e Aeroportos no ato, o Secretário-Executivo Tomé Franca ressaltou que a presença do MPor reafirma a visão de que a estabilidade política é indispensável para a atração de investimentos e para o avanço da infraestrutura logística do Brasil. “Segurança jurídica e solidez das instituições são pilares essenciais para o crescimento do Brasil. Um país democrático oferece ambiente ideal para que possamos gerar mais empregos, renda, oportunidades e melhorar a vida de todos os brasileiros sem distinção por qualquer posicionamento”, destacou.

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Ao final do ato, o presidente Lula vetou integralmente o Projeto de Lei da Dosimetria, que diminui as penas dos condenados pelo vandalismo do dia 8 de Janeiro. O veto segue para análise do Congresso Nacional.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Classificação indicativa: principais mudanças no primeiro mês do ECA Digital

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Brasília, 28/4/26 – O primeiro mês de vigência do ECA Digital foi marcado por mudanças na classificação indicativa de plataformas, jogos eletrônicos e programas de televisão. Desde a entrada em vigor do novo eixo de interatividade, previsto na Portaria MJSP nº 1.048/2025 e no Decreto nº 12.880/2026, que regulamenta a Lei nº 15.211/2025, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi), publicou decisões que elevaram a classificação indicativa de 16 redes sociais e reclassificaram jogos amplamente utilizados por crianças e adolescentes, como RobloxFortnite, Free Fire e Minecraft. 

O objetivo é reforçar o monitoramento de riscos no ambiente digital e estimular que produtos e serviços digitais adotem soluções tecnológicas que os tornem mais seguros para crianças e adolescentes. 

Redes sociais: faixas etárias revisadas 

Diversos países vêm discutindo o banimento de redes sociais antes dos 15 ou 16 anos, a exemplo de França, Espanha, Dinamarca, Noruega, Malásia, Grécia e Indonésia. O ECA Digital não proíbe o acesso a redes sociais antes dessa idade, mas, pelos parâmetros fixados pela Portaria MJSP nº 1.048/2025, os elementos de interatividade presentes na maioria das redes sociais levam à classificação indicativa de 16 anos. Em vários casos, a faixa atribuída foi superior à indicada pelas plataformas. 

Aplicativos como Kwai, TikTok, LinkedIn, Pinterest e Snapchat, que indicavam classificação entre 12 e 14 anos, receberam recomendação de não uso para menores de 16 anos. O WhatsApp e o Messenger, que indicavam 12 anos, foram classificados como não recomendados para menores de 14 anos. O Quora, que também indicava 12 anos, recebeu a classificação mais restritiva: não recomendado para menores de 18 anos.

Rede Social    |    Pretendida    |     Atribuída 

Kwai                         14 anos                16 anos 

TikTok                      14 anos                16 anos 

Instagram                16 anos                16 anos 

LinkedIn                  12 anos                16 anos 

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WhatsApp               12 anos                14 anos 

X (Twitter)                18 anos                18 anos 

Pinterest                 12 anos                16 anos 

Messenger              12 anos               14 anos

Threads                  16 anos                16 anos 

Reddit                     18 anos                18 anos 

Discord                   18 anos                18 anos 

Poosting                 18 anos                18 anos 

Twitch                     18 anos                18 anos 

Snapchat                12 anos                16 anos 

Bluesky                   18 anos                18 anos 

Quora                      12 anos                18 anos 

Os critérios considerados incluem não só conteúdos de teor sexual, drogas, linguagem imprópria e violência, mas também elementos de interatividade, como recomendação algorítmica, interação entre usuários e adultos desconhecidos, publicidade e possibilidade de compras on-line. 

Jogos eletrônicos: revisão de classificação 

A nova legislação também impactou o mercado de jogos eletrônicos. O MJSP revisou a classificação de títulos amplamente consumidos pelo público jovem, como Fortnite e Minecraft, com base nos critérios adotados. 

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Decisões da Coordenação-Geral de Classificação Indicativa elevaram para não recomendados para menores de 18 anos (NR18) jogos como NBA 2K26, WWE 2K26 e EA Sports FC 26, devido à presença de loot boxes — mecanismos de recompensa baseados em sorteio aleatório, vedados para esse público pelo ECA Digital. 

Estudos científicos têm demonstrado que o acesso a caixas de recompensa na infância e na adolescência é fator de risco para comportamentos de jogo compulsivo na idade adulta. 

Os jogos RobloxFortnite e Free Fire foram classificados como não recomendados para menores de 16 anos (NR16), por apresentarem mecanismos de engajamento contínuo e sistemas de recomendação algorítmica. Já MLB The Show 25 e MLB The Show 26 receberam a classificação não recomendada para menores de 14 anos (NR14), em razão da presença de compras nos jogos. O Minecraft também teve a classificação (livre) alterada, passando a ser não recomendado para menores de 14 anos.  

O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, destacou que a mera existência de controles parentais não altera a classificação: 

“Esses mecanismos fortalecem a proteção, mas não transformam conteúdo proibido em conteúdo classificável para faixas etárias inferiores. A interdição é determinada por lei, e a classificação indicativa apenas a reconhece formalmente. 

Conteúdo de apostas motiva reclassificação 

No mesmo período, o MJSP publicou a Portaria CGPCIND/DSPRAD/SEDIGI nº 730, de 10 de abril de 2026, que classificou o Big Brother Brasil 26 como não recomendado para menores de 16 anos (NR16), com exibição permitida apenas a partir das 22h na TV aberta. 

A elevação da faixa etária está relacionada à presença de conteúdo e publicidade explícita de apostas nas dinâmicas do programa, que passaram a estruturar provas e partes dos episódios. Embora o programa já tenha finalizado, o critério serve de referência para futuras análises de conteúdos de TV aberta. 

Segundo análise técnica da Coordenação-Geral de Políticas de Classificação Indicativa (CGPCIND), o formato associa apostas à diversão e à competição, o que pode facilitar o acesso e naturalizar jogos de azar. 

 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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