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Ministro Silvio Costa Filho assina ordem de serviço para dragagem do Porto de Natal e anuncia novos investimentos no Rio Grande do Norte

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Em Natal, o Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou, nesta segunda-feira (11), um pacote de investimentos superior a R$ 120 milhões para modernizar a infraestrutura portuária do Rio Grande do Norte. Entre as principais ações estão a dragagem de manutenção do canal de acesso ao Porto de Natal, que garantirá 12,5 metros de profundidade e permitirá a atracação de navios de até 237 metros de comprimento, o lançamento do edital para a construção dos dolfins nos pilares centrais da Ponte Newton Navarro e a assinatura do contrato para a reforma de armazéns e galpões logísticos no terminal potiguar.

Segundo Costa Filho, as ações marcam um avanço significativo para a infraestrutura do estado. “Essas intervenções fortalecem o papel estratégico do Porto de Natal como principal porta de entrada e saída para cargas, além de abrir caminho para novos empreendimentos ligados à economia verde e à transição energética”, afirmou.

Na safra 2024/2025, o Porto de Natal movimentou 131.537 toneladas. Para 2025/2026, o governo do estado projeta um crescimento histórico, com a expectativa de alcançar a marca de 300 mil toneladas, consolidando o porto como um dos protagonistas no comércio exterior de frutas do Brasil.

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Outro destaque do pacote é a construção dos dolfins nos pilares centrais da Ponte Newton Navarro, obra fundamental para proteger a estrutura contra impactos de navios e garantir a segurança das operações. Com investimento superior a R$ 50 milhões, a iniciativa será executada pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), com recursos do Novo PAC, Programa do Governo Federal de aceleração do crescimento.

Para a governadora Fátima Bezerra, o anúncio representa a concretização de obras e projetos que estão sendo pleiteados há muitos anos. “Essa agenda de hoje é a concretização de investimentos há muito tempo esperados. O que estamos celebrando é fruto de toda uma luta para modernizar a infraestrutura portuária de Natal. Há anos batalhamos pelas defensas, ou dolfins, como são chamados tecnicamente , que são essenciais para ampliar a capacidade de mobilidade. O dado concreto é que, sem essas defensas, o estado paga um preço altíssimo desde 2012, quando a navegação noturna foi proibida no Rio Grande do Norte”, afirmou.

Na área de inovação e sustentabilidade, foram liberados R$ 11,6 milhões para os estudos de implantação do Porto-Indústria Verde, em Caiçara do Norte. O projeto será focado em operações de energia eólica offshore, hidrogênio verde e múltiplos usos, contemplando análise socioeconômica, avaliação ambiental e definição de soluções logísticas.

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O pacote inclui ainda a reforma de armazéns e galpões do Porto de Natal, com a instalação de uma usina fotovoltaica para modernizar as instalações elétricas, reduzir custos operacionais e reforçar o compromisso ambiental. O investimento, superior a R$ 9 milhões, já teve os recursos repassados à Codern, com licitação concluída e início das obras previsto para este ano.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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