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Programa Verde Novo anuncia criação do “Bosque dos Campeões” no Parque Novo Mato Grosso

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O Programa Verde Novo, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso voltada à recuperação das florestas urbanas, realizou na manhã deste sábado (10) o plantio simbólico de uma muda de árvore no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá. A ação integra a programação da Corrida de Reis 2026 e marca o início da implantação do “Bosque dos Campeões”, que contará com o plantio de 57 mudas de árvores nativas do Cerrado.
O número de mudas faz referência aos 57 atletas campeões da edição 2026 da Corrida de Reis, associando esporte, sustentabilidade e preservação ambiental. A iniciativa é fruto da parceria entre o Programa Verde Novo e a TV Centro América (TVCA).
Durante o ato simbólico, o coordenador do Programa Verde Novo, Sergio Savioli Resende, destacou que o plantio das mudas deixará um legado ambiental da Corrida de Reis 2026, reforçando a importância da arborização urbana, da preservação do meio ambiente e da promoção da qualidade de vida.
“O Programa Verde Novo do Poder Judiciário já tem uma parceria de longa data com a TVCA. Especificamente na Corrida de Reis, essa é a terceira participação e, nesta edição, pela primeira vez estamos dando um título à ação ambiental. Aqui no Parque Novo Mato Grosso, vamos implantar o Bosque dos Campeões, uma alusão aos 57 prêmios entregues na corrida. Serão plantadas 57 mudas nativas para deixar um legado ambiental desta edição. Hoje realizamos o plantio simbólico da primeira muda, mas o bosque será formado posteriormente, com o auxílio de reeducandos do sistema penitenciário, agregando também uma importante ação social”, disse.
O gerente de Sustentabilidade da Rede Mato-grossense de Comunicação, Cícero Mariano, ressaltou que o caráter histórico da iniciativa e o impacto ambiental positivo da ação. “Essa parceria rende bons frutos para a sustentabilidade da cidade. A 41ª edição da Corrida de Reis acontece em um parque público, rodeado de natureza, e entendemos que este era o momento ideal para homenagear os atletas com o plantio de árvores. Serão 57 árvores de espécies do Cerrado, resistentes, que futuramente poderão ser identificadas com QR Code, trazendo o nome e a história de cada atleta homenageado. É uma ação simples, mas com impacto ambiental e educativo muito significativo”, afirmou.
Criado em 2017 pelo desembargador Rodrigo Curvo, o Programa Verde Novo já distribuiu e plantou mais de 252 mil mudas de espécies nativas e frutíferas do Cerrado. A iniciativa tem contribuído para a conscientização ambiental da população e para a melhoria da arborização urbana em Cuiabá e em outros municípios de Mato Grosso. Quando o programa foi implantado, Cuiabá ocupava a 20ª posição no ranking nacional de arborização urbana, com 39,6% das vias arborizadas, conforme dados do IBGE de 2010. Em 2025, a capital alcançou a 8ª colocação, com 74,23% de ruas e avenidas arborizadas, de acordo com o levantamento mais recente do IBGE (2022).
A engenheira florestal do Programa Verde Novo, Rosiani Carnaíba, afirmou que a ação marca o início das atividades do programa em 2026 e reforça a visibilidade da iniciativa junto à população, especialmente em eventos de grande alcance, como a Corrida de Reis.
“Estamos iniciando o ano com atividades de plantio, com a criação do Bosque dos Campeões da Corrida de Reis. Além de promover a prática esportiva, estamos levando sustentabilidade, arborização e mais verde para Cuiabá. Também estaremos distribuindo mudas aos corredores e participantes do evento, o que amplia a visibilidade do Programa Verde Novo e fortalece a educação ambiental, alcançando pessoas de todo o estado que participam da Corrida de Reis”, explicou.
O Programa Verde Novo também disponibiliza o Zapmudas (65) 3648-6879, canal para solicitação de mudas e agendamento de plantios via WhatsApp, que amplia o acesso da população às ações ambientais.
Corrida de Reis 2026
A Corrida de Reis será realizada neste domingo (11 de janeiro) no Parque Novo Mato Grosso. A edição 2026 é a primeira, desde a criação do evento em 1985, a não percorrer as ruas de Cuiabá e Várzea Grande, em razão das obras em andamento na capital.
O Parque Novo Mato Grosso foi escolhido por oferecer estrutura adequada, ampla área e capacidade para receber mais de 15 mil atletas inscritos, além do público que acompanha a tradicional prova.

Autor: Emily Magalhães

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Plano deve pagar congelamento de óvulos para evitar infertilidade

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Plano de saúde deverá custear congelamento de óvulos para evitar infertilidade causada por tratamento médico, mas não pagará despesas futuras.

  • A decisão diferenciou prevenção de infertilidade de reprodução assistida.

Uma operadora de plano de saúde deverá custear parte do procedimento de congelamento de óvulos de uma paciente diagnosticada com endometriose profunda, diante do risco de infertilidade decorrente de tratamento cirúrgico. A decisão, porém, limitou a cobertura apenas às etapas iniciais do procedimento, excluindo despesas futuras.

O caso foi analisado pela Quarta Câmara de Direito Privado, sob relatoria do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho. A paciente relatou que precisava passar por cirurgia para tratar a doença e que, por orientação médica, deveria realizar a criopreservação de óvulos como forma de preservar a fertilidade.

A operadora negou o custeio sob o argumento de que o procedimento estaria relacionado à reprodução assistida, o que não é de cobertura obrigatória. No entanto, ao julgar o recurso, o relator destacou que a situação não se confunde com fertilização in vitro, mas sim com uma medida preventiva para evitar um dano decorrente do próprio tratamento de saúde.

Segundo o entendimento adotado, quando o plano cobre a doença, também deve arcar com medidas necessárias para evitar efeitos colaterais previsíveis, como a infertilidade. O magistrado ressaltou que a criopreservação, nesse contexto, tem caráter preventivo e está ligada diretamente ao tratamento médico indicado.

Por outro lado, a decisão estabeleceu limites para essa obrigação. Ficou definido que a operadora deve custear apenas as fases iniciais do procedimento, como a estimulação ovariana, a coleta e o congelamento dos óvulos.

Já os custos posteriores, como taxas de armazenamento do material genético e eventual utilização futura em fertilização assistida, não deverão ser arcados pelo plano, por se tratarem de medidas relacionadas ao planejamento familiar.

Processo nº 1004443-86.2026.8.11.0000

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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