Agro News

Capobianco representa Brasil em reunião ministerial de Meio Ambiente do G7 na França

Publicado

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, representou o Brasil na reunião ministerial de Meio Ambiente do G7 em Paris, na França, nestas quinta e sexta-feiras (23 e 24/4). No encontro, destacou as principais ações nacionais para proteção do oceano e da biodiversidade, entre elas, a criação do Parque Nacional Marinho do Albardão e do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), além da realização da COP15 das Espécies Migratórias, que ampliou a proteção de 40 dessas espécies em todo o mundo.

O G7 – grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – é liderado, neste ano, pelo governo francês, que convidou o Brasil a integrar as discussões. No segmento ambiental, a presidência prioriza temas como preservação do oceano, financiamento para a biodiversidade, luta contra a desertificação e gestão sustentável dos recursos hídricos.

Na sessão sobre a preservação do oceano, Capobianco enfatizou a necessidade dos países fortalecerem a cooperação em áreas além da jurisdição nacional para, de fato, promover a conservação oceânica. Isso requer, de acordo com ele, a implementação do Acordo sobre a Conservação e o Uso Sustentável da Biodiversidade Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional (BBNJ), que entrou em vigor recentemente, e do qual o Brasil é signatário.

Como exemplos de medidas executadas pelo Brasil na área, o ministro citou o Parque Nacional Marinho do Albardão, no Rio Grande do Sul, criado em março – o maior Parque Nacional do país fora da Amazônia. A iniciativa representa um marco histórico para a conservação marinha ao proteger uma das regiões mais importantes para a manutenção da biodiversidade do Atlântico Sul e fortalecer a resposta nacional à mudança do clima e à perda global de biodiversidade.

Leia mais:  Papel do Conama na promoção da justiça climática é destacado em seminário

Mencionou ainda a COP15 das Espécies migratórias, realizada em Campo Grande (MS), também em março, sob a presidência do Brasil. A conferência incluiu ou reclassificou 40 espécies, subespécies e populações nos Apêndices I e II da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), listas que reúnem, respectivamente, espécies migratórias ameaçadas de extinção e que demandam cooperação internacional para sua conservação. Das 40, 16 ocorrem no Brasil. Na COP15 também foi lançada a Declaração do Pantanal, apoiada por 20 países de todos os continentes, para a proteção das espécies migratórias e seus habitats. 

“A partir da nossa experiência, três aspectos são fundamentais. Primeiro, não se trata apenas de expandir Áreas Marinhas Protegidas, mas de conectá-las. Segundo, a ambição precisa vir acompanhada de recursos: muitos países ainda não têm acesso a financiamento, tecnologia e dados. E terceiro, isso precisa ser justo: o alto-mar é um espaço compartilhado. Do lado do Brasil, estamos prontos para contribuir com ciência, cooperação no Atlântico Sul e experiência prática”, afirmou.

O TFFF, lançado na COP30, é uma das principais ferramentas de financiamento à proteção da biodiversidade no Brasil, pontuou Capobianco na sessão sobre o tema.

 “Nossa Estratégia e Plano de Ação Nacionais de Biodiversidade atualizados, a EPANB, envolve o desenvolvimento de uma estratégia para financiar ações de biodiversidade até o final de 2026. O plano de ação lista diversos mecanismos de financiamento, incluindo créditos de biodiversidade, mercado regulado de carbono e o TFFF”, declarou.

O mecanismo inédito é liderado pelo Brasil para realizar pagamentos permanentes, em larga escala e baseados em desempenho a países tropicais que conservam suas florestas. Diferentemente de outros instrumentos de financiamento ambiental, o TFFF não se baseia em doações, mas em investimento feito por países, filantropia e empresas em um fundo. Desde que foi lançada na COP30, em novembro, a iniciativa mobilizou US$ 6,7 bilhões por meio de seis países. Sua declaração de lançamento foi endossada, além da União Europeia, por 66 nações, que abrigam cerca de 90% do total das florestas tropicais e subtropicais do mundo.

Além disso, o ministro incentivou os países doadores do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) a participarem com a “maior ambição possível” de seu nono ciclo de recomposição de recursos no final de maio no Uzbequistão.

Leia mais:  Mercado da Soja Enfrenta Clima Irregular no Brasil e Expectativas Altas para Dados do USDA

Em encontro sobre a conservação dos recursos marinhos vivos da Antártica, o ministro reiterou a importância da criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul (SAWS) e da Área de Proteção Marinha do Leste Antártico, propostas apoiadas pelo Brasil. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o
Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Comitê Nacional do Manejo Integrado do Fogo aprova recomendação para prevenção de incêndios diante do El Niño

Publicado

O Comitê Nacional do Manejo Integrado do Fogo (Comif) aprovou, na última quinta-feira (18/6), recomendação voltada ao fortalecimento da preparação dos entes federativos diante do cenário de risco associado ao possível retorno do fenômeno El Niño. A deliberação ocorreu durante a 7ª Reunião Ordinária do colegiado, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em Brasília.  

A recomendação orienta os estados e o Distrito Federal a adotarem medidas preventivas para reduzir os riscos de incêndios florestais, considerando a possibilidade de formação do El Niño nos próximos meses. O fenômeno climático costuma provocar mudanças no regime das chuvasaumento das temperaturas e prolongamento da estação seca em diversas regiões do país, criando condições favoráveis à ocorrência e propagação do fogo. 

Entre os principais pontos aprovados pelo Comitê está a solicitação para que os estados e o Distrito Federal informem, no prazo de até 30 dias, suas áreas prioritárias para a prevenção e combate a incêndios florestais e os critérios utilizados para essa definição. A identificação dessas áreas é considerada estratégica para orientar a adoção de medidas preventivas em imóveis rurais localizados nessas regiões. 

A recomendação também solicita informações sobre as providências adotadas para o cumprimento das Resoluções Comif nº 2 e nº 3, ambas de 2025, com destaque para a elaboração dos Planos Estaduais de Manejo Integrado do Fogo e para a regulamentação de medidas preventivas voltadas aos imóveis rurais. 

Na ocasião, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, defendeu a adoção de medidas preventivas diante das projeções climáticas para os próximos meses. Nós temos a lei [da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo], temos os instrumentos legais e ainda não temos o El Niño. Estamos na fase de preparação para a sua possível chegada. Então, todos nós temos a obrigação de utilizar os recursos e mostrar para a sociedade que estamos enfrentando esse desafio”, afirmou. 

Leia mais:  Papel do Conama na promoção da justiça climática é destacado em seminário

Capobianco também destacou o conjunto de ações adotadas pelo Governo do Brasil para ampliar a capacidade de resposta aos incêndios florestais. Entre as medidas estão a contratação do maior contingente federal de brigadistas da história, a ampliação da frota de aeronaves, veículos e equipamentos, a destinação de recursos extraordinários ao Ibama e ao ICMBio — que elevaram o orçamento de fiscalização ambiental e de prevenção e combate aos incêndios florestais ao maior patamar da série histórica em 2026 — e o repasse de aproximadamente R$ 500 milhões aos Corpos de Bombeiros dos estados da Amazônia, Cerrado e Pantanal. 

“Temos a chance, a oportunidade de mostrarmos para a sociedade brasileira que nós, de fato, somos capazes de fazer frente a esse desafio climático que nos ameaça em um futuro próximo”, finalizou Capobianco. 

O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, destacou os avanços institucionais alcançados desde a criação do Comitê. “Em menos de dois anos, o COMIF conseguiu construir uma base normativa robusta para a implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, aprovando resoluções e instrumentos fundamentais para a regulamentação da Lei nº 14.944/2024”, pontuou. 

A reunião também contou com a apresentação do Relatório de Atividades de 2025 do Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (Ciman), que reúne informações sobre as condições ambientais e climáticas observadas ao longo no ano de 2025, dados de monitoramento, recursos empregados nas operações e áreas acompanhadas pelas instituições que integram o sistema nacional de prevenção e combate aos incêndios florestais. 

Leia mais:  Tecnologia no campo impulsiona produtividade agrícola e amplia busca por consórcios no agronegócio

Os participantes também receberam atualizações sobre a implementação das resoluções aprovadas pelo Comitê, os avanços na elaboração dos Planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIFs), a articulação entre os diferentes níveis de governo e as ações preparatórias para a temporada de incêndios de 2026. 

Durante o encontro, foi apresentada a resolução recentemente aprovada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) sobre Queima Prescrita e Queima Controlada. A resolução foi fruto da Recomendação 4 do COMIF, aprovada em setembro de 2025. A medida busca ampliar a segurança jurídica e operacional para o uso planejado do fogo como ferramenta de manejo da vegetação e prevenção de grandes incêndios, especialmente em atividades vinculadas à agricultura familiar e a sistemas produtivos tradicionais. Saiba mais aqui 

Também foi anunciada a realização de um seminário para marcar os dois anos da sanção da Lei nº 14.944/2024, que instituiu a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF). O evento acontecerá em agosto e deverá reunir representantes dos governos federal, estaduais e municipais, instituições de pesquisa, setor produtivo e sociedade civil para avaliar os avanços alcançados, discutir desafios e fortalecer a implementação da política pública em todo o país.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana