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Crédito do Trabalhador passa a contar com uso de garantias para ampliar acesso a crédito com juros mais baixos

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O programa Crédito do Trabalhador inicia, nesta sexta-feira (26), uma nova etapa com a implementação da possibilidade de utilização de garantias nas operações de crédito contratadas a partir dessa data. A medida amplia as opções disponíveis aos trabalhadores e contribui para a oferta de condições mais vantajosas, com taxas de juros limitadas a até 1,99% ao mês.

A utilização das garantias é facultativa e depende exclusivamente da decisão do trabalhador, que poderá escolher se deseja ou não utilizar parte de suas verbas rescisórias e do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nas operações de crédito. Também caberá ao trabalhador definir quando e quanto deseja comprometer.

Poderão ser utilizados como garantia 35% das verbas rescisórias, até 100% da multa rescisória do FGTS e até 10% do saldo do FGTS para trabalhadores que optarem pela modalidade saque-rescisão. A iniciativa busca ampliar a concorrência entre as instituições financeiras e favorecer a oferta de crédito com juros mais baixos, além de contribuir para a redução da inadimplência nas operações de crédito consignado.

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Na Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital), o processo será fortalecido pelo ambiente de concorrência criado pelo leilão de propostas, no qual as instituições financeiras apresentam suas propostas. O trabalhador poderá comparar as ofertas disponíveis, escolher a alternativa mais adequada à sua realidade e decidir, de forma consciente, sobre o uso das garantias.

A cobertura das garantias varia conforme o canal utilizado para contratação. Nos canais próprios das instituições financeiras, as garantias deverão corresponder a 50% do valor do empréstimo. Já pela Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital), a cobertura será integral, correspondendo a 100% do valor contratado.

A implementação ocorrerá de forma gradual, com o objetivo de assegurar segurança e estabilidade ao funcionamento da nova modalidade. Em uma próxima etapa, a funcionalidade será ampliada para contemplar operações de refinanciamento e portabilidade com garantias, possibilitando melhores condições para contratos já existentes.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) reforça que a medida não representa saque automático do FGTS nem cria novos descontos imediatos para o trabalhador. Os recursos permanecem depositados na conta vinculada e somente poderão ser utilizados como garantia nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, respeitando os limites autorizados pela Lei nº 10.820/2003. No caso das verbas rescisórias, a execução da garantia de 35% ocorrerá em situações de demissão imotivada ou a pedido.

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Em 15 meses de funcionamento, o Crédito do Trabalhador já alcançou uma carteira ativa superior a R$ 133 bilhões e beneficiou 10 milhões de trabalhadores com contratos ativos. Com a nova etapa, o programa avança na consolidação de uma política de inclusão financeira voltada a trabalhadores, empregados domésticos e trabalhadores vinculados a Microempreendedores Individuais (MEIs), ampliando o acesso ao crédito de forma responsável e segura.

RESOLUÇÃO CGCONSIG/MTE Nº 3, DE 25 DE JUNHO DE 2026

PORTARIA MTE Nº 1.115, DE 25 DE JUNHO DE 2026

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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MME participa da inauguração de cozinha comunitária sustentável no Ceará

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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta quinta-feira (25/6), da inauguração da Cozinha Solidária Paz e Bem, em Fortaleza (CE).A unidade integra o Projeto-Piloto Cozinhas Comunitárias Sustentáveis, desenvolvido em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a Secretaria-Geral da Presidência da República, Itaipu Binacional, a Cáritas Brasileira, Abiogas, Copa Energia e o Centro Sustentável de Tratamento de Resíduos (CSTR).

Localizada no bairro São João do Tatuapé, a cozinha incorpora soluções energéticas sustentáveis que reforçam seu compromisso com a preservação ambiental. Entre elas, destaca-se o biodigestor, responsável por transformar resíduos orgânicos em biogás, utilizado no preparo das refeições, e em biofertilizante, destinado a hortas comunitárias e à piscicultura. A unidade também conta com um sistema de geração de energia solar, que amplia a eficiência energética e contribui para a redução dos custos operacionais. Em seus primeiros 120 dias de funcionamento, o biodigestor produziu 14,7 m³ de biogás, evitando a emissão de 178 kg de CO₂ equivalente.

Além dos benefícios ambientais e econômicos, as tecnologias contribuem para fortalecer a atuação comunitária por meio de ações de educação socioambiental, mobilização social e iniciativas voltadas à valorização do protagonismo feminino no enfrentamento da insegurança alimentar.

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Sobre o projeto
O projeto surgiu no contexto do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas do G20 e em sinergia com a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, que visa reduzir desigualdades e contribuir com parcerias globais para o desenvolvimento sustentável, defendendo caminhos de transição sustentáveis justos e inclusivos.

A instalação de biodigestores na cozinha solidária integra as ações do MME em parceria com a Abiogas e no âmbito da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), que instituiu mandatos para o biogás e para o biometano, ampliando o uso de fontes limpas no país.

Ao transformar resíduos orgânicos em energia e biofertilizante, os biodigestores promovem o aproveitamento de resíduos gerados pelas cozinhas comunitárias, fornecem biogás para o preparo dos alimentos e produzem insumos para o fortalecimento de hortas e quintais produtivos, contribuindo para a segurança alimentar, a economia circular e a transição energética sustentável.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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