Política Nacional

CEsp pode avaliar inscrição de cursos para atletas em conselho de direitos da criança

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Quando a Comissão de Esporte do Senado (CEsp) retomar suas atividades, em fevereiro, seus integrantes poderão votar uma série de projetos de lei, como o PL 1.476/2022que obriga os clubes esportivos a inscreverem seus programas de formação de atleta no respectivo conselho municipal dos direitos da criança e do adolescente.

Esse conselho tem a função de fiscalizar a execução das políticas públicas voltadas à infância e à adolescência nos municípios, além de acompanhar programas e projetos que assegurem direitos fundamentais a essa população — como educação, saúde, convivência familiar e profissionalização.

De acordo com os apoiadores do projeto, o objetivo é reforçar a proteção dos jovens esportistas, ao garantir que programas de formação e complementação educacional sejam registrados e supervisionados por instâncias locais de controle social.

Também se espera que a iniciativa estimule a revelação de novos atletas, impulsionando a atividade esportiva como possibilidade profissional para os jovens.

O autor da proposta é o ex-deputado federal Milton Coelho (PE). A matéria foi aprovada pela Câmara em julho do ano passado, sendo em seguida enviada ao Senado — para se tornar lei, esse projeto precisa ser aprovado pelas duas Casas do Congresso Nacional.

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No Senado, o relator da matéria é Jorge Kajuru (PSB-GO). Ele defende a iniciativa, argumentando que a presença do conselho no processo de formação de novos atletas pode lhes assegurar um ambiente esportivo de aprendizado e desenvolvimento humano.

“É preciso reconhecer que, por trás de cada jovem atleta, há uma criança ou um adolescente em fase de formação, com sonhos e direitos que precisam ser preservados. A busca pelo desempenho esportivo jamais pode se sobrepor à proteção da integridade física, emocional e moral desses meninos e meninas”, afirma Kajuru.

Datas comemorativas

Também estão prontos para serem votados na CEsp dois projetos de lei que instituem datas comemorativas.

Um deles é o PL 3.225/2019, do deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), que institui o Dia Nacional das Torcidas Organizadas, a ser celebrado em 3 de dezembro. 

O outro é o PL 5.071/2019, dos deputados federais Greyce Elias (Avante-MG) e Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), que estabelece 25 de outubro como o Dia Nacional do Futebol Americano.

As duas propostas têm como relator o senador Eduardo Girão (Novo-CE), que apresentou relatório favorável para ambas.

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A Comissão de Esporte do Senado é presidida por Leila Barros (PDT-DF).

Por Bruno Augusto, sob supervisão de Patrícia Oliveira 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Setor empresarial pede redução de encargos trabalhistas e critica fim da escala 6×1

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Representantes do setor empresarial pediram redução de encargos trabalhistas como forma de melhorar a competitividade dos produtos brasileiros em relação aos importados. Em audiência da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, eles criticaram as propostas de redução da jornada de trabalho em análise pelos deputados.

Para Fábio Augusto Pina, da Fecomércio de São Paulo, a discussão sobre a jornada não deveria ser feita em ano eleitoral. “Ninguém discutiu se isso é viável e tem que ser viável através da produtividade”, destacou.

Roberto Ordine, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, acrescentou que já existem instrumentos para negociar uma escala reduzida. “Através dos acordos trabalhistas, podemos ajustar essas condições. Por que o Estado precisa intervir aqui?”, indagou.

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP), que solicitou o debate, disse que fez um requerimento para que em todas as audiências na Câmara sobre o fim da escala de trabalho 6×1 sejam convidados representantes patronais.

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Custo Brasil
Na discussão da comissão, o custo Brasil foi estimado em R$ 1,5 trilhão pelo economista Carlos Costa. Esta seria a diferença anual de fazer negócio no Brasil em relação a um país desenvolvido. Ele defendeu a redução de encargos trabalhistas e da carga tributária e pediu um novo marco para o setor elétrico.

Segundo Fábio Augusto Pina, é preciso um novo teto de gastos para o setor público como forma de reduzir o endividamento e, consequentemente, a taxa de juros básica. Ele afirmou ainda que é difícil aumentar a produtividade porque o ensino básico no país não é de boa qualidade.

Renato Corona, da Fiesp, disse que a diferença de preço entre o produto nacional e o importado é de 24,1% em média. No caso da carga tributária, ela seria de 32,5% do PIB no Brasil contra 26,5% de países parceiros.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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