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Alta na Demanda e Entressafra Elevam Preços do Etanol em São Paulo, Aponta Cepea

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Oferta restrita e procura firme sustentam valorização

Os preços do etanol — tanto anidro quanto hidratado — mantiveram trajetória de alta na última semana em São Paulo, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). A valorização é resultado da combinação entre demanda aquecida das distribuidoras e menor oferta, típica do período de entressafra na região Centro-Sul.

Distribuidoras mantêm ritmo de compras

Mesmo com os preços em elevação, as distribuidoras seguiram adquirindo novos volumes e também retiraram estoques previamente negociados. O movimento reforça o cenário de firmeza na procura pelo biocombustível, impulsionando a manutenção dos preços em patamar elevado.

Produtores mantêm posição firme nos valores

Do lado dos produtores, a estratégia foi de resistir à pressão por descontos, com a expectativa de que a tendência de alta se prolongue nas próximas semanas. Essa postura contribuiu para o avanço das cotações no mercado paulista.

Indicadores do Cepea mostram aumento nos preços

Entre os dias 12 e 16 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado (líquido de ICMS e PIS/Cofins) registrou média de R$ 3,0711 por litro, uma alta de 1,6% em relação à semana anterior.

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Já o etanol anidro — sem incidência de PIS/Cofins — apresentou aumento de 2,17%, com cotação média de R$ 3,4913 por litro no mesmo período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uva Nebbiolo ganha espaço no terroir brasileiro e reforça vinhos de alta qualidade na Serra Gaúcha

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A uva Nebbiolo, tradicionalmente associada aos renomados vinhos Barolo e Barbaresco, do Piemonte, na Itália, vem sendo trabalhada como uma nova aposta da vitivinicultura brasileira. Conhecida pelo alto grau de exigência no manejo e pelo potencial de produzir vinhos de longa guarda, a variedade começa a apresentar resultados promissores no terroir da Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul.

Originária de uma das regiões mais tradicionais do vinho europeu, a Nebbiolo é considerada uma uva de comportamento agronômico desafiador, com brotação precoce, maturação tardia e sensibilidade a variações climáticas, especialmente chuvas próximas à colheita.

Serra Gaúcha aposta em adaptação da Nebbiolo ao clima brasileiro

Em Monte Belo do Sul (RS), a vinícola Casa Marques Pereira vem dedicando atenção especial à variedade e já observa resultados consistentes em diferentes safras. Na colheita de 2026, as condições climáticas foram consideradas favoráveis ao desenvolvimento da uva, com produtividade próxima de 3 kg por planta — índice expressivo para uma cultivar conhecida pela baixa regularidade produtiva.

O desempenho positivo foi resultado de um ciclo climático equilibrado, com inverno mais frio, favorecendo a dormência das videiras, além de chuvas adequadas antes da frutificação e redução das precipitações durante o período de maturação.

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Manejo no vinhedo é decisivo para qualidade da uva Nebbiolo

Segundo a equipe técnica da vinícola, o comportamento da Nebbiolo exige acompanhamento detalhado e manejo específico em cada parcela do vinhedo. Um dos ajustes adotados foi a manutenção parcial da cobertura foliar, protegendo os cachos da exposição solar excessiva.

O vinhateiro Felipe Marques Pereira destaca que essa característica está diretamente ligada à origem da variedade.

“No geral, todas as uvas gostam da exposição solar, mas a Nebbiolo nos traz uma característica específica que é poder inibir o sol do final da manhã e início da tarde. É praticamente a receita que já diz no nome. Na tradução ao português, a uva significa névoa, já que no Piemonte a neblina se dissipa ao longo do dia”, explica.

Controle de produção busca reduzir alternância produtiva da variedade

Um dos desafios da Nebbiolo é a alternância de produção entre safras, fenômeno em que anos de alta produtividade são seguidos por ciclos de menor rendimento. Para reduzir esse efeito, a equipe técnica ampliou em cerca de 30% a quantidade de gemas deixadas na poda de inverno.

As gemas são estruturas responsáveis pelo surgimento de novos ramos produtivos da videira. O ajuste na carga de gemas tem como objetivo equilibrar o vigor das plantas e garantir maior regularidade produtiva ao longo dos anos.

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Seleção massal contribui para adaptação ao terroir brasileiro

Outro processo adotado pela vinícola é a seleção massal, técnica tradicional da viticultura europeia que consiste na multiplicação de plantas com melhor desempenho agronômico dentro do próprio vinhedo.

Na prática, videiras com melhor sanidade, equilíbrio produtivo e qualidade de fruta são selecionadas ao longo dos anos para formação de novas mudas, criando uma população mais adaptada às condições locais.

Na propriedade Quinta da Orada, situada entre 466 e 543 metros de altitude, esse processo já permite identificar indivíduos mais adaptados ao clima e solo de Monte Belo do Sul.

Nebbiolo brasileira mantém identidade italiana e ganha características próprias

Apesar dos desafios, os resultados indicam que a Nebbiolo cultivada no Brasil preserva características clássicas da variedade, como alta acidez, complexidade aromática e grande potencial de envelhecimento.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento no terroir da Serra Gaúcha começa a imprimir identidade própria aos vinhos produzidos no país, ampliando o potencial da vitivinicultura brasileira no segmento de vinhos finos de alta gama.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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