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União Europeia pode ter implementação de acordo com Mercosul atrasada por contestação judicial

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Nesta quarta-feira (21), os parlamentares da União Europeia devem votar uma proposta que solicita a contestação judicial do acordo de livre comércio firmado com o Mercosul. A medida, se aprovada, pode atrasar a entrada em vigor do pacto em até dois anos e, em casos extremos, inviabilizá-lo.

O acordo, assinado no último sábado (17), representa o maior pacto comercial da história da UE com um bloco da América do Sul, mas ainda precisa passar pelo processo de aprovação antes de se tornar efetivo.

Críticas do setor agrícola europeu

A França, maior produtor agrícola do bloco, lidera a oposição ao acordo. Os críticos afirmam que o pacto aumentará significativamente as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, prejudicando os agricultores locais. Nos últimos meses, diversos protestos foram realizados pelos setores afetados.

Ação judicial no Tribunal de Justiça da UE

Um grupo de 144 legisladores entrou com uma ação judicial pedindo que o Tribunal de Justiça da União Europeia avalie:

  • Se o acordo pode ser aplicado antes da ratificação por todos os Estados-membros;
  • Se suas cláusulas limitam a capacidade da UE de definir políticas ambientais e de proteção ao consumidor.
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O tribunal costuma levar cerca de dois anos para emitir um parecer nesse tipo de ação. Durante esse período, a UE poderia aplicar o acordo de forma provisória, mas a alternativa é considerada politicamente sensível devido à provável reação negativa e ao poder do Parlamento de anulá-lo posteriormente.

Apoio de Alemanha e Espanha

Países como Alemanha e Espanha defendem a implementação do acordo, citando a instabilidade no comércio global provocada pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos.

Para esses países, o pacto é estratégico para:

  • Compensar perdas causadas por tarifas americanas;
  • Reduzir a dependência da China;
  • Garantir acesso a minerais considerados estratégicos.

Além disso, representantes do Mercosul já demonstram impaciência após anos de negociações, aumentando a pressão sobre a União Europeia para aprovar rapidamente o acordo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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