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Sorgo ganha destaque na safrinha 2025/2026 e deve crescer 10% na área plantada

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Sorgo se consolida como opção estratégica na segunda safra

O sorgo deve registrar crescimento expressivo no ciclo 2025/2026, segundo o 4º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área plantada da cultura deve alcançar 1,796 milhão de hectares, um aumento de 10% em relação à safra anterior. A produção prevista é de 6,6 milhões de toneladas, alta de 8,4% frente ao ciclo 2024/2025.

O avanço reflete a busca dos agricultores por alternativas ao milho durante a safra de inverno, especialmente em regiões do Cerrado com risco climático mais elevado.

Menor risco climático e maior flexibilidade no plantio

Segundo Rafael Toscano, BU técnico da ORÍGEO, joint venture da Bunge e UPL:

“O sorgo se destaca onde o milho safrinha enfrenta maiores desafios climáticos. Ele exige menos água, tolera janelas de plantio mais amplas e mantém produtividade mesmo em condições adversas, reduzindo riscos para o produtor.”

O grão, portanto, não é apenas uma opção de contingência, mas uma estratégia para reduzir perdas e aumentar a eficiência produtiva em ciclos de segunda safra mais vulneráveis a períodos de seca e chuvas irregulares.

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Tecnologias e melhoramento genético elevam produtividade

O avanço do melhoramento genético e de tecnologias como a iGrowth® tornou o sorgo mais produtivo e adaptável a manejos mais sofisticados, permitindo ao agricultor aumentar a rentabilidade e incorporar práticas sustentáveis ao sistema produtivo.

“Com maior produtividade e resistência, o sorgo deixou de ser uma cultura marginal e agora integra o planejamento estratégico da safra de inverno”, destaca Toscano.

Mercado aquecido e múltiplos usos impulsionam a cultura

Outro fator que impulsiona a expansão do sorgo é a diversificação de mercados. O grão pode ser:

  • Fonte para produção de etanol, em crescimento acelerado;
  • Alternativa para alimentação animal, com valor similar ao milho;
  • Cultivado em áreas problemáticas, em consórcio com braquiária, para controle de plantas daninhas;
  • Potencial de exportação, especialmente com a abertura do mercado chinês.

Essa versatilidade garante liquidez e segurança econômica, tornando o sorgo uma opção estratégica, não apenas um “plano B” para a segunda safra.

Perspectivas para a safrinha 2026

Com demanda crescente, menor risco climático e custos competitivos, o sorgo deve consolidar-se como uma das principais apostas dos produtores para a safra de inverno 2026.

“A combinação de resistência, produtividade e mercado diversificado faz do sorgo uma alternativa segura e rentável, que deve ser considerada no planejamento agrícola de todos os produtores do Cerrado”, finaliza Toscano.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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