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Cooperativismo ganha força no agro em 2026 e se consolida como modelo de crescimento sustentável

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Cooperativismo é pilar de estabilidade para o agro em 2026

O ano de 2026 se apresenta desafiador, mas cheio de oportunidades para o agronegócio brasileiro. Com variáveis econômicas, ambiente eleitoral, juros elevados e atenção ao clima, o cooperativismo se destaca como modelo de estabilidade, planejamento e crescimento sustentável.

Na Cocari, a expectativa é de consolidação da confiança mútua com os cooperados. Para o presidente Dr. Marcos Trintinalha, fatores externos continuarão a impactar crédito e negócios, mas há otimismo com uma possível redução das taxas de juros no primeiro semestre.

“O crédito é cíclico e exige organização, planejamento e parceria. É nesse contexto que reforçamos nosso papel ao lado do produtor”, afirma.

Em 2025, a cooperativa registrou a maior safra de sua história, abrangendo soja, milho safrinha e culturas de inverno, resultado da confiança construída com os associados. Para 2026, a expectativa é de boas condições climáticas e produtividade elevada em todas as safras.

Programa Sou Mais Cocari aproxima cooperativa e associados

O Programa Sou Mais Cocari será reforçado em 2026, oferecendo condições diferenciadas aos associados e incentivando o planejamento antecipado de compras e safras. A iniciativa também amplia a proximidade técnica, com consultores agronômicos, zootécnicos e veterinários atuando diretamente no campo.

“Nosso melhor está ligado à proximidade que queremos trilhar com os cooperados”, reforça Trintinalha.

Intercooperação e inovação como resposta aos desafios

Para o superintendente de Insumos Agrícolas, Roberson Lima, 2026 exigirá atenção à volatilidade de mercado e às questões climáticas, mas também apresenta oportunidades para o cooperativismo fortalecer o agro sustentável.

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A solução está na inovação e nas parcerias estratégicas, que ampliam o impacto das cooperativas e fortalecem produtos e serviços oferecidos.

“Quando o agricultor prospera, toda a cadeia se fortalece”, afirma.

Entre as ações previstas, estão intensificação da consultoria técnica no campo e realização de eventos de alinhamento estratégico, reforçando transparência e engajamento com cooperados e colaboradores.

Ambiente industrial e crescimento integrado

No setor industrial, Jacy Cesar Fermino da Rocha, superintendente da Cocari, aponta desafios econômicos, como juros elevados e ajustes tributários, que exigem eficiência operacional e disciplina financeira.

Os principais projetos incluem:

  • Ampliação do Fomento Avícola, em parceria com a Aurora Coop, com previsão de mais 100 mil m² de integração até 2027.
  • Retomada e expansão da área de rações, com foco nos segmentos Aqua, Pet e Ruminantes.
  • Fortalecimento de fiação, piscicultura e sementes, buscando eficiência, expansão de mercado e competitividade.

“Trabalhamos para integrar negócios, ampliar portfólios e garantir previsibilidade e resultados”, ressalta Jacy.

Cooperativismo paranaense mantém crescimento

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destaca que o cooperativismo paranaense fechou 2025 com resultados positivos, mesmo diante de desafios climáticos, de mercado internacional e sanidade animal.

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O Paraná conta com 255 cooperativas e 4,5 milhões de cooperados, com faturamento projetado de R$ 220 bilhões, crescimento de 8% em relação a 2024. Cooperativas agropecuárias representam 66% da produção de grãos e 45% da produção de proteína animal, exportando para mais de 150 países e gerando 154 mil empregos diretos.

O Plano Paraná Cooperativo projeta faturamento de R$ 300 bilhões até 2027, apoiado por boa safra e forte demanda internacional.

Reconhecimento nacional fortalece o setor

O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destaca que o reconhecimento do cooperativismo pela ONU em 2025 ampliou visibilidade, negócios e representação institucional.

Para 2026, as prioridades incluem:

  • Fortalecimento do crédito e seguros cooperativos
  • Inovação e bioeconomia
  • Inclusão produtiva e formação de lideranças jovens e femininas
  • Atuação estratégica em ano eleitoral

“O cooperativismo é uma solução real para desafios econômicos, sociais e ambientais”, afirma Freitas.

Olhando para o futuro

Cocari, Ocepar e OCB convergem em um ponto central: cooperar é mais eficiente, seguro e sustentável do que competir sozinho. Com planejamento, intercooperação e proximidade com o produtor, o cooperativismo segue como protagonista no desenvolvimento do agro e da economia brasileira em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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