Agro News

Biochar avança como solução para recuperação de áreas degradadas no Espírito Santo

Publicado

A NetZero, empresa franco-brasileira especializada na produção industrial de biochar, participou de um encontro com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, para discutir a aplicação da tecnologia na recuperação de áreas degradadas e na restauração florestal no estado.

A reunião ocorreu na última terça-feira (17), em Brejetuba, e contou com a presença de secretários estaduais e lideranças locais, reforçando a integração entre setor público e iniciativa privada em soluções sustentáveis para o agronegócio e o meio ambiente.

Biochar ganha espaço como solução ambiental e agrícola

O biochar, material rico em carbono obtido a partir da transformação de resíduos agrícolas, tem se destacado como uma solução capaz de unir recuperação ambiental, produtividade agrícola e mitigação das mudanças climáticas.

A proposta discutida envolve sua aplicação em solos degradados por atividades como mineração e uso intensivo, com o objetivo de restaurar a fertilidade e acelerar processos de regeneração ambiental.

Além disso, a tecnologia permite a remoção permanente de carbono da atmosfera, contribuindo para a geração de créditos de carbono de alto valor agregado e alinhando desenvolvimento econômico com compromissos climáticos.

Resultados científicos comprovam eficácia do biochar

Estudos realizados ao longo dos últimos anos indicam que o biochar atua de forma multifuncional na recuperação de solos degradados. Entre os principais benefícios observados estão:

  • Redução da concentração de metais pesados
  • Correção do pH do solo
  • Melhoria da estrutura física do solo
  • Aumento da disponibilidade de nutrientes
  • Estímulo à atividade microbiológica
Leia mais:  Minas Gerais deve encerrar safra de cana-de-açúcar 2025/26 mais cedo, aponta Siamig

Esses resultados reforçam o potencial da tecnologia como ferramenta eficaz para a reconstrução da funcionalidade dos solos e para a restauração florestal em diferentes regiões.

Tecnologia alia economia circular e regeneração de solos

A NetZero desenvolveu um modelo industrial baseado na conversão de resíduos agrícolas em biochar certificado, garantindo fornecimento em larga escala e com qualidade padronizada.

Esse modelo permite transformar passivos agrícolas em insumos regenerativos, conectando a recuperação ambiental à economia circular e ao fortalecimento da agricultura sustentável.

A empresa mantém, desde 2024, uma unidade de produção em Brejetuba, utilizando resíduos da cafeicultura local como matéria-prima.

Declarações reforçam potencial estratégico da tecnologia

Para Pedro de Figueiredo, o biochar já se consolidou como uma solução robusta para múltiplos desafios ambientais. Segundo ele, a tecnologia permite regenerar solos e acelerar a restauração florestal, ao mesmo tempo em que promove o armazenamento duradouro de carbono no solo.

Já o governador Renato Casagrande destacou o compromisso do estado com a sustentabilidade e a descarbonização das cadeias produtivas, ressaltando que iniciativas como essa geram valor econômico aliado à preservação ambiental.

Leia mais:  Mercado do Milho Mostra Reação Pontual com Resistência de Produtores e Baixa Liquidez no Sul do País
Aplicação em larga escala depende de produção industrial

A expansão do uso do biochar em projetos agrícolas e ambientais depende da disponibilidade do insumo em escala e com qualidade controlada.

Nesse contexto, a produção industrial padronizada é considerada essencial para viabilizar sua aplicação em larga escala, especialmente em programas de recuperação de áreas degradadas e restauração de ecossistemas.

Biochar: solução estratégica para o futuro do agro sustentável

Produzido por meio da pirólise — processo de aquecimento de resíduos agrícolas na ausência de oxigênio — o biochar estabiliza o carbono capturado pelas plantas, permitindo seu armazenamento no solo por longos períodos.

Sua estrutura porosa contribui para a retenção de água, melhoria da fertilidade e recuperação da atividade biológica do solo. Em áreas degradadas, também atua na correção da acidez, redução da compactação e aceleração do restabelecimento da vegetação.

Combinando recuperação ambiental, sequestro de carbono e reaproveitamento de resíduos, o biochar se consolida como uma solução técnica e economicamente viável para a restauração de ecossistemas e o avanço da agricultura sustentável no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

Publicado

O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

Leia mais:  Santa Catarina projeta safra de maçã 28% maior para 2025/26, com Fuji e Gala dominando produção

De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

Leia mais:  Manejo Integrado de Pragas transforma controle de insetos na soja e impulsiona sustentabilidade no campo

A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana