Aumento expressivo na adesão marca nova edição do Coopera Paraná
A nova edição do Programa Coopera Paraná já registra um crescimento de 50% nas inscrições em relação ao último edital, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Com o prazo de inscrições aberto até 1º de fevereiro, o programa contabiliza 149 projetos de negócio cadastrados, contra cerca de 100 na edição anterior. A expectativa é de que o número continue subindo até o encerramento do prazo.
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, destacou que esta é a maior edição já realizada, com o objetivo de fortalecer a competitividade e a renda das cooperativas e associações da agricultura familiar.
“O programa vai gerar mais renda, ampliar a capacidade produtiva e abrir novos mercados, fortalecendo o cooperativismo e melhorando a vida dos produtores rurais em todas as regiões do Paraná”, afirmou Nunes.
R$ 100 milhões em investimentos para o fortalecimento da agricultura familiar
Nesta edição, o Coopera Paraná disponibiliza até R$ 100 milhões em recursos públicos, sendo R$ 90 milhões voltados a investimentos e R$ 10 milhões destinados a despesas de custeio.
Cada Projeto de Negócio pode receber até R$ 2,2 milhões, valor significativamente superior aos editais anteriores.
O programa, criado em 2019, vem se consolidando como uma política pública permanente, essencial para o desenvolvimento rural sustentável no estado.
Expectativa é dobrar número de projetos até o fim das inscrições
Segundo a coordenadora do Coopera Paraná, Julian Mattos, a expectativa é de que o total de inscrições possa chegar a 300 projetos até o fim do prazo.
“Muitos participantes deixam para concluir o processo na última hora, mas reforçamos a importância de enviar todos os documentos com antecedência para evitar contratempos”, alertou Mattos.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponível no site da Seab, com assinatura digital e toda a documentação exigida.
O cronograma prevê que a avaliação dos projetos ocorra em fevereiro, seguida pela habilitação das organizações em março e início da celebração dos Termos de Fomento ainda no mesmo mês.
Programa acumula R$ 94 milhões repassados desde 2019
Desde sua criação, o Coopera Paraná já repassou cerca de R$ 94 milhões a 116 cooperativas e 75 associações de agricultores familiares.
Os editais anteriores destinaram quase R$ 30 milhões em 2019, R$ 42 milhões em 2021 e R$ 21,5 milhões em 2023, consolidando o programa como uma das principais ferramentas de incentivo ao cooperativismo rural no estado.
Edital traz padronização e critérios mais claros para seleção
O novo edital também traz padronização de objetivos, metas e indicadores de resultado, facilitando a elaboração e análise dos projetos.
De acordo com Julian Mattos, apenas projetos com viabilidade técnica e econômica comprovada serão contemplados.
“É essencial que os proponentes leiam o edital com atenção, observem os prazos e preencham corretamente todos os formulários e documentos exigidos”, reforça a coordenadora.
Parcerias fortalecem o programa e garantem suporte técnico
O Coopera Paraná conta com o apoio de instituições parceiras como o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-PR), Unicafes, Sebrae Paraná e Fetaep.
Essas parcerias garantem apoio técnico, capacitação e orientação financeira, reforçando o impacto positivo do programa sobre o cooperativismo paranaense.
Seab oferece suporte online para inscrições e esclarecimento de dúvidas
Para auxiliar os interessados, a Seab realizou uma reunião técnica transmitida ao vivo pelo YouTube, com a participação de mais de 500 pessoas e do secretário Marcio Nunes.
Durante o encontro, foram detalhadas as regras do edital, critérios de seleção, itens financiáveis e documentação obrigatória.
O vídeo completo e uma série de tutoriais curtos explicando o passo a passo do cadastro estão disponíveis no canal oficial da Seab no YouTube.
As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.
O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.
Safra recorde deve impulsionar volume exportado
Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.
“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.
A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.
O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.
O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.
Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro
De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.
Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.
A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.
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