Nacional

Ministro da Justiça e Segurança Pública recebe Conselho Nacional de Chefes da Polícia Civil para fortalecer integração interfederativa

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Brasília, 05/02/2026 – Com foco no fortalecimento da integração interfederativa e na ampliação do diálogo entre o Governo Federal e as polícias civis dos estados e do Distrito Federal, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, se reuniu, nesta quinta-feira (5), com o Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil (CNCPC), no Palácio da Justiça.

A reunião destacou o papel estratégico das polícias civis no sistema de Justiça e Segurança Pública e a relevância da escuta qualificada dos estados para a formulação de políticas públicas mais efetivas. “O papel do colegiado é absolutamente central, pois a Polícia Civil tem a responsabilidade de elucidar os crimes e de desenvolver uma atividade tão minuciosa quanto dedicada”, ressaltou o ministro.

Também foi enfatizado o esforço do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para ampliar o nível de interlocução com todos os atores do sistema, com o objetivo de assegurar que as deliberações construídas de forma conjunta alcancem resultados concretos. “Vamos percorrer todo o circuito da cartografia institucional brasileira para ter a convicção de que as deliberações que construirmos conjuntamente terão a capacidade de chegar à ponta”, destacou Wellington César.

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A agenda faz parte da proposta da atual gestão de intensificar a cooperação entre a União e os estados, reconhecendo a integração como condição essencial para o enfrentamento do crime organizado e o fortalecimento das políticas de segurança pública. Nesse contexto, o MJSP busca atuar de forma conjunta e estreitar a interlocução com as polícias civis.

“Queremos ser vistos como colaboradores permanentes e assumir a responsabilidade de, ao máximo, estreitar os laços. O papel do Ministério será mais integrado”, disse o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

A importância de levar ao Governo Federal o olhar dos estados e os desafios enfrentados no cotidiano das investigações foi ressaltada pelo presidente do CNCPC, delegado Márcio Rodrigo Gutierrez Rocha. “Nosso papel é exatamente trazer a visão dos estados, do trabalho e dos desafios enfrentados, principalmente no combate ao crime organizado no País”, afirmou Márcio Rocha.

Ao longo do encontro, os delegados fizeram considerações e apresentaram sugestões a partir das realidades locais, contribuindo para o aprimoramento das políticas em discussão. O diálogo permite ampliar o debate, incorporando temas estruturantes, como o aperfeiçoamento da legislação, o financiamento das iniciativas de segurança pública e o fortalecimento dos instrumentos investigativos. Isso reforça a relevância de estratégias integradas e da cooperação interfederativa no enfrentamento qualificado do crime organizado em todo o Brasil.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

MJSP transforma Defensoria em Todos os Cantos em programa nacional e premia iniciativas de acesso à Justiça

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Brasília, 20/5/2026 – No Dia do Defensor Público, celebrado na terça-feira (19), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou a entrega do prêmio Defensoria em Todos os Cantos, em solenidade no Palácio da Justiça, na capital federal.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju) e busca reconhecer, valorizar e dar visibilidade a projetos desenvolvidos por defensorias públicas que contribuam para a garantia de direitos e a redução das desigualdades, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o edital vai além de uma premiação ao reconhecer e fortalecer experiências transformadoras desenvolvidas pelas Defensorias Públicas da União, dos estados e do Distrito Federal.

“São iniciativas que enfrentam desigualdades estruturais, promovem justiça racial, fortalecem os direitos das mulheres, ampliam o uso da tecnologia no acesso à Justiça e atuam na proteção socioambiental, no sistema prisional, nas ouvidorias externas e em tantas outras frentes essenciais para a efetivação de direitos”, afirmou o ministro.

Durante a cerimônia, Wellington Lima assinou a portaria que institui oficialmente o Defensoria em Todos os Cantos como programa nacional.

O dispositivo de honra também contou com a presença da defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado; da presidente do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais, Luziane Castro; da presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciana Grando Bregolin; e da coordenadora da Plataforma Justa e integrante da banca de avaliação do projeto, Luciana Zafallon.

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“O trabalho de defensoras e defensores públicos precisa ser reconhecido e fortalecido. Enquanto houver pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade no Brasil, a defensoria seguirá como instituição essencial para a garantia da justiça, dos direitos e da democracia”, ressaltou a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

Defensoria em todos os cantos
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Reconhecimento nacional

Ao todo, sete projetos foram vencedores, além de uma menção honrosa em cada eixo temático, que incluiu áreas como justiça criminal e sistema prisional, justiça racial, justiça socioambiental, enfrentamento à violência e direitos das mulheres. Cada iniciativa vencedora receberá prêmio de R$ 120 mil.

Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, as defensorias públicas exercem papel estratégico na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da cidadania.

“O projeto traduz uma ideia poderosa presente na Constituição: para ser justa, a Justiça precisa alcançar todas as pessoas, realidades e territórios do Brasil, e não apenas as grandes capitais”, destacou a titular da Senajus.

As premiações foram entregues por secretários do MJSP, entre eles André Garcia (Senappen), Marta Machado (Senad), Chico Lucas (Senasp) e Ricardo Morishita (Senacon); pelo diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan; pelo deputado federal Stélio Dener; pela secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Caroline Dias; além de representantes das defensorias públicas.

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Confira a lista de vencedores e menções honrosas

Justiça Criminal e Sistema Prisional
* 1º lugar: Inspeções em Dias de Visita em Unidades Prisionais (SP)
* Menção honrosa: Alerta 180 (MT)

Enfrentamento às Desigualdades Estruturais
* 1º lugar: Central de Vagas em Creches da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
* Menção honrosa: Defensorias do Araguaia – Defensoras e Defensores Públicos pelos Povos Originários do Tocantins (TO), Mato Grosso (MT) e Goiás (GO)

Inovação e Tecnologia para Ampliação do Acesso à Justiça
* 1º lugar: Na Porta da Comunidade (CE)
* Menção honrosa: Pacifica.DEF (PR)

Justiça Socioambiental, Povos e Comunidades Tradicionais
* 1º lugar: Bem Viver: atendimento intercultural em territórios indígenas (AM)
* Menção honrosa: Justiça socioambiental e climática: proteção dos territórios tradicionais, da Defensoria Pública do Estado do Pará (PA)

Justiça Racial
* 1º lugar: Ação Cidadã Infância sem Racismo: por uma Educação Antirracista (BA)
* Menção honrosa: Turma da Mel da Defensoria Pública de Rondônia (RO)

Enfrentamento à Violência e Direitos das Mulheres
* 1º lugar: DefenDelas (SC)
* Menção honrosa: Projeto RenovAÇÃO Homens (DF)

Iniciativas das Ouvidorias Externas
* 1º lugar: Projeto Educação Escolar Indígena como Direito (RS)
* Menção honrosa: Projeto Ìmọ́lẹ: o direito à energia e à dignidade nos territórios tradicionais (MA)

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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