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Fertilizantes mantêm alta e pressionam custos da produção agrícola em fevereiro

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Preços internacionais seguem em alta

Os fertilizantes continuam em trajetória de valorização no mercado global neste início de fevereiro, segundo dados da Fertilizer Week. O movimento reflete um cenário de inflação acumulada nos principais nutrientes agrícolas, com poucas perspectivas de recuo no curto prazo.

Os índices apontam elevação persistente nos preços de nitrogênio, fosfato e potássio, insumos fundamentais para o setor agropecuário. Entre os produtos mais afetados estão a ureia, o DAP (fosfato diamônico) e o MOP (cloreto de potássio).

Nitrogênio, fosfato e potássio seguem valorizados

A ureia apresentou oscilações nos últimos meses, mas mantém uma tendência de alta em relação à base de janeiro de 2020.

O DAP, por sua vez, teve a maior valorização entre os principais fertilizantes, alcançando níveis bem acima do observado no início do período analisado.

Já o MOP registra aumento mais moderado, embora ainda operando acima da média histórica.

Esses movimentos de preços reforçam a recuperação consistente do setor desde o segundo semestre do ano passado, ampliando a pressão sobre os custos de produção agrícola no Brasil e em outros países produtores.

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Matérias-primas encarecem e reforçam pressão sobre custos

O comportamento das matérias-primas utilizadas na produção de fertilizantes também contribui para o cenário de custos elevados.

O enxofre teve forte valorização, atingindo patamares muito acima da média histórica e encarecendo a cadeia dos fertilizantes fosfatados.

A rocha fosfática apresentou leve tendência de alta, mantendo-se relativamente estável. Em contrapartida, a amônia foi o único insumo a registrar queda recente, ainda que discreta, após meses de estabilidade nos preços internacionais.

Produtor deve redobrar atenção ao planejamento financeiro

De acordo com José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School, o cenário atual exige gestão mais rigorosa de custos e planejamento de compras por parte dos produtores rurais.

“A combinação entre matérias-primas valorizadas e o aumento dos preços dos fertilizantes finais cria um ambiente de custos elevados, o que demanda maior atenção do produtor ao gerenciamento financeiro nas próximas semanas”, destacou o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil eleva importações de lácteos e acende alerta para impacto do leite em pó da Argentina e Uruguai

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Importação de lácteos cresce e reforça dependência do mercado externo

O Brasil registrou aumento nas importações de produtos lácteos em maio de 2026. O volume total atingiu 220,29 milhões de litros, alta de 3,47% em relação a abril, segundo análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o país já importou 1,02 bilhão de litros, avanço de 96,9 milhões de litros em comparação com o mesmo período de 2025. O movimento reforça a crescente participação do leite importado no abastecimento do mercado interno.

Argentina e Uruguai dominam fornecimento de lácteos ao Brasil

O levantamento do Imea mostra forte concentração das importações brasileiras em dois países do Mercosul.

A Argentina respondeu por 66,34% das compras externas de lácteos do Brasil em 2026, enquanto o Uruguai teve participação de 23,02%. Juntos, os dois países representam 89,37% de todo o volume importado pelo mercado brasileiro.

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Segundo o instituto, esse cenário reforça a dependência regional do Brasil em relação aos fornecedores sul-americanos, especialmente no segmento de leite em pó.

Leite em pó lidera importações e representa mais de 70% do total

Entre os produtos lácteos adquiridos pelo Brasil no mercado externo, o leite em pó segue como o principal item importado, representando 74,11% de todo o volume em 2026.

A predominância do produto evidencia sua importância na composição da oferta interna, sobretudo para indústrias de processamento e recomposição de derivados lácteos.

Caso de dumping leva à adoção de medidas antidumping pela Camex

O cenário ganhou repercussão após a confirmação, pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), da prática de dumping nas exportações de leite em pó da Argentina e do Uruguai destinadas ao Brasil.

Diante disso, foi aprovada a aplicação de direitos antidumping por até cinco anos sobre o leite em pó integral e desnatado não fracionado originado dos dois países.

No entanto, a medida teve sua cobrança temporariamente suspensa, enquanto são avaliados possíveis impactos sobre a economia e o comportamento dos preços internos.

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Mercado segue estável no curto prazo, aponta Imea

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, enquanto as análises da Camex seguem em andamento, o fluxo de importações deve permanecer sem grandes alterações no curto prazo.

Na prática, isso significa que o abastecimento do mercado brasileiro de lácteos continua sustentado nos níveis atuais, mantendo a relevância dos fornecedores externos, especialmente no segmento de leite em pó.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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