A Operação Carnaval 2026 da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi realizada entre os dias 13 e 18 de fevereiro, com reforço significativo nas ações de fiscalização e presença operacional nas rodovias federais em Mato Grosso.
Ao longo do período, foram executados 493 comandos de fiscalização, com 6.434 veículos fiscalizados e 8.269 pessoas abordadas. O trabalho resultou em 2.833 autos de infração, demonstrando a intensificação das ações preventivas e educativas.
No combate à embriaguez ao volante, foram aplicados 4.424 testes de alcoolemia que culminaram em 49 autuações, somando casos de constatação e recusa, além de 8 detenções por dirigir sob a influência de álcool.
As ações também levaram ao recolhimento de 574 documentos (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo – CRLV) e à remoção de 184 veículos, contribuindo para retirar de circulação veículos em situação irregular e reduzir riscos nas rodovias.
No balanço de sinistros, foram registrados 51 acidentes, sendo 10 graves, com 57 feridos e 3 óbitos. O cenário reforça a importância da condução responsável e do cumprimento das normas de trânsito.
No combate à criminalidade, foram apreendidos aproximadamente 27,5 kg de drogas, entre skunk, cocaína e maconha, além da realização de 30 detenções por diversos crimes.
A PRF reforça que seguirá atuando de forma intensificada em períodos de grande movimentação, com foco na fiscalização, prevenção de sinistros e combate ao crime.
Cerca de R$ 10 milhões em notas falsas, utilizadas para aplicar um golpe do falso empréstimo milionário, foram destruídos pela Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (30.6), na fornalha de uma empresa no bairro Jardim Industrial, em Cuiabá. A destruição do valor foi realizada por policiais da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que apuraram o sofisticado esquema de golpe.
A mala com os valores milionários faz parte de investigações iniciadas em 2024, após um empresário do município de Água Boa procurar a Polícia Civil relatando ter sido induzido a acreditar que receberia um empréstimo de R$ 10 milhões.
Na ocasião, para concretizar a suposta operação financeira, os criminosos exigiram o pagamento antecipado de uma comissão de R$ 1 milhão, aceitando inicialmente a quantia de R$ 400 mil em espécie.
Após meses de negociações, reuniões presenciais e contatos telefônicos, a vítima se encontrou com os suspeitos em um hotel de Cuiabá, onde entregou R$ 400 mil em dinheiro e recebeu uma mala que supostamente continha os R$ 10 milhões prometidos. Posteriormente, ao abrir o material, constatou que os pacotes continham apenas notas falsas e cédulas sem valor comercial, caracterizando o golpe.
Durante a investigação, a Polícia Civil apreendeu a mala utilizada pelos criminosos e realizou diversas diligências, incluindo análise de imagens de segurança, identificação de linhas telefônicas utilizadas pelos suspeitos e coleta de outros elementos probatórios para individualização dos envolvidos.
Na conclusão do inquérito policial, três pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Bruno Palmiro, o trabalho investigativo apontou que os autores utilizavam falsa aparência de empresários e investidores para conquistar a confiança das vítimas.
“Os investigados simulavam operações financeiras legítimas e prometiam empréstimos de grandes valores mediante pagamento prévio de comissões”, explicou o delegado.
As investigações prosseguiram para identificação completa dos integrantes do grupo criminoso e apuração da eventual participação dos investigados em outros golpes semelhantes praticados em diferentes estados da Federação.
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