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Algodão recua em Nova York com ajustes técnicos e projeções do USDA

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Cotações do algodão voltam a cair na Bolsa de Nova York

O mercado futuro do algodão iniciou a semana em queda na Intercontinental Exchange (ICE), refletindo ajustes técnicos após o avanço dos preços no fim da semana passada. Nesta segunda-feira (23), os contratos recuaram com os investidores reagindo às projeções de oferta e demanda apresentadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) durante o Fórum Anual da entidade.

O contrato mais negociado operava a 65,21 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 0,64% nos primeiros negócios. O vencimento de maio era cotado a 65,19 centavos de dólar por libra-peso (-0,17%), enquanto o contrato de julho recuava para 66,78 centavos (-0,60%).

Realização de lucros e estimativas do USDA pressionam o mercado

A queda dos preços é atribuída principalmente à realização de lucros e à assimilação das novas estimativas do USDA para a safra norte-americana de 2026/27. O órgão projetou uma área plantada de 9,4 milhões de acres, acima dos 9,28 milhões de acres do ciclo anterior.

Apesar do aumento de área, a produção total foi estimada em 13,6 milhões de fardos, abaixo dos 13,9 milhões registrados na temporada passada. Os estoques finais devem cair de 4,4 milhões para 4,2 milhões de fardos, indicando leve redução na oferta, mas ainda suficiente para manter o mercado equilibrado no curto prazo.

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Mercado doméstico brasileiro segue com pouca liquidez

No Brasil, o mercado físico do algodão apresentou ritmo lento de negociações nesta segunda-feira, em parte devido à redução de atividade durante o feriado de Carnaval. Segundo levantamento da Safras & Mercado, muitas empresas só retomaram as operações no início da semana, o que reduziu a liquidez nas principais praças produtoras.

No mercado spot, a indústria indicava ideia de compra para o algodão CIF São Paulo a R$ 3,52 por libra-peso, leve queda de 0,28% frente aos R$ 3,53 da semana anterior. Em Rondonópolis (MT), a pluma era negociada a cerca de R$ 109,21 por arroba, equivalente a R$ 3,30 por libra-peso, com desvalorização semanal de R$ 0,67 por arroba.

Exportações brasileiras mantêm bom desempenho

No comércio exterior, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 149,17 mil toneladas de algodão nos primeiros 10 dias úteis de fevereiro. A média diária foi de 14,92 mil toneladas, com receita total de US$ 228,72 milhões — o que representa média diária de US$ 22,87 milhões.

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Na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume médio diário caiu 1,1%, mas a receita média diária aumentou 8,6%, impulsionada pela valorização do produto no mercado internacional e pela taxa de câmbio.

Expectativas para o mercado nas próximas semanas

Os investidores acompanham com atenção a consolidação das estimativas do USDA e o ritmo das exportações brasileiras, fatores que devem continuar influenciando a formação de preços ao longo da semana.

Com a oferta global ainda confortável e a demanda sob influência do cenário econômico internacional, analistas preveem volatilidade nos preços do algodão nas próximas sessões, tanto em Nova York quanto no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de frango indica novos reajustes no curto prazo com oferta ajustada e cenário externo no radar

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Mercado de frango aponta possibilidade de novos reajustes no curto prazo

O mercado brasileiro de frango apresentou preços estáveis no atacado e comportamento misto no frango vivo ao longo da semana. Segundo análise de Safras & Mercado, o ambiente de negócios indica possibilidade de novos reajustes no curto prazo.

Apesar disso, o setor ainda opera com cautela, diante de incertezas no cenário externo e da necessidade de ajuste na oferta.

Redução no alojamento de pintainhos é estratégia para equilíbrio da oferta

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, a redução no alojamento de pintainhos de corte segue como medida fundamental para o equilíbrio do mercado, especialmente em um momento de instabilidade.

O setor enfrenta riscos em duas frentes principais:

  • Conflitos no Oriente Médio, que podem impactar custos logísticos
  • Casos de Influenza Aviária em granjas comerciais no Chile e na Argentina, além de registros em animais selvagens no Rio Grande do Sul

Esse cenário exige cautela dos produtores e reforça a importância do controle da oferta.

Atacado mantém preços firmes com expectativa de valorização

No mercado atacadista, os preços se mantiveram firmes ao longo da semana, com perspectiva de novos reajustes nos próximos dias.

Segundo o analista, o ambiente atual indica maior equilíbrio entre oferta e demanda, com expectativa de retração no alojamento nos meses seguintes, o que pode sustentar os preços.

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Preços do frango no atacado seguem estáveis em São Paulo

Levantamento de Safras & Mercado aponta estabilidade nas cotações dos principais cortes de frango no atacado paulista.

  • Cortes congelados
    • Peito: R$ 8,60/kg (atacado) e R$ 8,90/kg (distribuição)
    • Coxa: R$ 6,30/kg (atacado) e R$ 6,50/kg (distribuição)
    • Asa: R$ 10,50/kg (atacado e distribuição)
  • Cortes resfriados
    • Peito: R$ 8,70/kg (atacado) e R$ 9,00/kg (distribuição)
    • Coxa: R$ 6,40/kg (atacado e distribuição)
    • Asa: R$ 10,40/kg (atacado) e R$ 10,60/kg (distribuição)
Frango vivo apresenta variações regionais nos preços

O mercado do frango vivo apresentou variações conforme a região:

  • São Paulo: R$ 4,50/kg (estável)
  • Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,65/kg (estável)
  • Santa Catarina (integração): R$ 4,65/kg (estável)
  • Oeste do Paraná: R$ 4,60/kg (estável)

Houve altas em algumas regiões:

  • Mato Grosso do Sul: de R$ 4,35 para R$ 4,40/kg
  • Goiás: de R$ 4,40 para R$ 4,45/kg
  • Minas Gerais: de R$ 4,45 para R$ 4,50/kg
  • Distrito Federal: de R$ 4,40 para R$ 4,45/kg

Já em outras localidades, os preços permaneceram estáveis:

  • Ceará: R$ 6,20/kg
  • Pernambuco: R$ 5,50/kg
  • Pará: R$ 6,40/kg
Exportações de carne de frango crescem em abril

As exportações brasileiras de carne de aves e miúdos comestíveis seguem em alta no mês de abril.

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Até o momento (7 dias úteis), o país registrou:

  • Receita de US$ 340,615 milhões
  • Volume exportado de 183,691 mil toneladas
  • Média diária de 26,241 mil toneladas
  • Preço médio de US$ 1.854,30 por tonelada

Na comparação com abril de 2025, os dados indicam:

  • Alta de 20,4% no valor médio diário
  • Crescimento de 19,2% no volume médio diário
  • Valorização de 1,1% no preço médio

Os números foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Cenário externo e sanitário segue no radar do setor

Além do equilíbrio entre oferta e demanda, fatores externos continuam influenciando o mercado. A Influenza Aviária exige monitoramento constante, enquanto o conflito no Oriente Médio eleva os custos operacionais, embora ainda sem impacto significativo nos volumes exportados.

Perspectiva para o mercado de frango é de ajustes e cautela

O mercado de frango caminha para um cenário de maior equilíbrio, com possibilidade de reajustes positivos no curto prazo, desde que a oferta siga controlada.

A combinação entre gestão de produção, demanda interna e cenário externo será determinante para o comportamento dos preços ao longo das próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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